Usina de Letras
Usina de Letras
48 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 62137 )

Cartas ( 21334)

Contos (13260)

Cordel (10447)

Cronicas (22529)

Discursos (3238)

Ensaios - (10331)

Erótico (13566)

Frases (50547)

Humor (20019)

Infantil (5415)

Infanto Juvenil (4748)

Letras de Música (5465)

Peça de Teatro (1376)

Poesias (140778)

Redação (3301)

Roteiro de Filme ou Novela (1062)

Teses / Monologos (2435)

Textos Jurídicos (1958)

Textos Religiosos/Sermões (6172)

LEGENDAS

( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )

( ! )- Texto com Comentários

 

Nota Legal

Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Cronicas-->A Intentona Comunista -- 27/11/2007 - 11:25 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A INTENTONA COMUNISTA

Valmir Fonseca Azevedo Pereira (*)

O Levante Comunista de 1935 foi o resultado natural das efervescências ideológicas que haviam sido inoculadas na mente de muitos nacionais, a partir do êxito da revolução comunista na Rússia em 1917.

A vitória da revolução comunista empolgou os comunistas brasileiros, entusiasmados com as amplas possibilidades de sua disseminação no Brasil. Em consequência, foi criado o Partido Comunista do Brasil, em 1922, que passa a promover intensa doutrinação marxista. Proliferam as reuniões articuladoras de greves, são desencadeadas manifestações populares e agitações de caráter anárquico, com a participação da população como massa de manobra, para a exacerbação de reivindicações demagógicas. O movimento pró - soviético orientava - se para o socialismo e aliava - se a outras correntes esquerdistas e ao Partido Comunista, que preparava a revolução marxista no Brasil. Para isso, incentivava abertamente o incitamento da população à luta armada e à subversão da ordem, visando à tomada do Poder pela força.

Os constantes distúrbios provocados pelo Partido Comunista, interessado em subverter a ordem, culminaram com a decretação de sua ilegalidade pelo Governo de Artur Bernardes, em 1928, atemorizado com as ações cada vez mais violentas daquela agitadora agremiação partidária.

A conspiração para a tomada do poder foi ganhando espaço e adeptos, através de intensa pregação, até que, julgando - se fortalecidos pela ampla propaganda de caráter doutrinário, iludidos com a possibilidade de receberem forte apoio popular, além da efetiva agregação de setores civis e militares, foram iniciados os planejamentos e traçados os planos para o desencadeamento do "intento diabólico, hediondo", a Intentona Comunista.

O Governo, apesar dos fortes indícios de que era articulada uma ação armada, por inépcia ou torpes intenções, pouco ou nada fazia. Maldosamente, alguns entendiam que o Poder Executivo, enfraquecido politicamente, assistia às manobras subversivas com a intenção de, ao debelar o movimento, restaurar o regime ditatorial nos moldes anteriores.

A Intentona eclodiu, prematuramente, no dia 23 de novembro, em Natal, propagou - se no dia seguinte para o Recife, para irromper no Rio de Janeiro, no dia 27, no 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha e na Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos, foco principal dos insurgentes.

Felizmente, sem lograr o desembocar de todas as ações planejadas, sem poder contar com a propagação da sublevação por outras unidades militares, e sem o engajamento de outros setores, pouco a pouco a Intentona foi reduzida à fragilidade de esparsos núcleos que, cercados, renderam - se às tropas governamentais, não sem antes haverem perpetrado atos torpes, de baixa rapinagem, sacrificando irmãos de Arma, à traição, de forma vil e covarde, como foi registrado, tristemente, na historiografia brasileira contemporànea.

Posteriormente, os revoltosos foram anistiados, mas perdoados pela sociedade, não pestanejaram em encetar, em 1964, uma nova tentativa para estabelecer o regime marxista no Brasil.

Eis que, passados 72 anos do infausto, repita - se, "intento diabólico e hediondo" bate novamente a nossa porta, apesar do seu reconhecido fracasso no cenário internacional, a sombra negra do comunismo, travestido com róseas cores, como atestam as palavras do magnànimo líder nacional que identifica uma "bela democracia" no reino bolivariano de Chávez.

Seguindo à risca a cartilha de Gramsci, sem oposição, de forma completa e absoluta, dominando todos os setores, da educação, da cultura, das comunicações, da propaganda; com as ""burras" cobertas de recursos; ocupando as posições principais em todos os níveis do governo, das empresas estatais, das autarquias; após dividir a sociedade em cada vez mais exacerbados quistos sociais; apregoando a luta de classes; incentivando invasões de toda ordem; enfraquecendo as Forças Armadas, seu maior inimigo; e distribuindo esmolas ao populacho, moldam, à sua mercê, uma sociedade amorfa e descerebrada que mergulha risonha e franca no comunismo que todos repudiavam.

É uma expectativa tenebrosa, a qual, nem os mais pessimistas futurólogos ousariam imaginar.

Sem a menor dúvida, lastimo dizer, mas nós merecemos.

Brasília, DF, 20 de novembro de 2007


(*) General-de-Brigada R1


Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui