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cronicas-->O BEM DAS ONZE -- 05/12/2007 - 19:02 (Alexandre José de Barros Leal Saraiva) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O bem das onze.
Primeiras ejaculações.



De início não havia nada que gerasse uma expectativa especial, porém, espontànea e naturalmente, forjamos personagens e situações de tal sorte alvissareiros, ao ponto de transformarmos o despretensioso horário das 11:00 no mais divertido e concorrido da academia de ginástica New Planet.
É bem verdade que muito desta metamorfose se deve à caricata e ilustre presença do Professor Bob, homem aprazivelmente simples que, de per si, é capaz de abrir o sorriso do indivíduo mais circunspecto.
Em consequência, nada mais justo que comecemos a série de ejaculações (termo usado na sua acepção literária-figurativa) sobre o "bem das onze", homenageando seu "reitor" de maior vulto.
Como sabemos qualquer um que se distinga por traços de originalidade ou, quem sabe, discreta genialidade, traz consigo certas manias ou comportamentos excêntricos. Disto, Bob não é exceção!
Os que privam de sua cordial companhia bem sabem que Bob cultiva um hábito de indecifrável finalidade e indiscutível ironia. Para alguns trata-se de uma mania ou trejeito, para outros de safadeza mesmo! Mas, o certo é que Bob não consegue passar um minuto sequer sem repetir o gesto obsequioso para si próprio, atenuando o que parece ser uma eterna coceira anatomicamente crónica, que varre-lhe de sofreguidão a virilha.
Não pense você, atencioso leitor, que nos referimos apenas a uma leve e discreta coçadinha não! Bob praticamente se contorce em espasmos sequenciais e frenéticos, friccionando a virilha ora com mão esquerda, ora com a direita, alternando gritos de satisfação com gargalhadas histéricas, sem nenhuma espécie de reserva ou constrangimento na frente de quem quer que seja.
Ocorre, porém, que em uma determinada ocasião o costume de Bob quase que lhe custa a vida. Estávamos todos "malhando" o grupo muscular peitoral, mais precisamente realizando um exercício chamado "supino reto". Basicamente, a atividade consiste em, deitado sobre uma superfície plana, o atleta levantar com as mãos uma barra que ostenta pesos em suas extremidades, repetindo o movimento por um número determinado de vezes. Éramos três pessoas. A primeira a realizar o exercício foi o cronista que, agora, se aventura ao narrar o episódio. A segunda, um experiente treinador de vólei. E, por fim, o nosso destemido e querido Bob. A ele cabia realizar uma série de sete repetições com 40 Kg. na barra.
Logo na primeira repetição, notamos que Bob mostrava uma certa apreensão, uma preocupação extravagante. Na segunda, já havia nítida modificação em seu semblante. Na terceira, notavam-se pequenas lágrimas de angústia percorrendo o rosto redondo. Na quarta, os braços tremiam exageradamente. Na quinta, a respiração tornou-se ofegante. Na sexta, Bob emitia sons guturais e ininteligíveis. Na sétima, ouviu-se um grito: "Não aguento mais" e, logo em seguida, barra ainda erguida sobre o peito, Bob solta a mão esquerda, coça a virilha e acorda horas mais tarde na sala de recuperação de um conhecido hospital da cidade.
Êta, coceirinha perigosa!

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