Usina de Letras
Usina de Letras
22 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 62388 )

Cartas ( 21335)

Contos (13272)

Cordel (10452)

Cronicas (22545)

Discursos (3240)

Ensaios - (10442)

Erótico (13578)

Frases (50775)

Humor (20067)

Infantil (5484)

Infanto Juvenil (4802)

Letras de Música (5465)

Peça de Teatro (1376)

Poesias (140866)

Redação (3319)

Roteiro de Filme ou Novela (1064)

Teses / Monologos (2435)

Textos Jurídicos (1962)

Textos Religiosos/Sermões (6231)

LEGENDAS

( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )

( ! )- Texto com Comentários

 

Nota Legal

Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Contos-->Jesus na Lusitânia -- 05/02/2019 - 22:04 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Jesus na Lusitânia

Quando sua terra natal começou a ser infestada pela praga do zevangelismo, Jesus resolveu pregar noutras plagas. Ao sair de Jerusalém, tendo pego visto na Embaixada dos Estragos Zunidos, afirmou categoricamente que esperava que o Messias, em nome da paz, não se precipitasse em estabelecer Embaixada ali. Os palestinos podiam reviver seu gigante Golias e fazer estrepolias antes que Davi deixasse a presidência do Senado romano e lhe fizesse frente com a inconfundível funda mais uma vez...

E Jesus, evitando o Egito que andava coberto de pragas ainda lançadas por seu Pai, rumou norte...sempre atraindo turba e mais turba com a sua sedução e milagres de montão, curando cegos, coxos, surdos, mudos, paralíticos e para-políticos...

Atravessou o Líbano, a Síria - chegou a visitar Aleppo em seus bons tempos - a Turquia, a Grécia pre-socrática, onde provou das famosas passas de Corinto, cruzou a Itália, a França, a Espanha, e chegou a Portugal com o fito de juntar-se à turma de Cabral, como reles grumete, para a honra e glória de descobrir a América.

Mas, contudo, porém, todavia, entretanto e no entanto, ao pisar no solo português deu-se de cara com uma turba-malta enorme de varões que de pedras à mão, e vociferando cada palavrão, queria porque queria lapidar uma rapariga a quem acusavam de adultério. Jesus, com sua habilidade costumeira, gritou um alto lá, na mais castiça língua de Luiz Inácio Camões.

Tudo parou, tudo se congelou, desde o início de seu sermão, cujo tema era simplesmente, o perdão - em oposição ao paredão. Sua fala, que podia ser ouvida por crianças tanto dentro quanto fora da sala, foi algo de magnífico. Todos, todos os algozes e circunstantes deixaram cair suas pedras, e lágrimas que chegaram a formar enxurradas no ressequido solo do Algarve.

Era bela demais a fala do Mestre. Seu erro contudo deu-se no arremate, quando todos já se dispunham a perdoar e a partir para suas casas, roças e vinhas, quando proferiu:

- E agora, aquele que nunca errou que atire a primeira pedra!

Foi infeliz...mal terminou a frase, ouviu um zunido à sua esquerda. Era uma pedra avantajada, que com a velocidade de um meteorito atingiu a fronte da pobre acusada e a projetou inerte, morta e acabada, sangrando em profusão...

Jesus mal acreditou no que via...e indignado, furibundo, virou-se para a esquerda e viu um senhor a esfregar as mãos, a quem bradou, em tom acusatório:

- Mas como, irmão, o senhor nunca errou?

Ao que o já erado cidadão bradou de volta em alto brado:

- Não querido e amado Mextre, dexta dixtância, jamaix!!!
Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 9Exibido 365 vezesFale com o autor