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Poesias-->Do Breviário (De Rilke) -- 11/07/2001 - 12:05 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
















.............................................................

Tradução de "Das Stundenbuch", de

René Karl Wilhelm Johann Josef Maria Rilke

(04-12-1875 + 30-11-1926)





Vivo minha vida em círculos crescentes

Que dizem respeito à Realidade

Talvez não complete os mais recentes

Mas, tentarei essa possibilidade.



Acerco-me de Deus, em espiral antiqüíssima

E há mais de mil anos vagueio

E não sei se sou falcão ou chuva fortíssima

Ou, ainda, um enorme gorjeio



Tu, vizinho Deus, se de vez em quando

Noite alta, com fortes batidas Te cansar

É porque, então, ouço-Te respirando

E sei que, sozinho, na sala poderás estar.

E quando Tu queres algo, ninguém está

Para a Tua taça um gole ceder

Ausculto sempre. Um só sinal hás de dar

Estou bem perto para Te ver.



Há só uma estreita parede entre nós

Por meio do acaso.; e, poderia acontecer

Da minha ou da Tua boca, uma voz —

Poderia, então, fazê-la desaparecer

Em completo silêncio, sem voz erguida.



De Tuas imagens ela foi construída.



E nomes de Tuas imagens salientam Tua beleza

E se em mim alguma vez a Luz fizer queimaduras

Com as quais Te reconhece minha profundeza

Ela se dissipa tal como o brilho de Tuas molduras



E meus sentidos, que logo se prostram,

Ficam sem morada e de Ti se separam.





Tu, Obnubilação, fio da minha existência

Amo-te mais que a claridade intensa

Que o Universo limita,

Enquanto ela brilha,

Seja qual for o círculo.;

Fora dele não sei como chegar a Ti.

Mas, na Obnubilação está todo o conteúdo

Formas e chamas, eu e selvagens seres.

Como ela arrebata tudo,

Homens e poderes —

E pode ser que uma grande energia

Se agite em minha cercania



Creio nas noites de vigia.



Somos obreiros: rapazes, moços, mestres,

E Te edificamos, oh grande nau capitânia

E de vez em quando chega um peregrino

E penetra nossos cem espíritos como um clarão

E nos mostra vibrante um novo acordo.

Nós subimos nos pesados andaimes,

Em nossas mãos estão pesados martelos

Por uma hora esfriamos as testas

Reluzentes e , é como se todos soubessem,

Que Tu vens, como o vento vem do mar.



Então, há um retumbar de muitos martelos

E pelos montes se vão os teus sons repetidos.

Assim, ao primeiro anoitecer vamos a Ti

E compreendemos teus futuros contornos.



Deus, Tu és intenso!





O que queres fazer, Deus, se eu morro?

Sou Teu cântaro (E se me despedaço?)

Sou Tua água (E se me contamino?)

Sou Teu hábito e Teu ofício

Comigo Tu perdes Teu propósito.



Depois de mim, Tu não tens nenhuma casa onde

Com Tua acolhedora e acalorada palavra saudar

Saem de Teus exaustos pés

As suaves sandálias que eu sou.



Tira Teu grande manto.

Teu olhar que eu, com minha face

Quente como um charco, acolho,

Há de vir, e há de me buscar, por muito tempo —

E, quando o Sol estiver no ocaso,

Deitar-se-á no seio de pedras estranhas.



Que queres fazer, Deus? Estou receoso.



Tu és o herdeiro

Herdeiros são os filhos

Pois os pais morrem.

Filhos ficam e florescem.

Tu és o herdeiro:



Entretanto, apesar de cada um ambicionar (a liberdade)

Como de um cárcere, que odeia e suporta,

Há um grande prodígio no mundo:

Eu sinto: toda vida pode ser o que comporta.



Quem vive assim,,então? São as coisas que,

Como uma melodia inédita

Em uma harpa, vesperam?

São os ventos que das águas flutuam,

São os ramos que dão sinais,

São as flores que os perfumes exalam,

São as longas e antigas alamedas?

São os animais que buscam o calor,

São os pássaros exóticos que alçam vôo?

Quem vive assim, então? És a Vida, Deus?



Estás sempre a par do ouvir dizer

Que circula baixinho em torno de muitos

És a tranqüilidade ao bater das horas

Que depois, lenta, volta a acabar



Quanto mais o dia se enfraquece

Saudando o entardecer

Maior a Tua presença, meu Deus. Ergue

Teu Reino como fumaça de todos os tetos





Nele vivem os homens, como flores ímpares, pálidas,

E morrem de espanto neste pesado mundo

E ninguém vê declaradas caretas

Que os sorrisos de uma delicada estirpe

Em noites anônimas desfiguram.



Eles passeiam pelo moinho, desprezados

Sem coragem, coisas absurdas, para servir,

Com tuas vestes mal passadas

E tuas belas mãos já enrugadas.



A multidão apressada nem pensa em se cuidar,

Apesar de um pouco fraca e hesitante, —

Somente cães medrosos, errantes, sem lar,

Mansos, os acompanham por um instante.



Eles são dados a centenas de dores

E, gritando a cada batida das horas,

Circulam solitários em volta dos hospitais

E esperam, ansiosos, vagas em qualquer dia



Lá está a morte. Não aquela de estranha lembrança

Que os tocou quando vagavam na infância ,—

A pequena morte, como a entendem lá,

Que pende dentro deles, singular, verde e sem doçura,

Como uma fruta que não fica madura.



Senhor, dê a cada um tua própria morte.

O morrer que leva daquela vida em si

O amor que se fez sentido e necessário.



***********************************************

Ich lebe mein Leben in wachsenden Ringen

die sich über die Dinge ziehen

Ich werde den letzten vielleicht nicht vollbringen,

aber versuchen will ich ihn.



Ich kreise um Gott, um den uralten Turm

und ich kreise jahrtausendelang.;

und ich weiss noch nicht: bin ich ein Falke, ein Sturm

oder ein grosser Gesang.



Du, Nachbar Gott, wenn ich dich manchesmal

in langer Nacht mit hartem Klopfen störe, —

so ist s, weil ich dich selten atmen höre

und weiss: Du bist allein im Saal.

Und wenn Du etwas brauchst, ist keiner da,

um deine Tasse einen Trank zu reichen:

Ich horche immer. Gieb ein kleines Zeichen

Ich bin ganz nah.



Nur eine schmale Wand ist zwischen uns, durch Zufall.; denn es könnte sein

ein Rufen deines oder meines Mund —

und sie bricht ein

ganz ohne Lärm und Laut.



Aus deinen Bildern ist sie aufgebaut.



Und deine Bilder stehn vor dir wie Namen.

Und wenn einmal das Licht in mir entbrennt,

mit welchem meine Tiefe dich erkennt,

vergeudet sich s als Glanz auf ihren Rahmen.



Und meine Sinne, welche schnell erlahmen,

sind ohne Heimat und von dir getrennt







Du Dunkelheit, aus der ich stamme,

ich liebe dich mehr als die Flamme,

welche die Welt begrenzt,

indem sie glänzt

für irgend einen Kreis,

aus dem heraus kein Wesen von ihr weiss.

Aber die Dunkelheit hält alles an sich:

Gestalten und Flammen, Tiere und mich,

wie sie’s errafft,

Menschen und Mächte —

Und es kann sein: eine grosse Kraft

rührt sich in meiner Nachbarschaft.



Ich glaube an Nächte.



Werkleute sind wir: Knappen, Jünger, Meister,

und bauen dich, du hohes Mittelschiff.

Und manchmal kommt ein ernster Hergereister,

geht wie ein Glanz durch unsre hundert Geister

und zeigt uns zitternd einen neuen Griff.

Wir steigen in die wiegenden Gerüste,

in unsern Händen hängt der Hammer schwer,

bis eine Stunde uns die Stirnen küsste,

die strahlend und als ob sie Alles wüsste

von dir kommt, wie der Wind vom Meer.



Dann ist ein Hallen von dem vielen Hämmern

und durch die Berge geht es Stoss um Stoss.

Erst wenn es dunkelt lassen wir dich los:

Und deine kommenden Konturen dämmern.



Gott, du bist gross.



Was wirst du tun, Gott, wenn ich sterbe?

Ich bin dein Krug (wenn ich zerbreche?)

Ich bin dein Trank (wenn ich verderbe?)

Bin dein Gewand und dein Gewerbe,

mit mir verlierst du deinen Sinn.



Nach mir hast du kein Haus, darin

dich Worte, nah und warm, begrüssen.

Es fällt von deinen müden Füssen

die Samtsandale, die ich bin.



Dein grosser Mantel lässt dich los

Dein Blick, den ich mit meiner Wange

warm, wie mit einem Pfühl, empfange,

wird kommen, wird mich suchen, lange —

und legt beim Sonnenuntergange

sich fremden Steinen in den Schoss.





Was wirst du tun, Gott? Ich bin bange.



Du bist der Erbe.

Söhnen sind die Erben,

denn Väter sterben.

Söhne stehen und blühen.

Du bist der Erbe:



Und doch, obwohl ein jeder vom sich strebt

wie aus dem Kerker, der ihn hasst und hält,

es ist ein grosses Wunder in der Welt:

Ich fühle.; alles Leben wird gelebt.



Wer lebt es denn? Sind das die Dinge, die

Wie eine ungespielte Melodie

im Abend wie in einer Harfe stehn?

Sind das die Winde, die von Wassern wehn,

sind das die Zweige, die sich Zeichen geben,

sind das die Blumen, die die Düfte weben,

sind das die langen alternden Alleen?

Sind das die warmen Tiere, welche gehn,

sind das die Vögel, die sich fremd erheben?

Wer lebt es denn? Lebst du es, Gott, — das Leben?



Bei Tag bist du das Hörensagen,

das flüsternd um die Vielen fliesst.;

die Stille nach dem Stundenschlagen,

welche sich langsam wieder schliesst.



Jemehr der Tag mit immer schwächern

Gebärden sich nach Abend neigt,

jemehr bist du, mein Gott. Es steigt

dein Reich wie Rauch aus allen Dächern.





Da leben Menschen, weisserblüte, blasse,

und sterben staunend an der schweren Welt.

Und keiner sieht die klaffende Grimasse,

zu der das Lächeln einer zarten Rasse

in namenlosen Nächten sich entstell.



Sie gehn umher, entwürdigt durch de Müh

sinnlosen Dingen ohne Mut zu dienen,

und ihre Kleider werden welk an ihnen,

und ihre schönen Hände altern früh.



Die Menge drängt und denkt nicht sie zu schonen,

obwohl sie etwas zögernd sind und schwach, —

nur scheue Hunde, welche nirgends wohen,

gehn ihnen leise eine Weile nach



Sie sind gegeben unter hundert Quäler,

und, angeschrien von jeder Stunde Schlag,

kreisen sie einsam um die Hospitäler

und warten angstvoll auf den Einlasstag.



Dort ist der Tod. Nicht jener, dessen Grüsse

sie in der Kindheit wundersam gestreift, —

der kleine Tod, wie man ihn dort begreift.;

ihr eigener hängt grün und ohne Süsse

wie eine Frucht in ihnen, die nicht reift.



Herr, gieb jedem seinen eignen Tod.

Das Sterben, das aus jenem Leben geht,

darin er Liebe hatte, Sinn und Not.



















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