Usina de Letras
                                                                         
Usina de Letras
230 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 59136 )

Cartas ( 21236)

Contos (13105)

Cordel (10292)

Crônicas (22196)

Discursos (3164)

Ensaios - (9439)

Erótico (13481)

Frases (46520)

Humor (19282)

Infantil (4461)

Infanto Juvenil (3729)

Letras de Música (5479)

Peça de Teatro (1337)

Poesias (138239)

Redação (3054)

Roteiro de Filme ou Novela (1060)

Teses / Monologos (2427)

Textos Jurídicos (1945)

Textos Religiosos/Sermões (5525)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Contos-->26.03.2020 - Manoel de Juazeiro, poeta -- 14/04/2020 - 13:46 (TARCISO COELHO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
.

Diário da Pandemia

 

Manoel de Juazeiro, poeta

De férias em passagem por Picos (PI), em 11.12.2007, "conheci" um poeta popular "desconhecido" que me disse apenas que era de Juazeiro do Norte (CE) e que é poeta. Tomamos umas tirando gosto com o famoso Feijão do Pelado (Só quem conhece Picos sabe do famoso feijão). No meio de bom bate papo o Manoel recitou os seguintes versos, sempre depois de dar as explicações: - Quando Patativa do Assaré era desconhecido foi à Canindé (CE) pagar uma promessa que fizera à São Francisco, santo milagreiro e padroeiro daquela cidade. Depois de longa e cansativa viagem andou pelos bares da cidade cantando seus versos para arranjar alguns trocados. Numa ocasião uns jovens começaram a caçoar do poeta e um deles disse: isso é PUETA tirando o É. Patativa disse: "Eu sou o poeta Patativa da cidade do Assaré vim pagar uma promessa na Matriz de Canindé sou das terras sertanejas tua mãe talvez quem seja PUETA tirando o É". - Algumas moças estavam na calçada da Igreja durante a Missa das nove horas quando um jumento em desabalada carreira, atrás da jumenta, parou e "cobriu" a jumenta bem próximo das jovens. Um poeta anônimo que assistia a cena, disse: "Arre lá jumento velho que moda feia essa tua tantas moças na calçada e você com esta espada nua tira a jumenta lá do mato e vem cobrir no meio da rua". - Um poeta violeiro chegou à cidade à procura de outro poeta para fazer uma cantoria. Alguém lhe disse sobre um, mas que era muito fraquinho. O poeta foi lá e fez o convite. O outro poeta aceitou com a condição de que não fosse "aperreado" com versos que o deixasse em situação embaraçosa. Na hora da cantoria o poeta experiente querendo fazer bonito botou "pra lascar" no aprendiz que quando se viu aperreado, disse: "você disse que não aperreava mas já está me aperreando eu dou-lhe um tapa tão grande que você cai no chão rodando com as orelhas lepe-lepe e o c* abrindo e fechando".

 

Já era noite quando anunciei minha saída e o Poeta protestou: Vá não, poeta, a noite é uma criança... Respondi:

 

Gosto muito da noite

E dela não tenho medo

Se a noite é uma criança

E a Lua é um brinquedo

Não sou eu que durmo tarde

É o Sol que acorda cedo.

Tarciso Coelho, 15.12.2007

 

 

O Diário da Pandemia

Que inventei de escrever

Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

Do dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

Caros Amigos,

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

Abraços todos.

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 26.03.2020.

 

 

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 6Exibido 42 vezesFale com o autor