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Contos-->11.04.2020 - Conta e Tempo -- 14/04/2020 - 14:26 (TARCISO COELHO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Diário da Pandemia

 

 

“O tempo que se leva pra fazer qualquer coisa e sempre igual ao tempo que se leva pra não fazer nada”. Falcão.

 

O tempo é uma abstração, não tem nada de concreto. Se tivesse e fosse possível ser agarrado o agarraríamos naqueles momentos de beleza ímpar e que quiséssemos eternizá-los. As medidas de tempo são convenções da criação humana, talvez à partir do dia e da noite, em princípio.

 

 

Embora o tempo não exista, nunca gostei de matar o tempo em passatempo, por isso venho escrevendo este Diário neste tempo que tanto tempo tem me sobrado.

 

Conta e Tempo

 

Deus pede estrita conta de meu tempo. E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta. Mas, como dar, sem tempo, tanta conta Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo? Para dar minha conta feita a tempo, O tempo me foi dado, e não fiz conta, Não quis, sobrando tempo, fazer conta, Hoje, quero acertar conta, e não há tempo. Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta, Não gasteis vosso tempo em passatempo. Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta! Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo, Quando o tempo chegar, de prestar conta Chorarão, como eu, o não ter tempo... Frei António das Chagas, in 'Antologia Poética'

Portugal 25 Jun 1631 // 20 Out 1682 Franciscano/Poeta

 

 

 

Diário da Pandemia

 

 

 

O Diário da Pandemia

Que inventei de escrever

Jamais teve a intenção

Que não só o meu querer

De o dia a dia registrar

Pra no futuro lembrar

O que estamos a viver

 

Mas é preciso dizer

Aqui não vou divulgar

Notícias de tristeza

Já que quero me alegrar

E se esse meu escrever

Nem pouco alegrar você

Mal também não lhe fará.

 

 

Caros Amigos,

 

 

A partir de 22.03.2020, passei a publicar versos meus em outras situações, retornando ao assunto em pauta apenas eventualmente.

 

 

Abraços a todos.

 

 

Tarciso Coelho, Crato (CE), 11.04.2020.

 

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