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Cronicas-->Assim caminha a humanidade... mas e o Brasil? -- 10/10/2008 - 21:09 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Assim caminha a Humanidade... mas e o Brasil?

Editorial do Instituto Federalista

Publicado em 08/10/2008.

http://www.if.org.br/editorial.php

É até difícil falar de outro assunto que não seja o terremoto financeiro que vem se abatendo nos mercados de todo o mundo. Mas é interessante se observar que terremotos são, na verdade, ajustamento de placas tectónicas buscando preencher vazios. E tais vazios, já está claro, foram artificialmente preenchidos com papéis, expectativas, boatos, especulações e tudo o mais que faz parte da chamada sofisticação do mercado financeiro, associada com políticas de governo.

Estas políticas de governo se revelaram problemáticas, como sempre acontece para prejuízo dos povos de cada nação sob tal circunstància, pois alteram a comunicação real dos agentes de mercado, dentre os quais, encontram-se investidores e tomadores, consumidores e produtores. A crise, como está bem comentada, é de confiança, exatamente por que tudo ser perdeu com as interferências que os governos promovem, ora incentivando o crédito, ora o restringindo, manipulando compulsórios bancários, juros, taxas de proteção ou abertura de mercados, e por aí afora.

Assim caminha a Humanidade. Aos trancos e barrancos vai aprendendo o que deve e o que não deve fazer. A propalada liberdade dos mercados vem sendo criticada e acusada como culpada da crise atual e não se pode dizer que determinados agentes não tenham culpa. Mas se analisarmos as crises financeiras desde o crack de 1929, perceberemos que diversos mecanismos de acompanhamento e proteção dos mercados foram criados, evitando-se problemas maiores com as demais quebras, como as de 1987 e 2000. E não são apenas mecanismos, mas os próprios agentes, incluindo-se investidores até os particulares, aprendem a como lidar com os produtos financeiros e não s deixar levar pela ganància. O problema é quando essa ganància é provocada pelo governo, ou ainda, por um Banco Central, ainda que independente. Fatores exógenos sempre interferem no equilíbrio.

O caso brasileiro pode preocupar, pois, para nós, não serão os pouco mais de US$ 200 bilhões que poderão garantir um isolamento do Brasil do resto do mundo. Diante do volume dos problemas isso é quase nada, por incrível que pareça. Exemplo disso, a Rússia tem sérios problemas, a bolsa caiu 25% em apenas um dia, e tem mais de US$ 500 bilhões em caixa.

Os problemas observados demonstram uma fraqueza real do Brasil, pois a "força" que se apresenta é apenas no sentido macroeconómico, ou seja, mera contabilidade, cujos resultados são falseados com técnicas que os maquiam. Exemplo claro disso: separar do volume da divida interna o montante dos juros mensais pagos para financiá-la, resultando em "superávit primário", vendido através da imprensa como uma boa gestão de caixa. Já comentamos isso aqui neste editorial anteriormente.

O Brasil precisa ter números consistentes e reais, lastreados em economia real e o crescimento foi impulsionado por crédito relativamente fácil, como ocorreu nos EUA com o setor imobiliário. O problema é que no Brasil os juros são muito altos. Poucos fazem a conta de quanto vão pagar ao final de um financiamento de 60 meses na compra de um carro, por exemplo, pois o que importa é "quanto se pode pagar mensalmente para ter um determinado bem?". Aliás, uma demonstração da necessidade e voracidade pelo consumo no Brasil quando se observa a carência por tantos produtos, muitos de primeira necessidade. Com a crise do crédito, alta dos juros, provável queda do volume das exportações - embora se observe que preços em queda é que vão manter a inflação sob controle - vai resultar em problemas no nível dos salários e no de emprego. Uma bomba relógio? Uma subprime tupiniquim? Ou várias? Esperamos que não, mas um raciocínio mais claro de simples aritmética nos conduz a um futuro no mínimo de incertezas. Lembramos que a economia e a ação humana são sempre muito dinàmicas.

O problema pode ser acentuado ainda mais, pois o Governo Central continua gastando muito, cada vez mais, contratando mais e aumentando salários do funcionalismo público, pois aumentou a receita, muito mais pela eficiência da arrecadação do que pelo crescimento económico, o que comprometerá o caixa, forçando os comandantes da economia a novas invenções com o objetivo de aumentar a arrecadação.

Está claro que um governo super inchado, caríssimo para a Sociedade, um modelo trabalhista anacrónico, um modelo tributário extorsivo, um cipoal burocrático absurdo, um judiciário relativizante que não dá plena garantia dos contratos tornando os proprietários de empresas e imóveis meros permissionários do Governo, a impunidade reinante e a alta criminalidade em todos os setores - das ruas ao administrativo, legislativo, judiciário e executivo, do narcotráfico à formação de quadrilhas especializadas em desvios e falcatruas graças exatamente ao modelo ora citado, não tem como oferecer risco baixo para investidores brasileiros e estrangeiros.

O crescimento que se verificou foi impulsionado por especulação, o Ibovespa chegou aos 60 mil pontos graças aos fortes ganhos com a valorização do real diante do dólar, e do crescimento das ações diante da voracidade pelos ganhos fáceis. A casa está caindo e os preços voltarão ao patamar anterior, embora não se possam considerar reais se comparados com o nível internacional, pois o Custo Brasil os distorce e muito ainda.

Não há saída. Só o federalismo com a descentralização dos poderes vai resolver o Brasil e torná-lo real. Esta crise poderia ser uma excelente oportunidade para todos os brasileiros fazerem muito dinheiro com produção e oportunidades empresariais em face das demandas internas, com forte investimento não especulativo externo. Certamente ainda restarão algumas oportunidades, mas serão mais para alguns setores específicos em função de movimentos da economia mundial.

Esperemos que não seja mais grave, mas todas as lições difíceis são muito mais proveitosas quando encaradas como ensinamento e também como despertamento para a realidade.


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