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Teses_Monologos-->Saudades -- 11/04/2004 - 20:08 (Arthur Nogueira Lazaro) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Mais um dia que acaba. Mais um dia melancólico que se acaba. Mas um dia em frente ao nada que se acaba. POderiam dizer que tudo isso não passasse de mais uma lamentação. Mas quem pensa assim se engana e muito. A melancolia de um dia, de uma vida, é media pela capacidade da pessoa de reger suas atividades. Seus divertimentos. A melancolia é resultado de uma soma de fatores ignobeis e por que não, fúteis.
Vinho? Gostaria de uma taça de vinho? Claro, e um belo pedaço de pão italiano, cascudo e azedo, mas mesmo assim, saboroso. As vezes me sinto como um pão italiano, cascudo e azedo. Chega a ser uma comparação cafona, mas me sinto assim. Passei a vida culpando as pessoas pelo o que me acontecia, mas na verdade, a culpa toda era minha, e isso não foi legal de ter descoberto.
A minha amiga melancolia, combina com a solidão construida, aparece uma situação chata que chaega a ser comica. Bom, mais vinho?
Desculpe, mas posso acender um cigarro? O médico sempre me proibiu de beber e fumar, mas chega um ponto na sua vida que se você fizer o que pode e fizer o que não pode, sempre dará na mesma. Vai acabar comendo capim pela raiz do mesmo jeito. A não ser pelo tempo demandado, desprendido. Mas vai viver com mais emoção. Olha esse noticiario por exemplo. Eles só conseguem passar mortes, desastres, tragédias. Nenhuma noticia boa, alegre. Só a zona explícita que o mundo está se tornando. E eu aqui fumando meu cigarro no meu apartamento.
Nada de som ou televisão mais. Só eu, o cigarro e o vinho. A bebida dos Deuses. A um certo tempo vivo sozinho. Agora sozinho no sentido real da coisa. Sempre me senti sozinho, mesmo vivendo em família e isso sempre me preocupou muito. Aquela sensação solitária mesmo estabdo cercada de gente, amigos, quem fosse. Isso sempre me incomodou. Coisas da cabeça. Muitos me perguntam por que não me casei. Eu também não sei dizer, mas sou suspeito em falar. Chega uma hora na sua vida em que se cansa de tudo. A minha hora de tocar um dane-se em tudo chegou cedo. A foto que tanto venero ainda fica em cada canto da sala, do quarto, na cozinha e pasmem, no banheiro. O sorriso nunca muda. O olhar nunda muda. Como será que estará agora. Aquele telefone não existe mais. Não sei mais o endereço. Só sei que era perto da escola, que meus dias um vez alegrou. Mas, passou. Para o tempo passou, para mim é como uma volta ao passado que chega toda vez como um sonho bom e sempre termina com uma teimosa lágrima caindo de meus olhos. (Silencio)

Esses dias um velho amigo veio me visitar. Conversos por horas e horas. Eu lembrei que sei rir. Nossa, como vivi tantas coisas legais, mesmo sem saber. Legal ter lembrado de tudo isso. Legal mesmo. É interessante quando você descobre que tem um passado. Perguntei a ele se sabia ou poderia me dar alguma noticia sobre a moça da foto. Infelizmente ele nada pode me dizer. Achei e mostrei a ele as fostos de um antigo aniversário. Eles e ela estava lá. Legal ter achado essa foto.
Ele foi embora e casa se encheu de um imenso vazio novamente. Dessa vez liguei o som com um belo blues a contra partida. Os dias passam lentos. Passaram rápidos e lentos.
Bom, mas mais uma vez a noite chega e amanhã é segunda. Quem sabe eu não abra a janela e deixe o sol entrar um pouco.

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