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Cronicas-->A crise e seus novos profetas -- 07/11/2008 - 15:56 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A CRISE E SEUS NOVOS PROFETAS

Públio José - jornalista

(publiojose@garrapropaganda.com.br)

Toda crise gera seus profetas específicos. Muitas vezes são pessoas sem nenhuma notoriedade e que, diante de uma catástrofe, de um grande abalo - sejam eles de ordem social, política, financeira, militar, ambiental ou de outra conotação qualquer - surgem com novas idéias, novos conceitos, novas propostas, novas interpretações. Às vezes até com certa propriedade, com certa lógica. Outras tantas com versões exóticas, estranhas, exageradas, ilógicas e até incompreensíveis. Tem sido sempre assim ao longo da história. Ou quem não se lembra dos verdadeiros absurdos propostos na recente virada do século XX para o século XXI? Faltou muito pouco para o mundo dos negócios entrar em parafuso diante das loucuras que se apregoava em torno do que viria a acontecer com os computadores na mudança de 1999 para o ano 2000. Terminou não ocorrendo nada do que, negativamente, se previa.

Mas, na história do homem, também tem aqueles momentos em que todos acham que nada vai ser alterado e grandes transformações surgem do nada para comprovar que toda regra tem exceção. O perigo está, nessas ocasiões, em não se filtrar, em não se analisar com rigor o que das crises surge como matriz de grandes revelações, grandes interpretações e o que é pior: grandes conclusões. Exemplo? No desmanche da União Soviética foi pregado o fim do comunismo. Por acaso, tal escola deixou de existir sobre a face da Terra? De jeito nenhum. Os defensores do comunismo se travestiram de socialistas (algo que, naquele momento, era tido como mais palatável), deram outros nomes aos originais partidos comunistas - e vida que segue, como diria João Saldanha. Aliás, junto com o esfarinhamento da URSS, também foi apregoada a morte das teorias económicas de Karl Marx. Isso ocorreu?

Nem Marx está morto - embora se tenha dificuldade em comprovar em que profundidade suas teorias ainda estão valendo - nem o capitalismo se entronizou como prática económica infalível. Que o diga a atual crise do capitalismo americano. Entretanto, também não se pode afirmar que o capitalismo morreu - como chegam a bradar aos quatro ventos os mais salientes inimigos de Wall Street. O que se vê agora, numa repetição cíclica desse fenómeno, é o surgimento de novos (e perigosos) profetas, tecendo loas sobre o fim do capitalismo e defendendo, com unhas e dentes, a volta do centralismo económico de Estado. Para estes não há mais condição de "se permitir que o próprio mercado se auto-regule ao sabor das suas próprias práticas económicas". É chegada a hora - afiançam - de o Estado voltar a ser o senhor absoluto e norteador único das políticas públicas voltadas para o planejamento económico.

Diz-se de Confúcio que "a virtude está no meio". Com base nessa afirmação, e pelas inúmeras loucuras praticadas por comunistas e capitalistas ao longo da história, será que a solução estaria no meio, ou seja, na entronização do capital-socialismo ou do social-capitalismo? Aliás, essa teoria já é amplamente defendida por doutos economistas e ilustres pensadores de vários continentes. Por ela, a saída seria a utilização dos bons fundamentos do socialismo adicionados aos bons fundamentos do capitalismo. Ou vice-versa. Será isso possível? Bom, o Chile é terreno fértil de socialismo aplicado em ambiente capitalista. Já a China representa um bom exemplo de práticas capitalistas em estrutura comunista. Ao que tudo indica, os extremos vão ter que se reciclar. Os Estados Unidos pelo capitalismo puro. Cuba e seus filhotes pelo socialismo puro. Esperemos. E cuidemos do que dizem os novos profetas.


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