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Erótico-->O BONITO DO FEITIÇO -- 12/05/2007 - 22:49 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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O BONITO DO FEITIÇO

Se o caso é ser bonito,
Eu sou belo até demais,
Sempre tive bom visual,
Feio nunca fui jamais;
Desde o tempo de escola,
Eu levava na sacola
Bilhetinhos e algo mais.

As meninas eram tais,
Davam cansaço na gente,
Tinha uma que cercava
Todo dia minha frente,
Eu dela sempre fugia,
Mas chegou um certo dia
Que ela ganhou o presente.

Era um dia muito quente,
Duas e meia da tarde,
A campainha soou
E a criançada em alarde
Saíram para o recreio,
Eu estava ali no meio
Porque não era covarde.

Como a brasa sempre arde,
Nos meus olhos ela olhou,
Eu fiquei meio vexado,
Ela em minha mão pegou,
Levou-me para um lado,
Deu-me um beijo demorado
Que quase me sufocou.

Em seguida me arrastou,
Puxando-me pela mão,
Para trás duma roseira
Toda florida em botão;
Calça curta me apertava
E ela a saia levantava,
Eu olhei para o portão.

A menina era um tesão,
Hoje eu sei o que é isso,
Só que eu naquele tempo
Não sabia do feitiço
Da mulher, que é capaz
De fazer guerra e paz
E provocar muito enguiço.

Todavia, bem por isso,
Eu nem pensei na má fama,
Tampouco lembrei de mim,
Esqueci de meu programa;
A menininha ali deitou-se
E ofereceu-me o doce
Sobre um tapete de grama.

Botei a mão numa mama,
Suspirando ela insistiu:
“Tire a minha calcinha
E veja o que nunca viu”;
Eu dela isso ouvindo,
Senti o sangue subindo,
Minha cabeça zuniu.

Não se escutava um pio,
Ao menos nada eu ouvia,
E dentro das calças curtas
Meu caralho intumescia;
Fui me achegando a ela,
Tirei a calcinha dela
E uma coisa linda eu via.

Em seguida ela pedia
Com paixão, talvez amor,
Que depressa eu abrisse
Aquele botão em flor,
Que exalava um perfume,
Do qual eu senti ciúme
Por ser muito sonhador.

Aspirando aquele olor,
Quase louco me tornei,
Mas sendo ainda moleque
Sem ação ali fiquei;
Ela as pernas foi abrindo
Com um sorriso tão lindo,
Que pra mim era uma lei.

Num impulso eu abracei
Aquela linda menina,
Minha colega de classe
Que a mim deu sua mina;
Depois de cheirar a rosa,
Que é sempre perfumosa,
Toda mulher me fascina.

Até hoje me ilumina
Mulher carinhosa e terna,
Mesmo que sejam iguais,
Uma só tem a lanterna;
Dessa estou à procura,
Errante na noite escura,
Para achar na vida eterna.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
benegcosta@yahoo.com.br
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS

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