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Cronicas-->Um cadete do Exército Argentino -- 21/11/2008 - 23:33 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
UM CADETE DO EXÉRCITO ARGENTINO

REFLEXÕES CASTRENSES

Por Pedro Rafael Mercado, da Reserva do Exército
Argentino.

O fato aconteceu no Colégio Militar da Nação. A Ministro da Defesa, Nilda Garré, se encontra presidindo um filme-debate que pretende coroar a mudança cultural que prega, de seu Ministério para as Forças Armadas. Nesse sentido, vem trabalhando ativamente Martin Grass, um ex(?)-dirigente montonero, que conduz atualmente o setor educacional da área castrense.

Acaba de terminar a projeção da película
"Desobediência", um filme tendencioso que narra situações de guerra, onde soldados e graduados se negam a obedecer órdens presumidamente imorais. O objetivo: aprofundar a lavagem cerebral dos jovens Cadetes. O filme termina e um silêncio sepulcral se instala no salão.

Tentando romper o gelo, com um sorriso debochado no rosto, a Dra. Garré toma a palavra e pergunta:

- Aqui não se aplaude, como nos cinemas?

Um Oficial pede a palavra e expressa, com atitude, com respeito e com muita convicção o que todos pensam: que independente do conteúdo, aquele não era o àmbito adequado para passar aquela película; que os Cadetes estava se formando na disciplina para operar na forma de uma guerra regular e que a película nada indicava nesse sentido. Definitivamente: não servia para nada.

A Ministra não acabara de absorver essa bofetada intelectual, quando um simples Cadete faz uso da palavra, resumindo o sentimento generalizado:

- Se estes são os valores que se pretendem impor para o novo Exército, eu peço baixa imediatamente.

E o salão explodiu em um aplauso geral, que punha em evidência a magnitude do fracasso da política oficial, seguida pelos neo-montoneros. Queriam mudar a alma do soldado... e o espírito castrense permanecia inalterado. Dominando seus nervos, Nilda Garré, já sem o sorriso inicial, se perguntava como era aquilo de que no ambiente castrense não se costumava aplaudir.

................................................

É de se esperar que os atuais Altos Comandos do Exército argentino tenham anotado esta lição da história. E na hora de formular estratégias, não deixem de lado a sensibilidade, a coragem e o valor dos quadros médios da instituição, que menos comprometidos com as intenções do poder, parecem estar mais perto das verdadeiras soluções.


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