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Cronicas-->Antiditaduras -- 28/11/2008 - 17:42 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Antiditaduras

José de Araújo Madeiro - Cirurgião Torácico

O Brasil é um país jovem. Em quinhentos anos de história, chegara ao ápice de uma nação ocupando uma posição de destaque no cenário internacional, estando entre as dez principais economias do mundo, com um território imenso e rico, de recursos naturais ainda pouco explorados e manufaturados e de uma população multirracial afeita ás artes e ao deporto. É uma nação com potencial de desenvolvimento e de uma convivência social saudável.

É uma nação ainda no berço de recém-nato, com 120 anos de vida republicana. Com invejáveis expectativas de consolidar-se na prosperidade, na rota de uma civilização que se adentra pelo terceiro milênio. Somos, então, esse povo, cujas potencialidades afloram a medida que vamos nos relacionando com outros povos. Quando o brasileiro se aporta, a festividade se instala.

Não vamos nos apegar e nos perder no ufanismo sem resultados. O ufanismo não pragmático é como um amor platónico que povoa a mente de poetas e de sonhadores. Assim o pragmatismo deve ser objeto a ser buscado, cujo êxito é obtido pela persistência. O homem deve sonhar e trabalhar, que o sucesso, inexoralvemente, virá. Que nos confirme o brasileiro Santos Dumont. Como exemplo, este sonhou, planejou, trabalhou e voou, como tanto desejava. A ufania é como o desejo. E por isso, o nosso desejo da consolidação da nação brasileira, no esteio de uma civilização. Sejamos, então, uns ufanistas e muito mais além, uns pragmáticos.

Para viver em sociedade, o homem deve ser o expoente. Entre direitos e deveres, o homem vive em harmonia com os demais. A liberdade, sem libertinagens, conduz à estabilidade social e à prosperidade de uma sociedade. A liberdade é, em suma, o vetor da paz social, onde todos os homens são livres e trabalham, pela igualdade e pela fraternidade. Na edificação de um Estado, a serviço da sociedade e não a sociedade a serviço do Estado e de quem o governa. A liderança está, pois, a serviço do homem e nunca o homem a serviço de uma liderança, como foram os reis no passado e ainda chefiando as nações atrazadas.

A liberdade é um bem transcendental à vida. A escravidão não se ajusta à condição humana e quando o viver não faz sentido e a morte se torna melhor do que viver.

Todavia, todo falso líder não tem esse entendimento. Ele, pretenciosamente, acha-se acima dos demais homens, não tratados como cidadãos, mas que são incapazes se conduzirem, que precisam de alguém mais inteligente para governá-los e quando no governo não quer mais sair, afirmando que o seu projeto de gestão não fora concluido e que precisa de mais tempo e de mais reformas na legislação e da constituição. Assim forjam-se as ditaduras e as instalibidades políticas, que permearam as nações latinas, a exemplo de Bolívia que é, sistematicamente, afetada por golpes de Estado.

Sem dúvidas, o poder sempre foi e sempre terá um viés sedudor, face as características da dominação, do dinheiro fácil, do puxa-saquismo e das luxúrias, inerentes aos mandantes. Que o digam Stalim, Hitler e outros. Sendo a liderança transformada e ovacionada como um Deus. Arragaidas ao poder absoluto, as lideranças se vulgarizam, prementes e em especial nas nações, visivelmente incultas e subdesenvolvidas.

Nesse contexto, o Brasil é uma nação ainda não homogênea. A pluralidade de etnias, ao abrigo de um território continental, ainda de multicultura incipiente. A pluralidade de raças e de idéias fecundam as divergências e que só se conciliam ao abrigo de uma convivência pacífica, cujo exercício da democracia é que a torna possível .

Precisamos, sim avançar e prosperar na democracia brasileira, identificada com um projeto de nação multirracial. Assim, não vamos apelar para os extremos, mas fluir no seu futuro de liderança latino-americana, sem copiar projeto de ninguém. O Brasil tem potencial e deve buscá-lo com determinação. Na questão da liderança, o homem, no exercício, deve respeitar os seus concidação e por eles trabalhar, como propusera nas campanhas eleitorais. Não existe homem acima de outros. Todos somos vulneráveis à condição humana. O ditador, enfim, deve submeter-se aos demais. Se assim não proceder, sempre seremos seus opositores. Na democracia cabe à maioria o direito de governar e às minorias o direito de fiscalizar. Se esse axioma não se ajusta à atividade política brasileira, trata-se, sem meandros, em ditadura e nós, como democratas, somos antiditadores.


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