Usina de Letras
Usina de Letras
48 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 62137 )

Cartas ( 21334)

Contos (13260)

Cordel (10447)

Cronicas (22529)

Discursos (3238)

Ensaios - (10331)

Erótico (13566)

Frases (50547)

Humor (20019)

Infantil (5415)

Infanto Juvenil (4748)

Letras de Música (5465)

Peça de Teatro (1376)

Poesias (140778)

Redação (3301)

Roteiro de Filme ou Novela (1062)

Teses / Monologos (2435)

Textos Jurídicos (1958)

Textos Religiosos/Sermões (6172)

LEGENDAS

( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )

( ! )- Texto com Comentários

 

Nota Legal

Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Cronicas-->Sifu e diarréia têm outra causa -- 05/12/2008 - 17:44 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
"Sifu" e diarréia tem outra causa....

Instituto Federalista - Publicado em 05/12/2008.

http://www.if.org.br/editorial.php

Em mais um inusitado discurso para um presidente da República, a Sociedade Brasileira teve que ouvir impropérios para tentar reverter os vetores da economia que estão apontando para baixo. Afinal, o poder estará em jogo em 2010. Diz um velho ditado que antes de olhar a sujeira do quintal é melhor olhar a que tem no seu próprio. No caso brasileiro, sempre foi mais fácil empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Leia o discurso (*)

Jogar a culpa no mercado, nos bancos que estão temerosos quanto ao crédito, apesar da liberação de parcela dos compulsórios, é realmente mais fácil do que olhar o porquê a economia não funciona bem quando os motivadores externos desaparecem. Há que se frisar, em primeiro lugar, que os recursos retidos por força da lei do compulsório não são do governo e sim dos próprios bancos. A retenção destes recursos, com diversos objetivos que vão desde a política monetária até a fiscal, é mais uma interferência estatal no mercado. E a "liberação" destes recursos não pode, jamais, fazer pressupor que é dinheiro do governo que está sendo liberado para a população, é dinheiro da própria população, depositado nos bancos que são obrigados - por isso o compulsório - a mantê-lo no Banco Central. Esse é um dos motivos pelos quais o crédito é caro e curto.

Há que se compreender que o próprio governo, como maior tomador de recursos, inflaciona os juros, limita o crédito, pois títulos do Tesouro são sempre mais seguros do que promissórias de pessoas físicas e jurídicas.

Se o Governo Central está realmente preocupado em reativar a economia, a primeira providência seria baixar a carga tributária no Brasil, aliás, providencia que está sendo tomada em alguns países, poucos, diga-se de passagem. Abrir mão de poder e recursos é realmente difícil. A diminuição da carga tributária é a devolução de recursos da Sociedade à Sociedade, que os produziu. O problema é que, para fazer isso, há que se diminuir o gasto público, o que só será possível com uma reengenharia do próprio modelo de Estado. Descentralização é a chave para isso. Em algum momento adiante, essa ficha cairá e o Povo deixará de ter diarréias e também de ser submetido ao continuo processo de sodomização que o modelo centralizador impõe, desde a aquisição de uma caixa de fósforo ou um litro de leite até uma Ferrari. Ninguém escapa.


(*) Lula ameaça `rigor´ contra crédito curto
05/12 - 09:27 - Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem o fato de a liberação de reservas do compulsório não ter conseguido atingir o objetivo de baratear o crédito do sistema financeiro. Em discurso, o presidente disse que a escassez e o encarecimento atual do crédito criam uma situação temerária e obrigam o governo "a agir com mais rigor".

Foi o crédito caro o motivo pelo qual, segundo Lula, a Petrobrás recorreu aos recursos da Caixa. Em outubro, a estatal contraiu financiamento de R$ 2 bilhões na Caixa.

"Disponibilizamos US$ 100 bilhões das reservas do compulsório. Acontece que esse dinheiro chega ao banco - e esses são dados de uma reunião que tive ontem (anteontem) com o (presidente do Banco Central, Henrique) Meirelles e o (ministro da Fazenda) Guido (Mantega) e que agora nós vamos começar a discutir mais profundamente -, e como tem pouco dinheiro no sistema financeiro, fica mais caro, porque o banco escolhe clientes seis, sete, até oito estrelas. Até empresas clientes do banco têm dificuldade para pegar dinheiro", disse Lula.

Lula também reclamou das financiadoras de empresas automobilísticas, um dos setores estratégicos para o governo. As condições de compra para o consumidor pioraram mesmo depois das medidas. Nos últimos 30 dias, a taxa de entrada dos financiamentos aumentou de 20% para 30% e o número de prestações, que já chegou a 90 meses, está em menos 60."Em vez de facilitar, dificultou a compra do carro. São problemas que vamos ter que tratar com muito carinho, senão não vai sobrar dinheiro para as pessoas irem para o cinema", disse.

O presidente comparou a promessa do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, de criar 2 milhões de empregos até 2011 com a realidade brasileira, em que foram criadas 2,149 milhões de vagas de trabalho neste ano."Imagine se um de vocês fosse médico e atendesse um paciente doente. O que vocês falariam? Vamos dar remédio ou: Sifu...?", comparou Lula.

Para Lula, a repercussão da crise mundial está fazendo com que os trabalhadores reduzam o consumo e esse freio, em sua avaliação, pode provocar uma recessão. Ele citou como exemplo um trabalhador de fábrica, que poderia usar o 13º salário e férias para comprar um carro usado. Como as condições de mercado pioraram e ele teme perder o emprego, acaba preferindo não consumir o bem. "É preciso alguém dizer que ele vai perder o emprego exatamente por não comprar." Em seu discurso, que durou 45 minutos, um dos mais longos desde o início da crise financeira, Lula disse estar se sentindo como Dom Quixote, sozinho, tentando pregar o otimismo. Ele contou ter ligado ontem para o presidente da Vale, Roger Agnelli. A empresa demitiu 1.300 funcionários anteontem. "Liguei para o Roger e falei: quero saber porque você mandou 1.200 trabalhadores embora. Quero saber qual é a crise".

Num momento que provocou risadas na platéia, Lula comparou o mercado a um filho adolescente: não precisam de pai ou de mãe, fazem o que querem e pegam o dinheiro dos pais. Mas quando ficam doente, querem colo."Quando o mercado tem uma dor de barriga, e nesse caso foi uma diarréia braba, quem é chamado? O Estado, que eles negaram por 20 anos", criticou o presidente, voltando a afirmar que o governo não irá contigenciar "nem um centavo" do que está comprometido com investimentos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.



Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui