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Cronicas-->O papel do Brasilistão na Bananalàndia -- 05/12/2008 - 22:29 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Opinião

O papel do Brasil

O Globo - 5/12/2008

Os brasileiros estão conhecendo, de forma indigesta e surpreendente, o outro lado da ascensão ao poder de governos de corte nacional-populista na América do Sul. De país mais importante, com uma agenda de integração continental, um setor privado forte e recursos para investir no desenvolvimento regional, o país passa a vilão, um aprendiz de imperialista a submeter os vizinhos a dívidas externas questionáveis.

Mudaram eles ou mudou o Brasil? Todos. Países como Venezuela, Bolívia, Equador e Paraguai, sob a batuta de Hugo Chávez e inspiração cubana, criaram um bloco de contestação aos EUA e, em parte, também ao Brasil. Este é o líder natural da América do Sul e, tradicionalmente, um interlocutor confiável de todos. Mas tem essa condição disputada por Chávez, populista, estridente e autoritário. O governo Lula trocou o profissionalismo do Itamaraty por uma política externa de afinidades ideológicas, sustentada na premissa de que o Brasil deve ser maleável em relação a seus próprios interesses e levar em conta os dos vizinhos, que elegeram líderes supostamente capazes de ajustar contas com séculos de domínio de elites espoliadoras. Por isso, a postura inicial de Brasília em relação a esses governos foi leniente, o que os animou a assumir a ofensiva contra os interesses nacionais. O exemplo foi a decisão de Morales de ocupar militarmente uma usina da Petrobras, prejudicando o abastecimento de gás ao parque industrial brasileiro.

Com o tempo, o Brasil fez ajustes em sua política externa. O que não impediu o Equador de submeter à arbitragem internacional uma dívida de US$286 milhões junto ao BNDES. O que espanta, no caso, é que o próprio governo brasileiro tenha cedido ao Equador uma especialista para trabalhar na auditoria da dívida externa do país, conforme reportagem do GLOBO. O escritório de advocacia americano contratado pelo Equador é o mesmo que já trabalha para Bolívia e Venezuela, países dispostos a seguir o exemplo de Quito, o que denuncia a trama. O Paraguai também contesta a legitimidade de sua dívida externa, inclusive a que contraiu junto ao Brasil para a construção da hidrelétrica de Itaipu.

Fica claro que o Brasil não pode mais seguir com sua política externa de "simpatia" em relação a países que desejam deixar de pagar o que devem. O governo brasileiro precisa agir com energia. Mas o contencioso deve ser limitado ao bloco chavista, deixando o Brasil livre para cuidar do interesse maior da integração continental.


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