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Cronicas-->Muito antes da Raposa: Comentários do Cel Gelio Fregapani -- 04/01/2009 - 20:03 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Muito antes da Raposa: Comentários do Cel Gelio Fregapani

Comentário da semana - 04 de janeiro de 2009

Assunto: Muito antes da Raposa

AOS MEUS CORRESPONDENTES

Brasil, 1993 - Massacre em Haximu

O episódio, totalmente falso, provocou lesões irremediáveis na imagem do Brasil e influenciou o desmembramento territorial em curso.

PRIMEIRA NOTíCIA -Folha de São Paulo: 19 MORTOS - FUNAI ACUSA MASSACRE DE IANOMAMIS. Sobrevivente diz á Folha que garimpeiros são os responsáveis.

As notícias vão crescendo: Dez crianças teriam sido degoladas. Fonte: um índio chamado Antonio e a Funai. Garimpeiros negam a chacina, mas não são confiáveis. índios não mentem, afirmam o presidente da Funai e o ministro da Justiça.

Secundando o Estadão, as revistas Veja e Isto é e a maioria dos jornais da Europa e Estados Unidos. Nas noticias: sobrevivente viu corpos decapitados e crianças com os braços e penas cortados a facão. Do correspondente em Washinton: "EUA RESPONSABILIZAM O GOVERNO BRASILEIRO PELAS MORTES; as notícias causam horror e indignação"

As manchetes mundiais, autoridades norte-americanas, ONGs em personalidades condenam o Brasil; Não se fala nas 62 mortes de indígenas no Peru, na mesma época. Evaristo Arns e Fábio Feldman apressam-se em tachar de genocídio programado.

Segundo os noticiários, o número de vítimas deve ser maior; agora já são 40. Procura-se os corpos. O ministro da Justiça e outro trapalhão, Aristides Junqueira, (o procurador geral da República) dirigem-se para a área do "massacre". Difícil encontrar.

A Embaixada brasileira em Londres é alvo de protesto organizado pela ONG Survival International. O Presidente Itamar Franco, envergonhado, manda demarcar imediatamente mais uma grande reserva - a caiapó. Militares põem dúvidas sobre o "massacre" e advertem que as imensas reservas ensejam intervenções internacionais. - Não são levados em conta - são apenas filhotes da ditadura.

O número de "vítimas" sobe para 70. Nada de cadáveres, mas "índio não mente". O min. da Justiça e o procurador geral trapalhão chegam a uma aldeia incendiada. É a prova do crime. A Funai sonega a informação de que aqueles índios incendeiam a aldeia e se espalham em caso de epidemia

Enfim, um cadáver. Achou-se um crànio descarnado. Eis a prova. Pena que a caveira tenha dente de ouro. Não tem importància; por que um ianomàmi não poderia ter dentes de ouro? É genocídio! Afirma o trapalhão Procurador Geral.

O número de vítimas varia entre 30 e 50, mas continua crescendo. Chega a 73. - uma caveira. Os corpos devem ter sido cremados - índio não mente. Verificou-se que a tal aldeia queimada era na Venezuela. Nenhuma palavra sobre os 62 índios, no Peru, mortos pelo Sendeiro Luminoso. O Sendeiro é uma guerrilha proto- comunista e guerrilhas comunistas tem autorização de fazer massacres. Além disto aquela região do Peru não tem os minérios da ianomàmi. Na ausência de cadáveres, a Funai constata que os garimpeiros devem ter ocultado os corpos.

O número de "vítimas continua crescendo. Já são 90. Chegarão a 120. A imprensa internacional fala em "eliminação total dos ianomàmis". O ambientalista Fabio Feldmann acusa o Exército.

Começa a diminuir o número de mortos. Agora voltam a ser 73. Uma dúvida; a testemunha só sabe contar até três, como é comum entre os ianomàmis, mas "índio não mente". - Quem o teria instruído para contar esta estória?

Iniciam as dúvidas: o Brasil conseguiu produzir um massacre sem mortos. índio não mente? A Funai, como sempre, mente. Reafirma os 73 mortos e dá seus nomes. Posteriormente alguns serão achados vivos, e nada saberão do massacre. Diplomatas estrangeiros, sem informar ao Itamarati, transformam-se em detetives. Volta a idéia de uma autoridade supra-nacional para tomar conta da Amazónia; assunto já aventado na Rio-92. O Exército declara inaceitável e o assunto começa a perder o entusiasmo na imprensa na medida em que o "massacre" é desacreditado, apesar dos esforços da Funai.

O Itamarati manda a Funai revogar a permissão aos diplomatas estrangeiros de viajarem à área. Brasileiros continuam proibidos.

A vegetação secundária da maloca indica que deve ter sido abandonada há vários anos. Davi Ianomàmi, pretenso líder, afirma que os corpos foram jogados no rio. Legistas informam que, se verdadeiro, boiariam depois de alguns dias. A polícia federal mergulha a procura dos corpos fantasmas: Nada encontram, mas prosseguem as manifestações no exterior. O mundo condena o Brasil.

Reafirmando o "massacre", David Ianomàmi vocifera: isto é coisa de branco. índio não mata mulheres e crianças. A vida vale mais do que ouro - propaganda digna de um publicitário de classe, mas parece desconhecer a sua cultura, que não só mata mulheres como as espanca barbaramente e pratica ritualmente o assassinato de crianças.

Enfim, a versão começa a se desmontar. A Polícia federal informa enfim não haver provas nem evidências de massacre. ONGs, para contrabalançar, sobem o número de mortos para 89. Brasília começa a compreender. Até o convicto min. da Justiça se desdiz.

Ainda manifestações no exterior, apesar de estar claro que o massacre era uma farsa. Neste caso, dizem, teria sido na Venezuela. Esta diz que não sabe de massacre algum.

É sugerido autonomia ao território indígena. O Brasil afirma que não aceitará, nem assinará convenções de direitos de povos indígenas que preconizem autonomias. SERÁ MESMO?

A DESMORALIZAÇÃO DA FARSA AINDA ENCONTRA CONTESTADORES; A CNBB REAFIRMA: INDIOS NÃO MENTEM. A Funai cata restos de ossos na fogueira. Encontra quatro dentes. Certamente sabe (até eu sei) que aqueles índios comem os cadáveres e os ossos carbonizados, deixando os dentes. Informação sonegada ao público.

A imprensa agora se preocupa com as incoerências; os relatórios são contestados. A imprensa anuncia: ministro e procurador invadiram a Venezuela. Comprovado que o índio António, a única "testemunha, mentira. Mais "mortos continuam a aparecer; muito vivos. ONGs pedem indenização para os índios. A revista Veja diminui o número mortos de 120 para 16. É uma das últimas a insistir que houve "massacre", mas não sabe de quantos nem quando ou onde foi. A Funai culpa os índios pela confusão dos números, mas já haviam conseguido o que queriam: O BRASIL ESTAVA CONDENADO. A RESERVA CAIAPÓ DEMARCADA E O CAMINHO ABERTO PARA A CRIAÇÃO DA RESERVA RAPOSA-SERRA DO SOL E A PRÓXIMA, A MARABITANAS.

Deus é grande mas a Funai é maior. Ironiza o lúcido jornalista Janer Cristaldo: Os israelenses e palestinos se enganam em pedir terras a Javé ou a Alá. Deveriam pedir à Funai. Ou às ONGs, completo eu.

Saudações patrióticas

Na próxima semana trarei novas informações

GF


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