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Cronicas-->Sapucaí: Lula joga camisinhas para os gladiadores do sexo -- 24/02/2009 - 12:40 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Coliseu Sapucaí: Lula joga camisinhas para os gladiadores do sexo

Lula joga camisinhas para os gladiadores do sexo

Carnaval e a Ditadura da Alienação

Ana Echevenguá

"Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, Me dá um dinheiro aí. Não vai dar? Não vai dar não? Você vai ver a grande confusão que vou fazer Bebendo até cair. Me dá, me dá, me dá (oi) Me dá um dinheiro aí!"

A alienação do carnaval chegou. `Não transe sem camisinha´ (Lula, no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, jogou camisinhas para o público), `não beba´, `não dirija se beber´, `não se desidrate´, `só veja e leia notícias sobre a festa de Momo´... tratamento alienante mesmo! O governo paternalista fornece verba pras escolas de samba, camisinha, disque-pileque, trio elétrico, feriado, imagens inéditas das bundas e dos tapa-sexo das musas do carnaval, ...

E o que acontece? O povo adere às maravilhas do consumo de sexo e substàncias e psicotrópicas. E o pobre gasta tempo, dinheiro e energia para ser rei ou rainha na `Festa-do-Povo´ e desfilar para a diversão dos mais abastados. Como nos áureos tempos do Coliseu de Roma!

Enquanto isso, os "Donos do Poder" aproveitam o período para colocarem suas falcatruas em dia... criam leis e MPs oportunistas para garantir seu locupletamento às nossas custas, na maior parte das vezes; até o Supremo Tribunal Federal está aproveitando a alienação para exigir do Congresso Nacional a votação do reajuste de sua remuneração, que vai provocar efeito cascata na folha de pagamento da magistratura federal e promotorias. E, imaginem só!, os deputados federais querem usar este reajuste para equiparar seus vencimentos aos dos ministros do STF.

Aonde buscar tanto dinheiro?? Ora, eles metem a mão no nosso bolso: a carga tributária de 2008 chegou à casa dos 36,54% do PIB. Sem reforma tributária, os pobres chegam a pagar 44,5% a mais de tributos do que os ricos. No carnaval, a coisa não muda! Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, mais de um terço do preço dos produtos do carnaval é tributo. Confete e serpentina possuem 43,83% de impostos embutidos no seu preço final. 54,8% do preço da cerveja - independente da embalagem (lata ou garrafa) - são impostos; 45,8% do refrigerante em lata e 43,91% da água mineral, idem.

Mas isso não nos interessa! Afinal, precisamos `cair na folia´! E os moradores do "país tropical abençoado por Deus" são agraciados com os feriadões do Carnaval, da Páscoa, do Dia das Bruxas, da festa da Independência, da República...

Alienação é palavra de ordem! Lula, na mensagem de fim de ano, disse que a crise internacional não era problema porque o Brasil ficaria mais fortalecido com ela e incentivou seus governados a uma feliz gastança para realizar seus sonhos no Natal;: "se tem um dinheirinho no bolso ou recebeu o décimo-terceiro, e está querendo comprar uma geladeira, um fogão ou trocar de carro, não frustre seu sonho, com medo do futuro (...) se você não comprar, o comércio não vende. E se a loja não vender, não fará novas encomendas à fábrica. E (...) a médio prazo, o seu emprego poderá estar em risco".

Ora, antes do discurso otimista-alienante (com uma aula de `economês´ digrátis), já havia um movimento generalizado de cortes de despesas no Brasil. Ou seja, as demissões começaram antes da crise chegar aqui. Em dezembro de 2008, contamos com 650 mil demissões; somente a indústria demitiu mais 80 mil pessoas. A CSN - Companhia Siderúrgica Nacional - foi uma das primeiras. Mais de 590 funcionários estão pedindo a reintegração aos seus empregos, com apoio do Ministério Público do Trabalho. (http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/02/19/materia.2009-02-19.0102383175/view).

A Vale, no mesmo período, anunciou o corte de 10% em sua produção, com a demissão de cerca de 1.300 funcionários ao redor do mundo; 20% destas demissões ocorrerá em Minas Gerais (http://dinheiro.br.msn.com/financaspessoais/noticia.aspx?cp-documentid=15142194).

Em 11 de dezembro de 2008, a Embraer já anunciava o que está colocando em prática hoje: o corte "cerca de 20% de seu efetivo em janeiro de 2009, o que representará algo próximo a 4 mil funcionários". (http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2232888,608,20,1).

E os números vão aumentar em 2009 porque esta é a melhor forma de cortar custos. Segundo o PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento -, a América Latina pode perder até 4 milhões de empregos este ano; o crescimento do mercado de trabalho informal e de baixa remuneração afetará negativamente a vida de 7 milhões de trabalhadores. Há previsão de aumento de até 15% nos níveis de pobreza; e de perdas bilionárias, com as grandes marcas anunciando venda de unidades de negócios, fechamento de fábricas e demissões. Tão logo as 10 maiores fabricantes mundiais de carros anunciaram mais de 35 mil demissões, a GM demitiu 744 empregados em São José dos Campos (SP).

As empresas de tecnologia de informação, somente em janeiro de 2009, demitiram mais de 30 mil pessoas no mundo. A Microsoft já eliminou 5 mil vagas (http://portal.softwarelivre.org/news/12674). Recentemente, a Sadia anunciou a demissão de cerca de 350 funcionários. (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/economia/)

Parece que a aula de economês não deu certo: a compra do fogão dos seus sonhos, ou a entrega do seu dinheirinho pras casas Bahia, pro Big, pra Fiat do Brasil não mudou o rumo da crise... você está (ou estará) na fila do seguro-desemprego!

Ai, gente boa! O tempo passa e o Brasil continua, desde o tempo das Capitanias Hereditárias, com uma das maiores concentrações de renda do planeta. Atualmente, 10% da população mais rica do Brasil detêm 75,4% de todas as riquezas do país.

Ao invés de reforma tributária e política, temos proliferação de programas sociais: distribuição de bolsa-família, de bolsa-escola, de seguro-desemprego que manipulam as pesquisas sobre o nosso rendimento `per capita`. E somos elogiados quando as pesquisas mostram brasileiros saindo da chamada `linha da indigência´ (os que recebem valores mensais inferiores a um quarto do salário mínimo) e passando para a `linha da pobreza´ (os que recebem até meio salário mínimo mensalmente).

Fazemos festa chafurdando na lama! O Brasil Alienado vive sob a Ditadura do Poder Económico com a prevalência dos interesses da classe dominante, da elite, dos ricos, dos plutocratas ou dos cleptocratas. Assim como a Ditadura Militar, a do Poder Económico também nos bombardeia insistentemente, através da mídia mercenária, com o discurso falaz de que vivemos sob as asas da liberdade e da democracia.


Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente da ong Ambiental Acqua Bios e da Academia Livre das Águas, e-mail: ana@ecoeacao.com.br, website: http://www.ecoeacao.com.br/

Ana Echevenguá - advogada ambientalista - coordenadora do programa Eco&Ação - http://www.ecoeacao.com.br/ - telefone 48 88133380/91343713 - Florianópolis - SC




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