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Cronicas-->A força do fisiologismo -- 08/05/2009 - 09:58 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Zero Hora (06/05/09)

A força do fisiologismo

O descontentamento entre integrantes de partidos aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva com a decisão da Infraero de adotar um posicionamento firme contra indicações políticas para cargos comissionados demonstra a resistência de práticas fisiológicas e o quanto é preciso haver determinação para combatê-las. Responsável pela administração de aeroportos no país, a estatal passou a ter sua privatização defendida depois do caos legado pelo colapso aéreo. Independentemente de vir a ser privatizada ou não, é preciso que a empresa possa se ver livre do estigma de verdadeiro cabide de empregos, muitos dos quais conferidos a correligionários de políticos influentes e até mesmo parentes, o que em alguns casos configura evidente nepotismo.

Um primeiro passo importante do processo de moralização, que deveria ser seguido por outras instituições públicas, foi a aprovação, ocorrida discretamente em abril, de um conjunto de medidas de àmbito administrativo. A partir de agora, quatro das cinco vagas da diretoria serão preenchidas por funcionários de carreira. Os cargos comissionados - atualmente num total superior a cem e que já alcançaram mais do que o dobro - foram reduzidos para apenas 12. Em consequência, estaria em curso a demissão de um considerável número de servidores da estatal, entre os quais irmãos, ex-mulheres, cunhados e afilhados políticos de figuras influentes de diferentes poderes da federação. O risco, evidenciado por sucessivas manifestações de políticos, é de o processo ser atenuado ou mesmo suspenso.

A partilha do setor público, resultante de práticas como a distribuição de cargos para simpatizantes ou filiados a partidos políticos integrantes da base de apoio parlamentar e mesmo a parentes de pessoas de destaque no cenário nacional, não se constitui num fenómeno recente. A pouca disposição do país de aprovar uma reforma política faz com que cada governante eleito procure buscar apoio parlamentar não com base em afinidades programáticas dos partidos, mas com deformações como a distribuição de cargos, em muitos casos uma porta escancarada para a corrupção. Por isso, a tentativa de estatais como a Infraero de se livrar de influências políticas no preenchimento de cargos públicos precisa contar com o apoio explícito da sociedade, que é quem paga a conta desse tipo de deformação.

O inadmissível é que, além de convalidar deformações tão sérias, alguns políticos ainda lutem para mantê-las, recorrendo até mesmo a ameaças como a de negar apoio parlamentar ao Planalto em votações importantes no Congresso. O contribuinte tem o dever de dizer não a deturpações como o fisiologismo e o nepotismo, exercendo o seu poder de fiscalização e cobrando maior empenho na aprovação de uma reforma política coerente com as necessidades do país.


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