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Cronicas-->O gato faminto -- 03/06/2009 - 13:32 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
EDITORIAL

O gato faminto

19/05/09

Jayme Copstein

Desde que Luiz Carlos Bresser Pereira, então ministro da Fazenda de Zé Sarney, anunciou que "o gato" comera parte da inflação, eu o leio com frustração. Pensei que fosse especialista em felinos e teria muito a me informar e aprender com ele. Mas não. Jamais voltou a falar em gatos nem mesmo quando os tribunais mandaram devolver a inflação comida. Passou a escrever lições de como salvar o Brasil, apesar de ter tido ocasião de ouro para fazê-lo quando participou do desgoverno de Zé Sarney.

Pois agora, Bresser Pereira devolve-me a esperança de vê-lo falar do assunto. Em artigo ontem, na Folha de São Paulo, apesar de se confessar adepto do sistema distrital misto, advogou excelências para o voto de lista fechada contrastando-as com os defeitos do voto de lista aberta, ou seja, comparando seis com meia dúzia. E o fez porque sua instituição "não depende de mudança da Constituição". Em outras palavras, para mudar o "palco de uma sucessão de escàndalos" em que se transformou o Congresso Nacional, ele passa procuração aos atores da chanchada.

É só perguntar a Bresser Pereira onde ficaram suas convicções, sua coerência e o direito da cidadania de definir os rumos da Nação. Ele responderá: "O gato comeu".

Enfim, a emenda

O terceiro mandato consecutivo para Luiz Inácio Lula da Silva está na ordem do dia, a última invenção da esperteza latino-americana: a ditadura constitucional. Quem pensou que democracia era à prova de fraudes, tomou bonde errado: já está se perpetuando legalmente no poder Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Corrêa (Equador). Na fila, o nosso Lula e o sultão paraguaio Fernando Lugo.

Algo atrevida a argumentação do deputado gaúcho Fernando Marroni, na defesa do "jeitinho": "Golpe foi aumentar o mandato do Sarney e a reeleição de FH (Fernando Henrique Cardoso)". A regra tem de ser mudada conforme as vontade popular", declarou em Brasília. Seria prudente o deputado Marroni limitar conter um pouco a língua. Se o grão-vizir Sarney se ofender com a citação, lá se vai, não só o terceiro mandato, mas a governabilidade do ano e meio restante Lula, alicerçada, como todos sabemos, em reservas morais da Nação, como Renan Calheiros e Jader Barbalho, apenas citando as estrelas da constelação.

A propósito

Já que o deputado Marroni trouxe o cotejo à baila, ao longo dos oito anos de Fernando Henrique Cardoso a quantidade de servidores civis na ativa caiu de 661.100 para 508.500. Nos seis primeiros anos de mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, con tados até dezembro do ano passado, o número de servidores civis na ativa subiu dos 508.500 para 670.800. É o que explica a necessidade de mexer na caderneta de poupança e impor o limite baixo de 50 mil reais para isenção de imposto renda.

O governo não tem como tapar a buraqueira do orçamento cavada pela sua gastança e quer impedir a metamorfose dos "investidores" que financiam a sua orgia em "especuladores" da caderneta.


Fonte: jayme copstein.com.br


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