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Cronicas-->Os magníficos irresponsáveis -- 23/11/2009 - 09:37 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Os Magníficos Irresponsáveis

Ternuma Regional Brasília

General-de-Brigada Reformado Valmir Fonseca Azevedo Pereira

O problema da responsabilidade ou de sua falta é no Brasil uma lástima. Poderíamos divagar sobre o tema em qualquer setor, e em qualquer nível, e chegaríamos à transparente conclusão - é um País de irresponsáveis.

O aspecto da responsabilidade ou não envolve dois aspectos:

- o primeiro, de foro íntimo, depende da pretensa autoridade, que cónscia de suas atribuições, ao conduzí-las com parcimónia agregaria em si os frutos de sua integridade. Seria o engrandecimento pessoal através dos seus méritos;

- o segundo, perante a sociedade e acorde ao seu julgamento. Portanto, caberia a ela, em especial nas "coisas" do Estado, atuar como a "consciência" daqueles indivíduos. Mormente, quando é explícita a sua incompetência para julgar-se com isenção. Um calhorda, dificilmente será um juiz severo ou pelo menos justo de suas leniências.

Rodeamos apenas para comentar o caso das Universidades no Brasil e, sem aprofundamentos, questionar dois casos recentes. O da "saia curta" e o "tribunal racial" da UnB. Os dois são ilustrativos e desmoralizantes.

Como sabemos, em primeiro momento, a moça da saia curta foi expulsa. Certo ou errado, entendemos que algum órgão ou personalidade acadêmica, após muitos debates e estudos resolveu por bem aplicar a pena. É provável que o disparate fosse estribado em fortes argumentos. Julgamos que existe um pai para o filho indesejado. Mas quem poderia ser o dono da palavra final? Seria justo creditar- se ao Magnífico Reitor? É provável.

Subitamente, a pena foi revogada. Um espanto. Sem defesa, acovardadamente, a Universidade, enfia no saco todo o elenco de argumentos para a expulsão e a torna sem efeito.

Onde está o responsável? Teria condições morais de permanecer à testa do estabelecimento de ensino uma figura tão pequena, incapaz de defender seus pontos de vista? Por acaso, diante de tal desprestígio, poderia permanecer no cargo? Teve a dignidade de solicitar o seu afastamento irrevogável? Não consta que, ferido mortalmente em sua autoridade tenha esboçado a menor reação.

Mas a vida continua. No espelho, a mesma cara. Nenhuma cicatriz à mostra, e se na alma, ninguém pode ver e, por isso, o melhor é seguir em frente, pois falta de vergonha e de responsabilidade não estão na face.

No segundo caso, o do tribunal, não existe àngulo em que se enfoque a barbaria, sem que ela apareça o que é - um acinte, um deboche.

Novamente, estamos diante da postura de uma vestal acadêmica. Se o tribunal existe é por que foi criado. Se foi com ou sem dor, não sabemos. E delibera, decide, seleciona, classifica. Os critérios, nem Deus sabe.

A sociedade brasileira, dificilmente, endossaria aquela excrescência. É crível que alguém prejudicado pelo tribunal, se fosse às barras da justiça, ganhasse a questão. Contudo, quantas injustiças seriam perpetradas? Quantas ignomínias teriam sucesso? Quantos teriam a coragem de voltar - se contra o sistema do "politicamente correto" estabelecido a fórceps? Instrumento estabelecido, legalmente (?), de acordo com os regulamentos da UNB, mas violentamente agressivo a tudo o que conhecemos?

Novamente, a pergunta simples. Quem autorizou e legalizou o monstro? Quem chancelou a infeliz idéia de um justiceiro, decidido a quebrar a desigualdade social no Brasil, e arvorar - se como juiz da questão? Isto não importa, pois sugestões descabidas e propostas indecorosas são apanágios do homem, que repetimos "é uma caixinha de surpresas". O duro é que o impropério foi levado ao debate e outros avalizaram - no. E o pior, vai às mãos da autoridade acadêmica suprema que acata, e a partir daí, é o cumpra - se.

Hoje reverberamos. É um crime, é tosco e tacanho o tal tribunal. Mas o equívoco fica restrito, a sua eliminação (espera-se). Apenas isto.

Foi mais uma tentativa de exacerbação das dicotomias sociais. Não deu certo, mas poderia ter dado. Quem sabe, mais tarde, em novo contexto, não dará? Por ora, os irresponsáveis encolhem - se. Afastam-se, sorrateiramente, do problema. E assim, permanecem incólumes nos seus empregos, nas suas posições. Com menos caráter é verdade, mas quem se importa, se os agentes, não.

Brasília, DF, 22 de novembro de 2009


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