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Cronicas-->O DEMSALÃO -- 14/12/2009 - 14:04 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O DEMSALÃO

Jacornélio M. Gozaga (*)

Por volta do ano de 1417, após o seu regresso de Ceuta, o Infante D. Henrique, quinto filho de D. João I, Rei de Portugal e fundador da dinastia de Avis, fixou domicílio eleitoral em Sagres, na Vila do Infante. Rodeado de mestres nas artes e ciências ligadas à navegação, criou uma Tercena Naval, que passou à história como a Escola de Sagres.

À época, o partido dominante em Portugal era a A.R.E.N.A (Associação dos Rapineiros Espertos e Navegantes de Alto-mar). Essa agremiação "política", amiga do poder havia longo tempo, foi a responsável pela construção de um dos maiores mitos da história portuguesa, a Escola de Sagres (ES), vista por muitos como um CIEP - Brizolão (Centro Integrado de Educação Pública) da navegação, pois os alunos passavam oito horas no estabelecimento, faziam três refeições diárias e ainda saíam de banho tomado.

As más línguas diziam que, ao fazer propaganda da ES, comparando-a ao CIEP, a A.R.E.N.A. tinha se apropriado de um projeto de um partido da oposição, o Partido Demagógico e Trapalhão (PDT), mas isso não tira o mérito da escola, pois nela foram formados grande navegadores, tais como Cristóvão Colombo e Vasco da Gama. Este, que gostava tanto de ser o segundo, chegou ao final da vida, mais uma vez, como Vice-rei da índia Portuguesa.

Preocupados com a alimentação dos navegantes, os nutricionistas da ES desenvolveram novas técnicas para a fabricação do biscoito (pão cozido duas vezes, duro, que se podia guardar sem estragar) e aperfeiçoaram um pão inventado por um jovem milanês, membro da família Atellini Arruda, chamado Toni.

O pão do Toni, após ser aperfeiçoado, foi colocado à venda e distribuído nas padarias da família Arruda e de filiados à A.R.E.N.A. O sucesso foi imediato e a nova iguaria passou a ser conhecida, com o tempo, simplesmente, como Panetone, fazendo a fortuna dos Atellini Arruda.

A vida política em Portugal, sob o reinado da Dinastia de Avis, continuava normalmente até a morte prematura, aos 47 anos, de D Duarte I, filho de D João I, no ano de 1438. O trono não póde ser imediatamente ocupado por seu filho Afonso, em função da tenra idade do infante (seis anos), acarretando uma regência, exercida por sua mãe, Leonor de Aragão, que por ser mulher e estrangeira, não era uma escolha popular - a oposição cresceu!

Muitos membros da A.R.E.N.A, que apoiavam a regente, vendo que a vaca poderia ir para o brejo, criaram a Frente da Lambança (FL), desembarcaram da canoa de Dona Leonor e subiram na caravela de Dom Pedro, Duque de Coimbra, que passou a ser o regente de Portugal.

Em nove de junho de 1448, assumindo a maioridade, que nesta época era de dezesseis anos, Dom Afonso V anula todos os atos do Duque de Coimbra, declara-o rebelde e inimigo do Reino. O pessoal da Frente da Lambança, vendo que a coisa ia mudar mais uma vez, resolveu criar uma nova agremiação política, o Partido da Frente da Lambança (PFL), cooptam Alfonso de Bragança, que havia derrotado militarmente o regente D Pedro e o aclamam Presidente do PFL. Desta forma, a A.R.E.N.A, de nome novo, continuava no poder.

Em 1469, Afonso V, em função das magras receitas advindas da exploração da África, concedeu, sem licitação, o monopólio do comércio no Golfo da Guiné ao mercador lisboeta, Fernão Gomes, o Prudente, do PFL. Segundo João de Barros (1496-1570) - considerado o primeiro grande historiador português, ficava aquele «honrado cidadão de Lisboa» com a obrigação de continuar as explorações, pois o exclusivo era garantido com «condição que em cada um destes cinco anos fosse obrigado a descobrir pela costa em diante cem léguas, de maneira que ao cabo do seu arrendamento desse quinhentas léguas descobertas».

O Prudente, por prudência, nunca se aventurou mais de cinco metros pela costa africana, e seus mergulhos, jamais passaram da altura das meias. Consta que um de seus parentes foi um dos dois degredados que Cabral deixou na terra de Vera Cruz.

Com a morte de Dom Afonso V, em 1481, seu filho Dom João II, filiado a um pequeno partido, o Partido das Ratazanas do Nordeste (PRN), assumiu o trono português. Logo após sua ascensão, João II tomou uma série de medidas com vista a retirar o poder da aristocracia e concentrá-lo em si próprio, obviamente, contando com o apoio do PFL. Parece que até mexeu na poupança dos lusitanos.

Necessitando uma medida de impacto junto à população, o novo rei criou uma nova meta para a Nação, o PAC (Portugal Até Calecute), que previa um novo caminho para as índias. Embora acreditasse que a nova rota reduziria os custos nas trocas comerciais com a Ásia e Portugal passaria a deter o monopólio do comércio das especiarias, Dom João II não podia contrariar o PFL, que era contra o projeto, pois seus caciques, donos do pedaço, contentavam-se com o comércio da Guiné e do Norte de África.

Mas, para ter plena certeza que o PAC não daria certo, Dom João II nomeou, para conduzi-lo, uma integrante do Partido dos Trapaceiros (PT), a Princesa Dilma, cognominada a boazinha, Duquesa da Tolerància. Sua alteza trouxe para sua assessoria internacional o Marquês Bajulador Celso Amorim e o Barão Top-top Marco Aurélio Garcia. A escolha foi feita em função da folha corrida dos dois assessores. Conclusão: o PAC foi por água abaixo e a viagem não saiu no reinado de João II.

No campo internacional, a situação para a nação lusitana não estava nada boa, pois, em função da chegada de Cristóvão Colombo à América, em 1492, o Papa Alexandre VI (Rodrigo Bórgia) da Executiva interNacional do PFL, por meio de três bulas, concedeu à Espanha o domínio das novas terras. Determinado a reverter a situação, Dom João II não deixou que os assessores internacionais da Princesa Dilma - Marquês Bajulador e Barão Top-top - participassem das negociações de Tordesilhas, em 1494. Conclusão: a diplomacia portuguesa obteve êxito e parte das terras do Brasil já eram de Portugal, antes mesmo de Cabral aqui chegar.

Em 1495, com a morte de seu primo Dom João II, D. Manuel I, o Venturoso, ascendeu ao trono em circunstàncias excepcionais, pois o PFL tentava legitimar Dom Jorge de Lencastre, filho ilegítimo do monarca falecido, como detentor do poder real. Dom Manuel ganhou a queda de braço e o pessoal do PFL, não querendo largar o poder, decidiu mudar o nome da agremiação, que passou a chamar-se DEM (Dedicados e Esmerados Mafiosos).

O Venturoso, querendo ser um sucessor a altura de João II, resolveu dar continuidade ao projeto das grandes navegações. Começou colocando em prática o planejamento da viagem às índias. Verificando o erário, deparou-se com a falta de grana. O que fazer? Dom José, o Genuíno, presidente do PT, deu-lhe a solução. Por intermédio de um comerciante genovês, Marcus Valerius, os fundos da viagem de Vasco da Gama foram levantados "junto ao empresariado". Deu certo e, em 1499, após dois anos de viagem, os vitoriosos navegadores retornaram à Corte.

Dom Manuel I ficou empolgado com o sucesso da empreitada e determinou que se fizesse ao mar uma poderosa esquadra com a finalidade de aproveitar o êxito da viagem de Vasco da Gama. Eram 13 navios, com mais de 1200 tripulantes. Colocar no oceano toda essa gente e ainda financiar a construção das embarcações demandava investimentos altíssimos e Dom Manuel, com o tesouro português totalmente exaurido, apelou novamente para os "recursos não contabilizados e, desta vez, recorreu a Dom Durval Barbosa, o operador do DEM.

O comando da frota foi dado a Pedro Álvares Cabral, filho de uma tradicional e abastada família portuguesa ligada ao ramo da criação de rãs e filiado a outro partido "aliado", o Partido dos Mentecaptos Demagogos e Bajuladores (PMDB).

A tripulação de Cabral era composta por frades franciscanos, padres seculares, navegadores, escrivães, atravessadores, operadores e muitos outros profissionais que passaram para a história, tais como: José Genoíno, José Dirceu, Duda Mendonça, João Paulo Cunha, João Magno, Professor Luizinho, Paulo Rocha, Luiz Gushiken, Delúbio Soares, Silvio Pereira, José Barbosa, Marcos Valério, Pedro Correia, João Cláudio Genu, Valdemar Costa Neto, Carlos Rodrigues, Roberto Jefferson, Jacinto Lamas, António Lamas, Carlos Rodrigues, Romeu Queiroz, Emerson Palmieri, Pedro Henry, José Luis Alves, Henrique Pizzolato, Rogério Tolentino, Anderson Adauto, Ramon Holerback, Cristiano Paz, José Janene, José Roberto Salgado, Vinícius Saramane, Enivaldo Quadrado, Breno Fischberg, Carlos Alberto Quaglia, José Roberto Arruda, Paulo Octávio, Leonardo Prudente, José Geraldo Maciel, Benício Tavares, Roney Nemer, Odilon Ayres, Junior Brunelli, Augusto Carvalho, Eduardo Azeredo, Orestes Quércia, José Sarney, Romero Jucá, Renan Calheiros e muitos e muitos outros, a quem peço escusas por não ter espaço para aqui colocar seus nomes.

É, eu já ia esquecendo! Um grupo de freiras carmelitas seguiu junto, exercendo a nobilíssima função de enfermeiras de bordo: Roseana Sarney, Ayanna Tenório, Geiza Dias, Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, Zilmar Fernandes, Anita Leocádia, Eurides Britto e outras, também esquecidas.

Em oito de março de 1500, com os porões abarrotados de panetone, Cabral deixa o Porto do Restelo e, o resto da história todos nós conhecemos, muito bem !!!

É bom lembrar que após a descoberta da Terra de Vera Cruz, surge uma nova agremiação política, o Partido dos Sócios Do Brasil (PSDB), cujos quadros nada ficam a dever aos anteriormente existentes.


(*) Jacornélio é historiador, colega de João de Barros, cientista político, grampeador de telefones, editor de imagens e é, ainda, Diretor-Geral do Fundo Nacional de Pensão dos Anistiados Políticos (FUNPAPOL).


Revisão: Paul Word Spin Houaiss

Brasília, 13 de dezembro de 2009.

e-mail: jacornelio@bol.com.br e jacorneliomg@gmail.com


SERÁ QUE VAI SER INSTAURADA A COMISSÃO DA VERDADE SOBRE OS MENSALÕES?



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