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Cronicas-->Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani -- 20/04/2010 - 11:30 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Comentário nº 61 - 18 de abril de 2010

Assuntos: Desindustrialização, Ambientalismo e Política Externa e Interna

Sinal amarelo - Desmantelamento do nosso parque industrial -

Os EUA, sentindo a crise que se avulta, inicia a levar de volta as indústrias que terceirizaram pelo mundo. Recentemente a Carterpilar decidiu (ou foi obrigada) a regressar, deixando o Brasil. Outras certamente a seguirão.

Aqui, como nos EUA, empresários lucraram bastante mandando fabricar barato na China, mesmo ao custo do fechamento de suas fábricas.

Enquanto terceirizam e ganham no curto prazo perdem o Know How e o mercado nacional. Os chineses ficarão com a produção. Por cegueira e cobiça desmantelam os nossos parques industriais. Reerguer as fábricas pode não ser fácil. Não podemos impedir aos EUA de levar suas fábricas, mas podemos evitar de exportar as nossas.


Movimentos Sociais e Ambientalistas

Graças as terras férteis, adequada insolação, abundancia de água e principalmente ao labor de nossa gente, o agronegócio no "arco desmatamento" (de Rondónia ao Piauí) produz os alimentos mais baratos do mundo, garantindo o superávit comercial do nosso País. Por orientação estrangeira é o alvo prioritário do MST e do Ibama, que chama de "terras devastadas" toda a usada pela agropecuária. Para evitar a ocupação eles impedem os trabalhos no "meião" da BR 319, a única ligação terrestre com a Amazónia Ocidental

É evidente que interessa ao G-7 impedir a ocupação e a exploração da Amazónia por nós. Suas riquezas são conhecidas e cobiçadas. Os estrangeiros já estão lá, através de ONGs, instituições ditas religiosas e outras, com a cumplicidade de maus brasileiros, impedindo o progresso. Interessa-lhes a manutenção da "intocabilidade" formal da região para nós, brasileiros, pois não só querem evitar o surgimento de um novo "Japão" ao sul do equador como sabem que necessitarão dos recursos minerais para manter seu nível de vida.

Se conseguirmos povoar a nossa Amazónia teremos ganho a guerra.


Dois pesos e duas medidas nas relações internacionais

Não existem amigos nas relações internacionais. Existem interesses. A diplomacia deveria atuar em proveito dos interesses nacionais e não em nome de utópicos conceitos de ordem ideológica ou na ilusão de que cedendo obteremos a boa vontade do interlocutor. Todos tentarão impor sempre mais em proveito de seu povo, em detrimento dos demais.

As concessões feitas pelo atual governo às exigências de outros países culminam com a absurda pretensão formulada pelo Paraguai de "perdão" da dívida de US$ 19 bilhões, relativa à Itaipu. Ficamos em uma situação esdrúxula. Explorados pelos desenvolvidos em nome do cumprimento de acordos, aceitamos a argumentação injusta de países mais pobres, mas nada questionamos diante dos mais ricos. Até por questão de coerência devemos adotar uma política uniforme. Em nome dos mesmos princípios, deveriamos ter idêntica postura em relação aos nossos credores. Não é possível ser explorado por ambos os lados.


A grande usina de Belo Monte - A pressão internacional

Quando o governo decidiu realizar a construção da usina, impedi-la se tornou a meta do ambientalismo internacional. Durante anos o projeto ficou engavetado pela Marina Silva e seu Ibama. Agora o movimento é liderado pelo badalado diretor de cinema James Cameron, que visitou o país para discutir o assunto com líderes indígenas. Diz ele que baseou o planeta fictício de "Avatar" nas florestas tropicais da região, e que é inegável a semelhança do tema de seu filme com a vida real.

James Cameron escreveu uma carta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo para que ele reconsidere a hidrelétrica. Está preocupado com os direitos dos povos indígenas de continuar na idade da Pedra (mas com TV por satélite). Não se interessa por idêntico direito no Afeganistão.

Até pelas nossas leis seria proibido a estrangeiros fazer manifestações contra atos do governo. Vai ficar por isto mesmo?


Acordo problemático

Ainda que traga algo de bom, deve ser mais bem estudado o acordo militar com os
Estados Unidos. Acordos se fazem contra inimigos comuns.

Eu frequentei a escola das Américas, no Panamá. Eram cursos muito bons e então tínhamos um inimigo comum, e nossos militares nunca aceitaram a submissão como o fizeram alguns dos demais "hermanos". Começa por sermos os únicos a usar uniforme próprio e a não aceitar pagamentos.

Agora os potencialmente inimigos não são comuns. São eles mesmos. Acordos dessa natureza devem ser discutidos, previamente, com a sociedade e com o Congresso. É provável que não seja homologado no Legislativo. Talvez um dos interesses seja sabotar os nossos entendimentos com os parceiros do Bric, e da Unasul, ou quem sabe, facilitar-lhes o controle da Amazónia.


Marina Silva - a pior alternativa

Dificilmente haverá alguém que fez tanto mal ao Brasil na última década do que essa farsa chamada Osmarina Silva, a ex-ministra do atraso. Conseguiu as mais restritivas leis ambientais do mundo; fez o possível para inviabilizar a agricultura, a pecuária e toda a produção económica. Seu papel ao longo dos anos foi impedir estradas hidrelétricas e agricultura. Financiou, com suas absurdas multas as ONGs corruptas, candidatos do PT e seu companheiro de quarto. É dessas candidaturas que empolgaram a bonequinhas delicadas e sensíveis, mas suas aspirações etéreas, tomadas como metas de governo, como projeto de país, são um perigo assustador! Perderá a eleição, mas seu falacioso apelo pelo atraso influenciará o discurso dos demais, que querem aproveitar a onda do ambientalismo internacional, feito sob medida para evitar concorrências.! O mundo ideal dela a volta à Idade da Pedra sem combustão, sem eletricidade, sem tecnologia na agricultura, onde todos de preferência seriam vegetarianos.


"Povos Indígenas Ressurgidos"

Ouvi e acredito: - Uma procuradora da república no Amazonas, informada que agentes da FUNAI estavam vendendo carteira de índio brasileiro inclusive a a estrangeiros na fronteira com Colómbia e Perú, teria respondido que isso era bom, que precisavam aumentar o número de índios.

Pior que prevaricar é trair a própria Pátria. Às vezes um AI-5 faz falta.


Que Deus guarde a todos vocês

Gelio Fregapani

Informo aos meus correspondentes que já me encontro instalado em Porto velho, RO. Por estar escrevendo um livro sobre a doma do rio Madeira, não conseguirei manter o comentário semanalmente, mas o mandarei com a frequência possível. GF



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