Usina de Letras
Usina de Letras
21 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 62475 )
Cartas ( 21336)
Contos (13274)
Cordel (10453)
Crônicas (22547)
Discursos (3241)
Ensaios - (10470)
Erótico (13578)
Frases (50863)
Humor (20083)
Infantil (5499)
Infanto Juvenil (4821)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1377)
Poesias (140908)
Redação (3323)
Roteiro de Filme ou Novela (1064)
Teses / Monologos (2437)
Textos Jurídicos (1962)
Textos Religiosos/Sermões (6250)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Contos-->Chico, tio -- 30/01/2024 - 23:28 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

 

 

 

 

Chico tio

Do Tio Chico, o que sei é que não foi rico. Nascido na Onça, na última década do século XIX, era filho do terceiro casamento de vovô Veluziano, que ainda iria chegar ao seu quinto matrimônio poucos anos depois. Chico começou cedo, na faina de ajudar, em meio à penúria do lugar.

 

Trabalhou na terra natal por algum tempo numa mineração de ingleses mas seu destino, sabia-o desde menino, era embarcar para São Paulo da garoa de das indústrias para lácute; fazer a vida. Mas nem demorou na capital, empregou logo numa estrada de ferro e dali ao porto de Santos foi mais um pulo. Virou estivador, fichado, saco às costas, quanto valor.

 

A irmandade do quinto casamento de vovô, filhos dona Inhana, tinham pelo meio-irmão Chico uma verdeira veneração. Dele é que vinha ajuda substancial para manter o lar velusiano.

 

De um seu raro retorno às Gerais, agora no vizinho povoado de São Gonçalo do Brumado, para onde a família original se mudara e a moçada vinha-se empregando na fácute;brica de tecidos, Chico liquidou as contas pendentes do pai, que jácute; se amarelavam, e tagarelavam, nos armazéns oncenses e brumadenses. E ainda reencontrou amigos de seus tempos de rapaz para o futebol, as conversas, bebida, sinuca.

 

De regresso a Santos, seus anos foram breves. Cartas de um amigo do peito, - descrevê-lo, de que outro jeito? - o Anibal, a familiares davam conta do rácute;pido e inexorácute;vel declínio de sua saúde, só interrompido com o consequente passamento, profundamente sentido da parte do missivista e de sua legião de leitores. Chico deixava uns poucos pertences amarfanhados, inclusive um traje de banho, daqueles comportados, listrados, e uma lembrança imorredoura dos que o conheceram naquela singeleza alourada, uma vida celibatácute;ria à sólida amizade, e à família, dedicada.

 

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 155Exibido 77 vezesFale com o autor