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Cronicas-->Dia da Pátria -- 01/09/2011 - 16:23 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

DIA DA PÁTRIA

Em busca da identidade perdida

As Forças Armadas não deixaram de ser a instituição mais respeitada do país. Vive, no entanto, um momento de busca de uma identidade perdida.

Estão tirando-as dia a dia de seu rumo, enfraquecendo-as e fazendo o povo acreditar que elas são responsáveis por acontecimentos em que os vilões passaram a ser os heróis, e os militares transformaram-se na pior espécie de seres humanos. E haja acusações infundadas, desvirtuamentos de atribuições, desestruturação de seu poder de material bélico, aviltamento salarial da tropa, descontinuidade na formação básica de seu pessoal da reserva.

Quem a vê de fora, a enxerga como uma organização a nível de uma guarda municipal, descaracterizada das suas funções e atributos constitucionais. E é o que realmente acontece quando a vemos desempenhando o papel de polícia, subindo morros e dando blitz em esquinas, numa demonstração clara de usurpação de função. Este papel cabe às polícias estaduais, nunca às FFAA.

O comandante do Exército, general Enzo Peri, em uma de suas alocuções recentes citou orgulhoso que a Força estava neste momento empenhada em cerca de 80 atividades no país e no exterior. Nada mal se voltadas para as suas reais destinações a fins!

Não sou especialista em estratégia militar, atribuição reconhecida por decreto a um ex guerrilheiro, - José Genoino,- só porque o citado senhor fez curso de guerrilha em Cuba, e de repente superou em conhecimentos, oficiais com anos de instrução militar, cursos de altos estudos em escolas Superior de Guerra e Comando. O assessor especial, irremovível da função no Ministério da Defesa, chega a escrever artigos comentando sobre o seu papel na formulação da nova Estratégia Nacional de Defesa. E não se constrange em aplaudir quando um general é exonerado de seu cargo por discordar de atitudes marginais dentro do governo do Partido dos Trabalhadores.

Os donos do poder estão reescrevendo a história, apagando dos livros os episódios cívicos militares que encheram de glórias o povo brasileiro e suas forças militares.

Um site da polícia militar (a ROTA, em São Paulo) por abrigar em suas páginas uma referência ao dia 31 de março de 64, foi alvo da ira da ministra chefe da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário. Essa data já fora proibida de ser lembrada, no inicio deste ano, por unidades militares, em palestras programadas para comemorar o evento. O ex ministro Nelson Jobim baixou a proibição e se jactava depois em uma entrevista: “Consegui que nenhuma solenidade fosse realizada no dia 31 de março!” Agora, à véspera da realização de uma missa encomendada pelos Clubes Militares para reverenciar as almas de militares e civis, vítimas dos terroristas em lutas travadas nos anos 64/74, o atual ministro da Defesa, Celso Amorim, reuniu os comandantes militares e recomendou que militares da ativa estavam impedidos de comparecer ao evento. O próprio capelão militar não pode oficiar a missa. O padre substituto, diante de uma platéia de senhores aposentados, em quantidade que não preenchia todos os lugares dentro da nave da igreja, não pronunciou a homilia tradicional. O silêncio e um medo obsequioso imperou o ato religioso.

Meia dúzia de celerados estão colocando as FFAA de joelhos!

Esse constrangimento é decorrência de uma postura que não está sendo assimilada pela tropa. Alguma coisa paira no ar. Há uma mudança de comportamento na conduta dos chefes militares. Eles passaram a serem menos críticos, aceitam com certa naturalidade as ofensas e, estranhamente, idolatram os opressores. Fenômeno na psicologia conhecido como Síndrome de Estocolmo. Quanto mais apanham, mais ficam dóceis. E se resignam pacificamente com as ofensas, como se estivessem vivendo um estágio absoluto de submissão e perda de auto estima.

O ex presidente da república aproveitou o momento de fraqueza dos militares para induzi-los a crer que fazem parte do sistema, no qual aos amigos é dado tudo, e ao inimigo, a lei. E passou a tratá-los de ‘companheiros’, frisando em uma reunião em Brasília: “Se demorasse mais um tempo no governo, os chamaria de ‘camaradas’!” O mimo calou fundo na alma desses militares, deixando-os mais submissos ao sistema!

Cumprir fielmente uma ordem dada pelo ministro da Defesa transformou-se numa obsessão a ser cumprida, mais do que uma obediência hierárquica. Ninguém pondera, nem quando se nega o direito de reverenciar os feitos da instituição militar. É seguir os novos manuais, aquelas obras primas que são distribuídas nas escolas públicas, recontando a história recente do país, e pronto. Disciplina, é a palavra de ordem!

Quem observa de fora essa postura dita ‘disciplinar’, a entende como um ato de fraqueza moral. Covardia, no linguajar popular!

A instituição enfraquece e vê deteriorar-se o seu material bélico. O moral da tropa cai. Um binômio que foi perseguido pelos donos do poder!

Não se observa mais o chefe militar com a autoridade dos líderes do passado. Vê-se oficial general fazendo o papel de ajudante de ordem carregando mala de ex presidente e bolsa de secretária. Vê-se general chefe do Gabinete de Segurança Institucional ser repreendido e impedido de adentrar no mesmo elevador com a presidente da república. Vêem-se Comandantes Militares serem segregados em palanque separado das autoridades civis, em dia de Parada de Sete de Setembro. (Esta humilhação deverá ser repetida este ano!). Vêm-se as sedes dos Comandos Militares serem transferidas da Esplanada dos Ministérios, por ordem presidencial. “Comando militar não é ministério!” Teria dito o ex presidente da república!

A imprensa publica as injúrias quase que diárias que se lançam contra os militares. E não se tem notícia de que algum militar tenha protestado e revidado às ofensas. Um silêncio tomou conta da alma e coração dos nossos chefes militares. Só omissão e uma vocação desvairada de sair distribuindo insígnias militares para ex terroristas e ex guerrilheiros, criminosos com registros em suas fichas criminais de roubos, seqüestros, assassinatos e atos de terrorismo que resultaram em mortes e feridos. Solenidades festejadas com farta distribuição de taças de champanhe, enquanto os conscritos são dispensados de parte do expediente por falta de alimentação.

O fenômeno incomoda as legiões. Causa revolta e se cria um clima para atos de indisciplina. E aí se pergunta: Não estaria na hora de se buscar um meio de reencontrar a identidade perdida na obscuridade das levezas de um tempo que não se coaduna com o caráter da instituição militar? Fica a pergunta no ar!

O dia 7 de setembro está aí. Um novo grito de independência está entalado na garganta do soldado brasileiro! Ele precisa vir com toda a força, e ser ouvido nos quatro cantos do país!

José Geraldo Pimentel

Rio de Janeiro, 1 de setembro de 2011.

PREOCUPAÇÃO DA TROPA

“Caro Capitão,

Gostaria de saber se haverá solução, ou será que os nossos chefes irão acordar antes do caos, que com certeza será breve nas nossas unidades. É uma pena, estou indo para reserva com muito medo do futuro. Gosto e tenho prazer de ser MILITAR. Mas estou envergonhado.

João Roberto Silva de Araújo.”

http://www.jgpimentel.com.br

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