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Cronicas-->Culta, bela e ultrajada -- 07/11/2011 - 11:01 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

“CULTA, BELA E ULTRAJADA”

 

Aileda de Mattos Oliveira*

(6/11/2011)

 

Não se pode negar que este título seja sugestivo. Há cerca de dez anos, foi assim que o Deputado Aldo Rebelo nomeou o Projeto de Lei, em defesa da Língua Portuguesa, uma das instituições mais caras à soberania do País, responsável pela unidade entre brasileiros de distintas características culturais.

Quem já leu “A última corrida de touros em Salvaterra” (Rebelo da Silva), “A abóbada” (Alexandre Herculano), “O espelho”, ‘A cartomante” (Machado de Assis), entre tantas outras obras, sabem por que ela é culta e bela. Ultrajada está pela intromissão descabida de termos alienígenas, pela preferência de uma parcela considerável de falantes pelo chulo e, agora, destroçada de vez por presidentes que envergonham o País pela ausência total de conhecimento, sequer, de uma simples concordância.

Os exemplos de vandalismo sofrido pelo vernáculo são inúmeros, principalmente com a intervenção do PT na área educacional e a distribuição de livrecos que ensinam (de maneira oposta ao que desejava o Deputado), o “dilmês castiço”, expressão fenomenal do jornalista Augusto Nunes, no seu artigo “Direto ao Ponto”. Essas aberrações nos ‘livros didáticos’ da era lulupetista reproduzem a norma dos dois tacanhos usuários da língua, tornados modelos, pela desvirtuada e comprometida Sociolinguística.

Definindo normas de proteção à língua e opondo-se ao abuso de estrangeirismos, nas ocasiões em que o vernáculo oferecer vocábulos correspondentes, contou este Projeto com a má vontade de muitos, inclusive a de jornalistas, pernósticos ou modernosos, presos aos “Manuais da Redação” de suas empresas. Puseram no mesmo baú diferentes tipos de empréstimos, desconhecendo os motivos por que ocorreram. Pontilham, aqui e ali, nos seus trabalhos, termos ingleses, sinalizando, para seus leitores, grande intimidade com o vocabulário da moda que, para outros, não passa de frivolidade ou vaidade. Talvez, o “para outros” seja a opção correta.

Preferir a rígida expressão coffee break à cheirosa e degustável palavra ‘cafezinho’, que transforma a pausa de uma reunião enfadonha em encontro de amigos, é ser rastaquera em demasia.

Ma o que surpreende neste Projeto é que foi elaborado e defendido por um comunista do PC do B. Torna-se surpreendente por serem os comunistas, pela natureza de sua doutrina de negação de valores, infensos a qualquer ato meritório em defesa de algo relativo à Nação Brasileira. Soma-se a isto, nunca ter lido ou ouvido sobre o envolvimento do Deputado em falcatruas de qualquer natureza, comumente praticadas pelos defensores da igualdade social dentro das suas hostes e das hostes coligadas, pela via do enriquecimento ilícito.

Embora essa aparente postura antípoda a seus correligionários, houve quem contestasse essa aura de beatitude, afirmando que o comunista é fiel à sua doutrina e que o Deputado Rebelo não tardaria a apresentar a verdadeira face da esquerda, quando a oportunidade batesse à sua porta. Bateu e o Deputado a abriu

Ei-la que chega (a oportunidade) e agarra-se a ela o Deputado e faz a sua estreia no Ministério do Esporte, com um pronunciamento em que não faltaram palavras de elogios e de total apoio ao corrupto antecessor, realçando, desse modo, as qualidades de improbidade do ex-ministro.

Certo estava o analista da tipologia esquerzoide. Com a queda da máscara rebeliana e com seu ato público de fé aos desvalores mitificados pela sua doutrina, chega-se à conclusão de que “culta” é a pessoa perita na arte da malversação do dinheiro público; “bela”, a situação de seu patrimônio resultante das trocas de favores, e “ultrajada”, a Nação, pela horda de vândalos ideológicos que a continua assolando e retirando-lhe as entranhas. 

Mostrou-se o Deputado, por inteiro, àqueles que pensavam que podia haver uma exceção dentro do monturo de pensamentos e de ações antibrasileiros, o que vem demonstrar a despersonalização e robotização do comunista pela cega obediência aos mentores de sua linha ideológica. 

 

 (*Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Articulista do Jornal Inconfidência. Membro da Academia Brasileira de Defesa. A opinião expressa é particular da autora.)

 

Obs.: Como ministro dos Esportes, o deputado Aldo Rebelo está no lugar certo, pois só ele entende o que é "ludopédio"... Ironicamente, ele foi empossado no dia de Halloween, cuja festa ele pretendeu riscar do calendário e substituir pelo "Dia do Saci"... Se dependesse do deputado comunista (que fala de Deus!), os brasileiros só utilizariam termos "castiços", nada de estrangeirismos. E nada de copiar datas festivas ou festeiras do Big Brother (EUA). Em Minas Gerais, uma cidadezinha já aderiu à ideia do comunista, onde, neste glorioso Annus Dilmae 1, uma escola se fantasiou no afrodescendentinho de uma perna só (F. Maier).

Em entrevista à Época, Millôr Fernandes fala:

"Escrevi que o Rebelo cometia uma idioletice. Ora, idioleto é um termo técnico para língua individual. Mas ele achou que eu o estava chamando de idiota. Veja bem: eu estava, mas ninguém pode me condenar. Ele me processou e está cobrando R$ 50 mil. Isso é intimidação para os jornalistas." - Cfr.  http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT741449-1666-1,00.html

 

Coletânea de textos
Texto 1
Na página 25 da Veja de 13 de fevereiro de 2008, temos um artigo do Millôr Fernandes chamado “Língua, pra que vos quero?”. Ei-lo abaixo:
LÍNGUA, PRA QUE VOS QUERO?
 
Linguagem. Ainda e sempre.
 
Voltando ao dr. Aldo Rebelo, que outros preferem Rabelo.
Como o senhor é um nobre batalhador pela pureza da língua (se fosse geneticista ou hitlerista proibiria também as moças brancas de transar com escurinhos e os negões de transar com louras burras, e estaria condenada essa execrável miscigenação), lembrei-o de que a mais brasileira das palavras é futebol.
E tem mais, nobre deputado (é nobre ainda, deputado?), futebol talvez seja hoje a mais universal das palavras. Estrangeira em toda parte. Nacional em todo lugar.
E o senhor sabe que, no passado, os aldos rebelos de então, numa tentativa de evitar a introdução no país do termo football, lutaram pra que o esporte se chamasse ludopédio? Ou, melhor ainda, pebolismo? Como o senhor, lingüista emérito, já percebeu, não colou. O esporte, estrangeiríssimo, este, sim, colou. Colou aqui, colou ali, colou até na China. Onde se chama, é verdade,    .

E, o senhor sabe?, sei que sabe, que a posição dos jogadores ou os próprios jogadores pela posição se chamavam goal-keeper (pronunciava-se gol quíper), back, half, center-half, ou forward, center-forward? E que o juiz se chamava não juiz como agora, que pode até se confundir com os do Supremo de frango, mas, veja só, meritíssimo, referee?
Sabe o que aconteceu? Sem nenhum legislador pra ensinar ao povo, o povo tomou a rédea nas mãos – ensinou aos legisladores. Povo tem que ser controlado, como sabemos todos nós do PCB.
Por isso temos hoje o goleiro, o zagueiro, o meio-de-campo, o avante e por aí vai. E referee passou a se chamar juiz. Não é estranho? Tudo isso sem legislação.
Porém, se não é estranho, é muito curioso, mas ninguém repara. Os times se chamavam, como ainda se chama o meu glorioso Fluminense, Fluminense Futebol Clube. Em nossa língua deveria se chamar não Futebol Clube mas Clube de Futebol. O adjetivo antecedendo o substantivo é puro anglicismo. Mas não é natural, doutor? O esporte bretão (era chamado assim, meritíssimo), como o nome indica, vinha da Inglaterra.
Quanto ao córner virar escanteio, sou contra. Corner era muito melhor.
Como diria o Jânio (Quadros): "Que língua, a nossa!".

Fonte: http://linguagensriachuelo.blogspot.com/2011/05/proposta-n-08.html

 

Aldo Rebelo quer instituir o 'Dia do Saci'

31 de outubro de 2011 | 19h 21
 
DENISE MADUEÑO E VERA ROSA - Agência Estado

A posse do ministro do Esporte hoje poderia ser uma comemoração dupla para o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), se o projeto de sua autoria apresentado na Câmara, em 2003, tivesse virado lei. No gosto de Aldo, no dia 31 de outubro seria comemorado o Dia do Saci. Sem esse mote nacionalista, o novo ministro foi empossado no Halloween, em plena caça às bruxas nos Esportes, por conta das denúncias de desvio de dinheiro público nos convênios com organizações não-governamentais (ONGs).

O projeto de Aldo propunha o resgate de lendas da cultura popular brasileira em contraponto à data comemorativa do Dia das Bruxas nos Estados Unidos e em outros países anglo-saxões, comemorado hoje. Aldo apresentou o projeto entusiasmado com o pedido da Sociedade dos Observadores de Saci (Sosaci), um grupo criado em São Luiz do Paraitinga (SP) por apaixonados por sacis.

"O Saci é reconhecido como uma força da resistência cultural à invasão dos x-men, dos pokemons, os raloins e os jogos de guerra. A escolha do dia 31 de outubro, que tem sido imposto comercial e progressivamente aos brasileiros como o Dia das Bruxas ou o Dia do Halloween, não dizendo absolutamente nada sobre o nosso imaginário popular cultural, como o Dia do Saci, é assim estratégica, proposital, simbólica", argumenta o deputado no projeto.

A proposta, além de instituir o Dia do Saci, estabelecia ao poder público o apoio e a promoção de iniciativas, programas e atividades culturais para contribuir com a celebração do folclore brasileiro, por meio do Saci e de seus amigos, como Iara, Curupira e Boitatá.

Ainda sem ter concluída a tramitação nas comissões da Câmara, o projeto foi arquivado em 31 de janeiro de 2007, quando houve a mudança de mandato e, de acordo com o regimento, a maior parte dos projetos segue para a gaveta.

Hoje, na cerimônia de posse, Aldo fez referência à data. "Hoje é o Dia do Saci, mascote do Internacional de Porto Alegre", disse ele, numa alusão ao popular time de futebol gaúcho.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aldo-rebelo-quer-instituir-o-dia-do-saci,793000,0.htm

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