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Cronicas-->Quando a mente apodrece -- 29/11/2011 - 13:54 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

QUANDO A MENTE APODRECE

 



Lourinaldo Teles Bezerra




O que leva um intelectual, com capacidade cognitiva superior ao vivente comum, com vastos conhecimentos da vida, passando por todos os estágios necessários à formação de um adulto, de um professor, um escritor e, finalmente de um Presidente da República, a acreditar que a descriminalização das drogas será a solução para o tráfico e o consumo caírem no Brasil?


Depois do fracasso dessa experiência na Holanda, com o tráfico de drogas completamente direcionado para aquele país após a liberação total do consumo, não se concebe como a mesma insana experiência daria certo no Brasil mesmo tendo sido um fracasso num país de primeiro mundo onde as pessoas são muito mais esclarecidas e onde a compreensão sobre o problema se dá com muito mais consciência do que, por exemplo, nas favelas das capitais brasileiras onde o nível de escolaridade é um dos piores do mundo.


Continuar defendendo tal tese é pensar que a sociedade é completamente burra e que apenas o cidadão Fernando Henrique Cardozo consegue raciocinar com tal lógica que ninguém mais percebe o que ele percebe. 


Como exemplo de sucesso, ele não é capaz de apresentar um só lugar onde isso deu certo no mundo. Então, raciocinando com lógica mediana chega-se a uma conclusão bastante razoável: isso não tem fundamento!


Senão vejamos.


Digamos que as drogas sejam totalmente liberadas no Brasil e que a polícia não mais poderá agir contra o tráfico, prendendo os traficantes e toda a sua rede de distribuição. Que os usuários possam comprar drogas até em farmácias e drogarias, assim como em supermercados, até mesmo em bares, padarias e bancas de jornais. Que as conseqüências desse consumo liberado não sejam mais criminalizadas, tais como dirigir drogado (veja-se que os crimes cometidos por bêbados ao volante já se tornaram comuns e em grande quantidade, infelizmente) que seria uma tragédia nacional. As tragédias seriam muito maiores do que as que existem hoje. Conviver-se com drogados no meio das ruas seria muito desagradável além de proporcionar o cometimento de crimes variados. 


Imagine-se o convívio de nossas crianças com pessoas consumidoras de drogas em qualquer lugar aonde elas vão, como nas escolas, shoppings, etc. 


Se as drogas forem liberadas, quem quiser se drogar não encontrará objeção em lugar algum, logo e lógico, uma autoridade policial poderá usar drogas em serviço assim como elas fazem com cigarros comuns. 


Se um religioso quiser se drogar ninguém poderá impedi-lo de fazê-lo; ele é quem será seu juiz e seu jurado. Mas, será muito interessante assistir-se a um culto religioso ou a uma missa com um ministro ou um padre cheio de marijuana na cabeça.
Um médico cirurgião comandar uma cirurgia após ter se drogado com cocaína ou êxctase. Um pelotão inteiro de soldados do Exército empunhando seus fuzis depois de ter cheirado adoidado carreirinhas de cocaína e entrar em combate. Um piloto comercial pilotar seu Air Bus completamente doidão de tanta maconha.
 
Seria muito mais interessante e proveitoso se Fernando Henrique Cardozo se ocupasse daquilo em que ele é especialista, ou seja, de política e literatura. Deixe a missão de combate às drogas com os verdadeiros especialistas. O amadorismo não pode substituir o profissionalismo em lugar nenhum do planeta sem um tremendo prejuízo para o fim a que se propõe. Não se projeta um automóvel através de conhecimentos amadorísticos. Não se monta um negócio baseado em conhecimentos apenas teóricos, desprovido da essencial prática de negociar. Na atividade policial as coisas são assim também, a teoria exige a prática como parceira para atuarem corretamente e desvendar ou impedir a pratica criminosa. Sem conhecimentos e prática ninguém conseguirá realizar coisa alguma que dê bons resultados. 


Não permitiremos que o Brasil se torne um laboratório para experimentação de teorias oníricas criadas por alguém que, como um político, foi um fracasso total no combate à criminalidade. Aliás, parece que Fernando Henrique Cardozo sente uma compaixão desmesurada por quem vive de cometer crimes. Por ele, a descriminalização seria total em todas as áreas onde o ilícito existisse. O Código de Processo Penal deixaria de existir e tudo seria permitido. O Brasil estaria perdido por inteiro.


Foi no seu governo que a progressão de pena foi adotada para os crimes hediondos. Foi um seu ministro da Justiça que mandou uma força tarefa ir buscar Fernandinho Beira-mar na Colômbia, quando ele já estava em vias de ser enviado preso aos Estados Unidos para ser processado e condenado por lá. José Gregori foi esse agente nacionalizador do traficante em tela. Ao trazer o criminoso para solo brasileiro transformou-o em celebridade e o mesmo passou a passear de Estado por Estado em busca de uma melhor acomodação para que ele pudesse cumprir sua pena em casa e não num país estranho. Afinal, disse ele: -"Brasileiro deve cumprir pena no Brasil." e à custa dos nossos impostos, digo eu. 


Com apenas esses dois exemplos da capacidade de Fernando Henrique Cardozo em transformar o crime em uma coisa "pacífica," teremos um perfil bastante aproximado de sua personalidade e de sua benevolência para com o delito, seja de que tipo for, mas principalmente se for em relação às drogas.


Ele também teceu comentários condenando a ação policial que desalojou os maconheiros e desordeiros da USP, classificando aquela necessária ação como uma coisa descabida e selvagem. Para ele, dever-se-ia enfrentar os baderneiros com flores, beijos e muita humilhação por parte da força policial. Chega-se quase à conclusão que, em sua mente, os verdadeiros criminosos são os agentes da Lei e não os criminosos depredadores de bens públicos. Em sua doentia e perversa concepção o Estado não pode intervir num campus de universidade. Aquilo é um lugar sagrado para que desordeiros possam exercer "seu direito de desrespeitar as leis" com o beneplácito do Governador e dos contribuintes, já que a USP é uma entidade pública.


Parece-me, que Fernando Henrique Cardozo sofre de algo parecido com senilidade. O que é pior é que, por onde ele passou, durante seu período de "ferias forçadas" pelo Regime Militar, nunca encontrou um só país onde o crime não fosse combatido com o devido rigor. Na França, onde ele estimulou os estudantes ao enfrentamento com a polícia, em 1968, as regras não são tão frouxas como aqui. No Chile, de Salvador Allende, as coisas nunca foram diferentes. Na Inglaterra, idem. O que me intriga é: onde ele foi buscar sua teoria? Só pode ser de sua própria imaginação doentia, de sua mente apodrecida.
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