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Cronicas-->Luto na alma -- 14/02/2012 - 12:24 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

LUTO NA ALMA

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino

 

Estou de luto, pela tristeza profunda causada pela morte do genro querido em 31 de dezembro passado, dura e irreparável perda para minha filha, seus filhos e todos nós, que tanto o amávamos! Mas estou de luto, também, pela destruição corrente e acelerada do nosso País, sem que alguém se apresente, para  reagir com eficácia.

Executivo, legislativo e judiciário, os pilares políticos de uma democracia, estão completamente comprometidos entre nós, mortalmente infiltrados pela corrupção que em seu seio se espraia como câncer maldito, à luz do sol, sem qualquer pudor, vergonha ou remorso de seus cada vez mais numerosos praticantes. Pelo contrário, felizes, cevados e satisfeitos, os desviadores de recursos públicos, hoje apelidados de meros “praticantes de malfeitos” e adrede absolvidos de todas as culpas e considerados e aplaudidos pelos donos do poder, continuam na crista da onda, com grande influência política e econômica e gozando, tranqüilamente, do produto infame  da rapinagem, do butim e das falcatruas cometidos.

Além do mais, a incrível corrupção que nos assola e esmaga vem sendo utilizada como “arma política”, justamente para desmoralizar o regime democrático e para induzir, no povo, a convicção de que ele deva ser substituído por outro, necessariamente totalitário e de cunho esquerdista radical, de acordo com a inclinação e fidelidade públicas e sempre reafirmadas, por gestos e atitudes, dos senhores atuais do Brasil. A propaganda esquerdizóide, amplamente difundida e apoiada em mentiras e promessas vazias, tem encontrado grande aceitação na maioria do povo, de propósito mantido na ignorância, na incultura, para mais facilmente ser manipulado e assegurar a perpetuação no poder dos algozes da nação.

O uso perverso dos meios e recursos de comunicação ainda mais contribui para a alienação e o abastardamento da opinião pública e o rebaixamento do seu nível e das exigências ético-morais. Basta citar o conteúdo amplamente difundido do lixo tipo “Big Brother Brasil”, novelas e programas televisivos e radiofônicos de grande popularidade, revistas, jornais e tablóides que só exploram futilidades, pornografia e ignorância. A tudo isso, somando-se o mau exemplo, conhecido e reconhecido, de governantes, legisladores, magistrados, pessoas públicas notórias, empresários, de generalizada circulação na mídia, elementos que se fazem adorados, invejados e endeusados por seguidores e admiradores cada vez mais abundantes em números, desprovidos de qualquer senso moral crítico e só interessados em seguirem-lhes os passos, onde e quando possível, para darem-se bem!

A permissividade e a perversão assimiladas pelo público, graças à “escola do mal” que diuturnamente freqüenta e de onde extrai “lições” rotas e tortuosas para a vida, tornam cada vez mais difícil a vida dos justos e dos bons, enganados e explorados em todos os aspectos e transações do existir quotidiano pelos “espertos“ e sem caráter. Quem é honesto, cumpridor dos deveres e obrigações, sério, respeitador da lei, do semelhante e dos seus direitos, está sempre sujeito a ser “passado para trás” e, o  que é pior, sem ter a quem apelar, tamanhos a demora, o custo e a injustiça comprovados da “Justiça”!

A última punhalada em meu velho coração militar, tive-a na recente greve da Polícia Militar da Bahia, que se havia amotinado em busca de melhores salários. Nos meus tempos de Aspirante, na Escola Naval, aprendi, e pratiquei, por toda a vida, os Princípios de que “O primeiro dever do Chefe Militar é o cumprimento da Missão; o segundo, que só perde em importância para o primeiro, é a obrigação para com os comandados”.

Premidos pelos ditames básicos e fundamentais de  hierarquia e disciplina, os militares e assemelhados (policiais e bombeiros militares) não se podem manifestar publicamente em defesa dos seus direitos e interesses, mas necessitam  e têm que esperar e confiar que os Chefes e Comandantes, que são os responsáveis por disciplina, aparelhamento, aprestamento,  operacionalidade, eficácia, eficiência, cumprimento dos deveres e obrigações das forças sob seu comando e  bem-estar da tropa, o façam. Não podem, nem devem os de alta hierarquia quedar mudos e indiferentes à sorte e às agruras dos comandados, máxime numa situação como a brasileira atual, antiga de muitos anos (desde 1990), em que o Estado tem sido padrasto dos militares, relegando-os deliberadamente, há longo tempo, a uma situação de .deserdados nas sucessivas atualizações salariais processadas, tão pródigas para tantas outras categoriais funcionais, pagas pelo mesmo erário, porque favoritas dos sucessivos governos e importantes para os seus desígnios! De acordo com a imprensa, não são incomuns super-salários de R$25.000,00 (bem maior que o percebido por oficial-general de quatro estrelas, no topo da carreira), R$ 30.000,00, R$ 50.000,00, R$ 100.000,00, até de centenas de milhares de reais ao mês, pagos pelos cofres públicos!

Certa ocasião, em 22 de  abril de 1992, na primeira reunião dos Três Poderes da República para tratar do assunto, como Vice-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e lutando, como era do meu dever funcional, pela isonomia de remuneração no serviço público, ante a informação de que o governo não tinha recursos para remunerar adequadamente os militares e os civis do Executivo pertencentes ao Plano de Classificação de Cargos, propus que a máxima remuneração a ser paga pelo Estado fosse a percebida pelos Oficiais-Generais de quatro estrelas, porque, mercê de Deus, nunca nos havíamos locupletado da Nação, nem mesmo no período dos chamados “governos militares”. Acrescentei que, se necessidade de sacrifício havia, que todos os que servissem ao Estado, indistintamente, o fizessem!

Diante da gravíssima situação vivida no passado recente e nos tempos correntes  pelo Brasil, com todas as perceptíveis e visíveis  ameaças que sobre ele pairam em todas as Expressões do Poder Nacional, agem as Forças Armadas, cada vez mais, como o “Grande Mudo”, apenas observando o e assistindo ao desenrolar dos fatos. Mas houve o acréscimo tenebroso de uma grande nota dissonante diante de tudo o que sou, fui e aprendi na longa carreira dedicada à garantia das instituições e à defesa  da Pátria,, que me feriu mortalmente o coração de militar encanecido no serviço da nossa Terra Amada e apaixonado pelo Brasil. A inaceitável confraternização, o forte, amistoso, emocionado e demorado abraço entre o general encarregado de restabelecer a ordem, na Bahia, e o policial militar amotinado e entrincheirado na Assembléia Legislativa invadida, rosto escondido por um pano,  a exemplo do modelo seguido pelos marginais. O Brasil todo viu a insólita cena, mostrada pelos meios de comunicação, à saciedade.

Eu também, e muito sofri. E me perguntei: O QUE SERÀ DA LEI E DA ORDEM? O QUE SERÀ DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA? O QUE SERÀ DO FUTURO DAS FORÇAS ARMADAS? O QUE SERÀ DA MINHA PÀTRIA QUERIDA? 

Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2012

 

PS. Por seu gesto aqui focalizado, segundo a imprensa, o general do abraço, antigo encarregado da segurança do Presidente Lula por oito anos, função em que teria sido aquinhoado com suas duas promoções no generalato, teria sido alvo de indicação para “Cidadão Baiano”, por iniciativa de deputado local, além de haver sido comparado a Caxias, o Pacificador, por professor da UFBA e juiz de Direito!!!

Igualmente, está em andamento projeto governamental, a ser gerido e coordenado pelo Ministério da Defesa, visando à reformulação da orientação do ensino nas Escolas e centros de formação das Forças Armadas. Estarão sendo programadas as bases para mudança radical na mentalidade, visão de vida e conceitos fundamentais dos futuros integrantes do estamento militar, numa ruptura com os valores, crenças, convicções e motivações do passado, da História e de sempre, para substituí-los por outros, consentâneos com a visão “revolucionária” vermelha e destinados a permitir ou facilitar o advento das Forças Armadas Bolivarianas ou do Exército Popular de Libertação do Brasil?  

São estes os tempos em que vivemos...

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