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Cronicas-->A incompetência e a corrupção -- 20/07/2012 - 09:15 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Monitor Digital

OPINIÃO

A INCOMPETÊNCIA E A CORRUPÇÃO

19/07/2012 - 18:11:55

Trata-se da questão antiga que já ocupou as mentes privilegiadas de Voltaire e
Rousseau: se o progresso da ciência, do conhecimento, contribui para reduzir a
corrupção ou purificação dos costumes e, ao contrário, se a incompetência é fator
importante a impulsionar a corrupção?

Por definição, o incompetente é o sem competência, inábil e, no limite, sem
idoneidade. O corrupto é o suscetível à corrupção, podre, estragado, infectado,
devasso, depravado, errado, viciado. Tudo indica que o sem idoneidade, o
despreparado é o mais sensível àquele que suborna, subornador, o corrompedor.
Sendo verdadeira a premissa, parece-me possível extrair a primeira conclusão: por
enquanto: não há crise econômica no Brasil; o que há é excesso de incompetência,
permitindo, como facilitadora, a corrupção desenfreada.

Como explicar a sucessão de escândalos que, diariamente, impacta a mídia? O
sistema? Os poderes? As características do povo? Ou da elite? São muitas as
indagações e respostas. Mas, pelo menos uma resposta pode ser identificada no
texto que se segue.

"Observei que o Governo Federal tem a maior concentração de incompetência por
metro quadrado. Os servidores do segundo escalão adoram ministro novo, porque
fazem dele o que bem entendem. Enganam, dão informações truncadas, assessoram
mal, com honrosas exceções, que são honrosas precisamente por serem exceções.
Nossos costumes políticos contribuem para isso. O Poder Executivo nomeia ministros
que nada entendem da matéria da pasta que assumem. Basta ser deputado ou
senador ou ter sido candidato derrotado para ocupar, como se fosse curinga em carta
de baralho."

Não é um ingênuo quem diz isso, e muito menos inexperiente. O texto é da lavra de
Saulo Ramos em 2007. Com base na premissa e nos preenchimento dos ministérios,
pergunta-se: quem no Governo Dilma tem experiência da pasta que ocupa? Quem se
imagina pode aprender ou pensa que aprende? A maior parte dos ministros é de
quem entende ou de quem não entende da pasta?

A história parece ser antiga mas talvez nunca tenha sido tão profunda como nos
últimos três governos, "oferecendo um espetáculo deprimente e longo de barganhas,
toma lá dá cá, troca-troca, às escâncaras sob a falsa desculpa de composição
política." O que se pode esperar de um Ministério do Planejamento, da Ciência e
Tecnologia, da Saúde, da Fazenda, do Ministério das Minas e Energia, do
Desenvolvimento com os "experts" que estão por lá? Administrar, sem entender,
recursos fabulosos do orçamento e da administração indireta vinculados a obras e
serviços.

Por esta razão não é de espantar a situação das obras do PAC, atrasadas,
semiparalisadas e com "claims" atrás de "claims". Um bom exemplo, que não se
limita, são os dez lotes da transposição do São Francisco, em que apenas os dois
lotes executados pela Engenharia do Exército foram entregues, e os outros, por pura
incompetência de quem deveria controlar, persistem com impasses, com a
empreiteirada já tendo faturado alto e informando que o orçamento remanescente não
é suficiente para implementar as obras, e pedem mais e mais dinheiro para poder
"tocar" os empreendimentos.

Esta é uma situação generalizada com a Delta ou sem a Delta. E o estrategista da
Secretaria de Assuntos Estratégicos? Ainda bem que esta secretaria lida com pouco
dinheiro. Afinal, dos 38 ministros, quais efetivamente têm perfil para a pasta que
ocupa? Será por esta razão que dizem que a presidenta gosta de despachar com os
secretários executivos?

O fato é que a perspectiva é grave e não nos parece que seja de fácil solução. Será
que os políticos não percebem que este cenário não pode perdurar por muito tempo?
Será que por serem a vanguarda do atraso, não se sensibilizaram que os tempos, em
época de redes sociais, são outros? E os votos nulos? Até quando a nação perplexa
será capaz de assistir, inerte, a isto tudo? Se, pelo menos, os mais de 20 mil cargos
tivessem sido preenchidos adequadamente, ainda haveria probabilidade de "arrumar
a casa"!

É hora de constatar que a confusão do quadro político, o esgarçamento do tecido
social assumirão proporções assustadoras se o país, no campo econômico, persistir
patinando. Um verdadeiro brasileiro, a esta altura, tem medo. O medo do beco sem
saída. O medo de quem deseja um Brasil íntegro e não vê aonde tudo isto pode
desembocar. O monstro do desconhecido, o imprevisível se afigurando apocalíptico,
nos espreita. Políticos, ajam enquanto é tempo. Será que vocês não têm medo?
Não é de se descartar que, após as eleições, resolvidas as presidências das Casas
do Legislativo, as autoridades constituídas do Executivo, vislumbrando os estertores,
promovam uma reforma ministerial que contemple, inclusive, redução de número de
pastas.

É preciso, no entanto, não buscar a reforma da maneira que Collor tentou fazer -
como alternativa para evitar o impeachment que fulminantemente o abalroaria e,
muito menos, parafraseando Millor, em vez de colocar ministros persista a promover
apenas a mudança de cúmplices.

Presidenta, acabe com a incompetência que Vossa Excelência derrotará a corrupção.
É tempo de agir!

 

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