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Cronicas-->Há males que vêm para o bem! -- 16/10/2012 - 14:24 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Há males que vêm para o bem!

José Geraldo Pimentel (*)

Esta máxima tem funcionado como um caminho para a minha proteção. Semana passada, por exemplo, ao comparecer à vistoria no DETRAN, cai na exigência de troca dos quatro pneus. O step nunca tinha usado. A inspeção no motor passou com louvor.

- Deixo por aqui a inspeção. As guias indicam que os pneus precisam ser substituídos. Não se trata de sacanagem. E me mostrou como era realizada a inspeção dos pneus.

Deixei o DETRAN arrasado, porque não tinha condições de arcar com a troca dos quatro pneus. Mas fui à luta atrás dos pneus novos. Encontrando-os a preços razoáveis de uma marca pouco conhecida, mas rigorosamente dentro das especificações.

Na oficina indicada pelo fornecedor dos pneus, no Meyer, pedi para ser feita a substituição dos pneus, seguindo-se o balanceamento e... Surgiram os primeiros problemas. Pastilhas de freio totalmente gastas, discos precisando de troca, e calços no sistema de amortecimento das rodas dianteiras. Na hora do alinhamento da direção surgiu a necessidade da troca de duas peças na barra de direção e colocação no lugar do pneu dianteiro direito que recuara alguns centímetros em consequência de ter caído em algum buraco na estrada. Mandei seguir em frente. Aí surgiu a inspeção das correias, ressecadas, que precisavam ser substituídas... E as explicações que causariam se arrebentassem. Troca de duas correias e respectivos esticadores.

Sai da concessionária de pneus com o carro zerado e uma conta de R$ 1.200,00 para pagar, que foi parcelada em seis vezes no cartão de crédito. Os quatro pneus já tinham me levado R$ 919,60, parcelados em quatro vezes. E mais a geral no posto de gasolina. Lavagem e troca de óleo do Carter resultou em uma conta de R$ 128,00. Sem contar as gorjetas, que quase sempre procuro ser generoso. Mas fiquei grato ao técnico do DETRAN que me obrigara trocar os pneus, e, por conseguinte, ter descoberto uma série de problemas no carro que poderiam resultar em ficar na estrada, quer por pane no veículo, ou acidente por falta de freio.

Na volta ao DETRAN cheguei com vinte minutos de atraso, que só foi contornado com ida ao chefe do setor de vistoria, que me recebeu de maneira cordial, e carimbou a autorização, permitindo que fosse feita a complementação da vistoria. Não precisei entrar em uma longa fila que apontava em minha direção.

- Entra atrás daquela moto.

Atenderam-me antes da moto.

Com o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo nas mãos, não resisti e dei um ‘selinho’ no documento. Estava sanado mais um problema na vida atribulada de um capitão do Exército, que por sua pobre condição de ser, é, às vezes, chamado pela esposa de cabo ‘véio’! Um cabo ‘véio’ que anda aos saltos igual à pipoca na panela, lutando para conseguir fechar o mês.

O custo de vida disparou. A quantia que entrego à esposa semanalmente, já não está sendo suficiente. Resultado que este mês a privei de sua pequena mesada; aquela merreca que tanto fazem os seus olhos brilharem e correr para as lojas de departamento atrás de pechinchas.

Minha doce e paciente mulher não anda tão feliz assim. Pior que terá que esperar até o pagamento de março, creditado na conta no inicio de abril. Um reajuste de míseros R$ 9,2 % que não irá cobrir os juros do cheque especial, das prestações dos empréstimos consignado e CDB. Tudo isso sem usufruir a última parcela do décimo terceiro salário que será subtraída dos vencimentos tão logo for depositados na conta corrente.

Não está fácil ser milico nos dias atuais. No meu tempo de caserna à essa altura já estaria embrenhado num bico, fazendo manutenção de televisores nos horários fora do expediente. Atualmente não tenho disposição física e nem paciência para consertar coisa alguma. Quando muito troco uma lâmpada! Ou a resistência de um chuveiro!

Mas têm companheiros que estão vivendo num paraíso tropical. Um deles diz no seu blog: “Dilma concede aumento em dobro para os militares. Civis levaram 15% e os militares 30%. Confiamos em ti, Dilma Roussef!” A pouca vergonha mora na alma deste internauta.

Vou apertar mais um pouco o cinto e ver se sobrevivo até o mês de março de 2013.

(*) José Geraldo Pimentel - Cap Ref EB

Rio de Janeiro, 16 de outubro de 2012.

 

http://www.jgpimentel.com.br

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