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Cordel-->Cordel de um amor sem fim -- 01/07/2002 - 14:45 (Walquíria R. S. Guimarães) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Pantanais, Matas, Rios
Grandes Campos, mares bravios
Testemunharam esse amor
Todo o drama, toda a dor
Da sereia em seu rochedo
Escondendo seu segredo
E do homem que voava
Para encontrar a amada:
Uma sereia encantada
Que a outro se entregava

Serão para sempre amantes
Sem nunca o terem sido
Pois como pode a sereia
Que vive em mares distantes
Sair do seu banco de areia?

Disse a sereia:

No fundo da minha pele
Guardo seu cheiro e textura
Como a flor dentro do livro
Que esmaece, mas perdura
Olha só, meu caro amigo
Escuta o que eu te digo:
esse amor foi uma lou-cura!

Você me ensinou a leveza
Da cigarra quando canta
Sem pensar no outro dia...
Desse amor, fica a certeza
De que ainda me encanta
O esplendor da alegria

Na cidade azul-carmim
Tem violência e calor
Mas tem o quarteto Jobim
Que encheu meus ouvidos de amor!

Disse o homem que voava:

Você me levou ao delírio,
Minha sereia encantada
Nosso amor foi um martírio
De tanto que eu te chamava
Ponha pra fora os pudores
Deixe sair todo o grito
Não pense mais nas dores
Senão eu fico aflito!
Sou capaz de te amar
Sem mesmo me preocupar
Com o que vem amanhã
Ouça a canção do Titã...

Mas o medo da sereia
Não deixou o amor fluir
Como o vento na areia;
Represado o sentimento
Fez,naquele exato momento,
O homem que voava sumir

Nunca mais se ouviu falar
Da sereia no rochedo
Nem do homem voador
Mas hoje trago em segredo
O desfecho desse amor:
A sereia virou flor
E o homem...beija-flor!

1/7/2002

Dedico esse cordel ao homem azul
























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