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Cronicas-->A compoteira -- 05/09/2013 - 04:04 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
No mais das vezes vazia é que ela vivia, mas como a imaginação da gente enchia: tali

sobre a mesa dona compoteira, essa ilustre e solteira companheira.

Fazia parte duma geração de assemelhados que prossivelmente foram presentes de

bodas de meus pais, ou aquisições iniciais, para melhor compor o matrimónio, e o

guarda-louça: dois conjuntos de licoreira, uma azulada, angular, outra mais rotunda,

meio rosée, garrafas feito galinhas com os seis calicizinhos feito pintainhos, à volta

de cada uma; havia também o buiãozinho, com sua tampinha, solitário, mas que

gracinha, quase um sacrário.

A compoteira, no entanto, é a que mais paixão sugeria, delicadezas a riviria, ainda que

vazia. Feita feito um cálice bem aberto, azulado, cristal, ou vidro decerto, mas o nome,

o formato, que deleitoso prato. Rara a vez que parava ali um cacho de uva, que vinha

do quintal, ou umas maçãs argentinas, daquelas perfumadas manzanas de rio negro,

tanta era a cobiça da criançada à sua volta. Mas a compota de frutas, a delícia das

delícias, quase nunca mamãe tinha tempo ou como fazê-la - e também, para quê se o

quintal, pródigo, insistia em produzir tanta fruta fresca, uma compota, que coisa mais

idiota. Ou só lorota?
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