Usina de Letras
Usina de Letras
78 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 60345 )

Cartas ( 21288)

Contos (13386)

Cordel (10358)

Cronicas (22276)

Discursos (3193)

Ensaios - (9712)

Erótico (13520)

Frases (48231)

Humor (19546)

Infantil (4823)

Infanto Juvenil (4173)

Letras de Música (5497)

Peça de Teatro (1345)

Poesias (139333)

Redação (3115)

Roteiro de Filme ou Novela (1062)

Teses / Monologos (2437)

Textos Jurídicos (1949)

Textos Religiosos/Sermões (5807)

LEGENDAS

( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )

( ! )- Texto com Comentários

 

Nota Legal

Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Cartas-->SENHOR: -- 05/01/2007 - 23:49 (ARY CARLOS MOURA CARDOSO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Senhor:

Sei bem que tu sabes: estou profundamente triste. Perdoa-me, Pai, estou mesmo zangado. Não sou católico, todavia, aquele Padre Leo me cativou, ele foi um fenômeno. Inteligência, coragem e sabedoria, sem dúvida, eram três de suas grandes virtudes.

Ouvir Padre Leo significava exercermos nossa vocação maior, enquanto cristãos, qual seja a de adentrarmos em experiências de transcendências salutares, celestiais, indeléveis. Como era extraordinário atentarmos para seus sermões! Ríamos, chorávamos, mas tudo sob a batuta do Espírito Santo, tudo tendo um denominador comum: aprendermos o caminho da santidade deveras libertadora.

Eu sei, Senhor, que o salmista garante: “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos”. No entanto, dói, dói muito, é angustiante que um sacerdote desta envergadura tenha se calado de vez. Eu não hesito em dizer: Padre Leo é um só, ninguém o substituirá, ninguém. Não é idolatria, é amor, é reconhecimento, é verdade.

Eu não quero ser atrevido, mas confesso que teus mistérios, que teus desígnios, às vezes, como agora, me deixam um pouco confuso. Ele era ainda tão jovem! Perdoa-me, Senhor, como disse, estou machucado, sinto saudades.

Sabes como o procurava na televisão a fim de beber em sua fonte e sabes também como me senti e fiquei ao saber que ele estava com câncer. É duro, meu Pai, é quase incompreensível. Apesar de tudo, Paizinho, seja feita a tua soberana vontade. Sei bem de minha pequenez, do meu lugar. Um dia, assim creio, entenderemos verdadeiramente tua lógica, as tuas razões. Que Deus seja louvado!


Ary Carlos Moura Cardoso.




Comentarios
Perfil do AutorSeguidores: 2Exibido 1089 vezesFale com o autor