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Contos-->O Amor e a Chuva -- 01/10/2001 - 01:29 (A. AAA) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Já observou quando dormimos, meio que cansados em uma tarde de sol, e depois se acorda já com o tempo nublado? Com certeza é uma boa sensaçao, dormir com o desconforto solar e acordar com o frescor dos dias acinzentados.
Tinha tido sonhos ousados e confusos, e ao acordar, aquele bom humor, raro e inabalável fluia em suas veias. Levantou-se com um sorriso no rosto, espreguiçou - se bocejando e pela janela do quarto olhou as nuvens quase negras e o vento que varria a poeira e as folhas do chão. Os passáros estavam a se esconder nos telhados das casas vizinhas, enquanto as primeiras gotas grossas caíam aos poucos como no início de uma chuva pesada. Estava a sentir o vento bater em seu corpo descamisado,ao mesmo tempo penteando seus cabelos. Queria ficar ali até que a chuva começasse de vez, mas sua meditação e seus pensamentos levianos foram quebrados com o toque do telefone.
Dirigiu - se ao telefone que ficava ao lado da cama, e nas melhores das vozes, atendeu pacientemente ao segundo toque dizendo:
-Alô?
-Amor? - disse uma voz feminina do outro lado da linha.
-Ana? - Um sorriso branco brotara de seu rosto - De onde você está falando?
-Estou aqui na praça das trutas, venha aqui, quero te ver.
Ana era uma conhecida de poucos meses, que o seduzira e encantara seu coraçao, e com o passar do tempo, tomara de vez seu amor para ela.
-Acho que vai chover, aqui perto de casa já caí as primeiras gotas...
-Venha logo, traga um guarda-chuvas, arrume um jeito, sei lá, mas venha, mesmo que molhado.
Lembrando se da beleza rara e infinita de Ana, não quis negar de forma alguma. Queria beija-la sempre que pudesse. Ela sempre o atraía, para qualquer lugar que fosse. Seu corpo de medidas certas, seu início de juventude, e seu acentuado carisma deixava Pedro desnorteado. Para ele era como se possuísse uma jóia cara e única, o qual todos queriam, mas não podiam.
Sem exitar respondeu:
-Em menos de 20 minutos estarei aí.
Despediram se carinhosamente e com certa ansiedade.
Quase vinte minutos depois, estava lá, ele na praça, e ao longe, via - se uma beldade imensurável. Seu coraçao palpitava fortemente como todas as vezes que a via.
A chuva havia caído um pouco momentos antes, mas ameaçava era cair de vez mais tarde. O vento estava cada vez mais forte, e com ele, vinha um frio gostoso e suportável.
-ANA! - Gritou ele
Ela olhou para onde veio o grito, e vendo Pedro, ascenou com uma mão e veio rapidamente em sua direçao.
Pedro admirava a cada passo que ela dava, parecia, contemplar a si e a Deus por lhe ter dado tão desejado amor.
Ela se aproximava a cada passo, e Pedro abriu um largo sorriso, com brilho nos olhos e ansiedade no peito. Ana estendeu-lhe as mãos, Pedro as pegou, e beijou lhe os lábios com tamanha voracidade e desejo, como se sua vida dependesse disto para continuar.
Enquanto os dois beijavam se, as gotas já deslizavam do céu ao encontro do chão. A chuva era forte e ameaçava ficar assim por bom tempo. Ana parou de beijar, e olhando para Pedro disse:
-Vamos nos abrigar da chuva.
Pedro em um gesto inesperado puxou - a de novo ao encontro de seu corpo, e os dois voltaram a se beijar mais ardentemente, enquanto a chuva forte molhava suas roupas. Os trovões zumbiam e a suas luzes iluminavam por segundos os corpos dos dois apaixonados. Quanto mais se molhavam mais intenso e fugas eram seus beijos. Aquela água límpida e fria da chuva era insuficiente para brandar o fogo da paixão que os unia cada vez mais.

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