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Cronicas-->Os shopping centers e os rolezinhos -- 23/01/2014 - 15:53 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

 

Quando políticos como Dilma Rousseff insinuam que há discriminação de classe e até racial pelos que se opuseram aos “rolezinhos" estão mentindo.

Os “rolês", com apoio oficial, são apenas a última ferramenta utilizada para afrontar a ordem. Eles são uma variação urbana do que o MST tem feito no meio rural. O governo de Dilma Rousseff tem sido a corte dos aloprados.

 


Não é de hoje que acusam os shopping centers de promoverem "apartheid social", quando, na realidade, ocorre exatamente o contrário. Lembro de quando eu era membro da CNLU, órgão que então autorizava a ampliação do “solo criado” em São Paulo, e ali ocorriam debates acalorados entre os arquitetos e urbanistas “progressistas”, que odeiam esse tipo de empreendimento, contra os arquitetos empreendedores. Os primeiros foram derrotados pelo irresistível benefício trazido pelos shopping centers.

A tese de que shopping center restringe o acesso aos pobres não resiste à mínima observação direta. Todos, ordeiramente, têm a ele acesso. A proliferação dos últimos anos levou os shopping centers para a periferia das grandes cidades e para as cidades do interior, com o mesmo mix de lojas e o mesmo padrão de serviços. Não há discriminação alguma, o que vale são as leis de mercado. É a democracia do livre mercado.

 

Os shopping centers democratizaram o acesso a bens e serviços que outrora eram privilégio da elite. Cada empreendimento carrega uma livraria e uma praça de alimentação e cria inúmeras oportunidades para pequenos empreendedores. E um teatro. Nunca o equipamento público foi tão bem ofertado, de forma privada, pelos shopping centers.

Alguns empreendimentos estão identificados com a sua freguesia de vizinhança, como é o caso do Shopping Center Campo Limpo. Andar por seus corredores é ver que a população mais pobre é que compõe a sua clientela. Por isso me espantou o “rolê” dos Sem-teto sobre ele. Aqui é evidente que o prejudicado principal foi o próprio povo que reside naquela periferia de São Paulo.

Quando políticos como Dilma Rousseff insinuam que há discriminação de classe e até racial pelos que se opuseram aos “rolezinhos" estão mentindo. É de se perguntar quem arregimenta esse magote de desocupados para realizar o seu tropel destruidor. E quem ganha com isso. A resposta é: o PT, que tem interesse em desestabilizar a Segurança Pública e por isso faz guerra psicológica, com o fito único de desestabilizar o governador paulista, do PSDB, candidato favorito à reeleição.

É claro que, ao estimular os “rolês", o PT deu mais uma volta na porca do parafuso, no rumo da revolução. É tática de ação direta esse tropel urbano ameaçador. O problema é que o caos permanente não pode ser tolerado, sob pena de a vida prática ficar inviável. A decisão de patrocinar e apoiar os “rolês" mostra que o PT partiu para a guerra total contra o PSDB e que a situação só irá se agravar até a data das eleições.

Se a elite econômica até agora tem apoiado o projeto populista/progressista do PT, com essa ação direta irá se assustar e rever o seu apoio. A questão crucial para a burguesia é menos ganhar dinheiro e mais ter uma ordem estável. A ordem deixou de existir.

Podemos dizer que assistimos à invasão vertical dos bárbaros, para usar a deliciosa expressão que é título de um dos livros de Mário Ferreira dos Santos. Do lado oposto, temos os shopping centers, verdadeiros enclaves civilizados, que se aproximaram do povo mais pobre, oferecendo-lhe bens e serviços antes inacessíveis.

O ponto é que o PT não está tão forte assim, a ponto de perder credibilidade junto à burguesia. Lula cultivou a burguesia até onde pode. Os ricos nunca ganharam tanto como ganharam sob Lula, mas a burguesia esqueceu de que o projeto do PT sempre foi, e é, revolucionário. Os “rolês", com apoio oficial, são apenas a última ferramenta utilizada para afrontar a ordem. Eles são uma variação urbana do que o MST tem feito no meio rural. O governo de Dilma Rousseff tem sido a corte dos aloprados.

Resta saber como vai se comportar a população. Entendo que ela não tolera a desordem e o caos. Tem ânsia de ordem, requisito para a vida normal e a normalidade da produção. Vamos aguardar os impactos eleitorais dessa alucinação toda.

 


Comentário em vídeo:

Ontem (16) dois shopping centers foram fechados em São Paulo por força do 'rolezão' perpetrado pelo MTST, os "sem-teto". O Brasil está a caminho do caos. Em marcha, a ação direta tão cara aos que militam em partidos revolucionários. O objetivo é derrubar o governador Geraldo Alckmin. Os 'rolês' são também uma forma de terrorismo.

 

 

 

www.nivaldocordeiro.net

 

Comentário

Félix Maier

E a revista Veja não acha nada de anormal, nessas ações dos baderneiros em shoppings. Na capa da última edição (22/1/14), há uma chamada:
Rolezinho - Falamos com os "parça" e as "mina" da periferia. Eles são "da hora". No texto de Alana Rizzo e outros, Eu não quero ir ao seu shopping, no resumo, digamos assim, no início da reportagem, constam as seguintes pérolas: A ideia de que os rolezinhos são "protestos" e de que seus integrantes querem invadir os "shoppings dos ricos" é de quem não conhece a periferia. Os rolezinhos querem é se divertir, namorar e comprar roupas de marca. Tudo bem longe da "playboyzada".

E os funkeiros que infernizam os shoppings, a Veja não viu? E os arrastões que já ocorreram em alguns shoppings, a Veja também não viu?

É claro que esses rolezinhos, que começaram sem muitos problemas, vão ficar cada vez mais violentos quando os Black Blocs entrarem em cena. Com uma senhora empurrada dos petralhas, principalmente em São Paulo. É ponto de honra para Lula e a petezada conquistar o governo do Estado de São Paulo. "Vai ser o diabo", como disse a presidente Dilma, se referindo às campanhas para as eleições de outubro.

Quanta ingenuidade da revista Veja! A Óia dos Civita teria, finalmente, se rendido à ideologia dos petralhas, para os quais, quanto pior, melhor é?

 

Conheça o Estado policial fascipetista denunciado em livro por Romeu Tuma Jr., acessando:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-livro-bomba-tuma-jr-revela-os-detalhes-do-estado-policial-petista-partido-usa-o-governo-para-divulgar-dossies-apocrifos-e-perseguir-adversarios-caso-dos-trenes-em-sp-estava-na-lista-el/

Faça download do livro de Tuma Jr., ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES - UM CRIME DE ESTADO, clicando em

http://liciomaciel.wordpress.com/2014/01/15/tuma-jr-livro-download

 

Leia os textos de Félix Maier acessando:

1) Mídia Sem Máscara

http://www.midiasemmascara.org/colunistas/10217-felix-maier.html

2) Piracema - Nadando contra a corrente (textos mais antigos)

http://felixmaier.blogspot.com/

3) Piracema II – Nadando contra a corrente (textos mais recentes)

http://felixmaier1950.blogspot.com/

 

Leia as últimas postagens de Félix Maier em Usina de Letras clicando em

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=FSFVIGHM

 

Para conhecer a história do terrorismo no Brasil, acesse:

http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com.br/

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