Usina de Letras
Usina de Letras
85 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 60367 )

Cartas ( 21289)

Contos (13387)

Cordel (10358)

Cronicas (22277)

Discursos (3194)

Ensaios - (9716)

Erótico (13520)

Frases (48255)

Humor (19555)

Infantil (4830)

Infanto Juvenil (4180)

Letras de Música (5497)

Peça de Teatro (1345)

Poesias (139367)

Redação (3119)

Roteiro de Filme ou Novela (1062)

Teses / Monologos (2438)

Textos Jurídicos (1949)

Textos Religiosos/Sermões (5812)

LEGENDAS

( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )

( ! )- Texto com Comentários

 

Nota Legal

Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Cronicas-->CRÓNICA DA NOSTALGIA -- 26/03/2015 - 00:25 (SALETI HARTMANN) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Muitas situações vividas no atual mundo da Educação, envolvendo posturas excludentes partindo de profissionais mais jovens em relação aos mais velhos, transportam-nos - inevitavelmente -, a uma sensação de nostalgia no que se refere a VALORES como o Respeito e a Ética, muito cultivados na então chamada Educação Tradicional.
Quer queiram, quer não, essa nostalgia reflete uma realidade vivenciada por nós - profissionais mais antigos - cuja memória traz a lembrança de bons tempos, quando éramos considerados sábios e experientes, e, por isso, tínhamos o Respeito dos mais jovens.
Na educação antiga (bem mais recente do que muitos imaginam), o profissional mais jovem inspirava-se na experiência dos mais velhos, pois aprendia e compreendia que a maturidade dos anos tem muito a revelar.
Quando doentes, os cuidados e o Respeito dos mais jovens tinha o esmero de quem sabia que a paciência e a tolerància eram as únicas e grandes formas de amparar aqueles que já deram muito de si, e, por isso, sentem um cansaço a mais e andam mais devagar onde antes, voavam como águias vigilantes.
Mas, infelizmente, a realidade atual, parece caminhar junto com a descartabilidade de pessoas mais velhas, como se fossem objetos, coisas, que só atrapalham os que querem voar livres desse tipo de empecilho humano.
Dessa forma, o que acontece provoca amargura e desànimo no mundo dos docentes mais antigos, sensações estas que se alastram para as demais áreas da atividade humana.
Precisamos reaprender os VALORES de convivência e harmonia entre o mundo que vem surgindo, e o que já está no final de sua caminhada profissional, em qualquer empresa onde porventura estejamos trabalhando.
Se você é jovem e não se enquadra na ànsia de excluir os mais velhos, essa crónica nostálgica, não é para você. Mas, com certeza, vale como uma reflexão sobre situações nem sempre sutis que acontecem todos os dias com os profissionais mais antigos.
Parece que o efeito psicológico dos avanços da tecnologia, e das mudanças constantes de paradigmas, provoca nas pessoas jovens a sensação de que tudo o que é velho é descartável, incluindo as pessoas - ou -, principalmente, as pessoas mais antigas, pois as julgam incapazes de se adaptarem às aparentes novidades dos tempos atuais.
Não nos esqueçamos, porém, que a maturidade é capaz de lançar olhares para além da simples ilusão de estar sempre certo, sem ninguém nunca contestar. O fato de ser jovem apenas representa que se está no início de uma longa caminhada, cuja estrada tem muito a ensinar. E, quando chegar quase no final da caminhada, vai compreender, finalmente, a importància de VALORES como o Respeito aos profissionais mais velhos, pois estará na condição de mendigar um pouco de humanidade, de sensibilidade aos que, por sua vez, vêm seguindo-o na corrente das gerações, que se sucedem infinitamente, desde milênios.
A evolução não se faz somente com tecnologia, mas, principalmente, com VALORES éticos e morais, que precisam ser repassados às novas gerações sempre e novamente, enquanto existir vida humana na Terra.

Saleti Hartmann
Professora e Poetisa
Càndido Godói-RS
Comentarios
Perfil do AutorSeguidores: 5Exibido 154 vezesFale com o autor