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Erótico-->TERAPIA DO AMOR 2 DIARIO DE FABIO (MAURO VELASCO) -- 13/09/2021 - 13:48 (valentina fraga) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Nada mais justo que ter a companhia de Mauro Velasco nessa série TERAPIA DO AMOR,  espero que gostem.

Valentina fraga

 

DO DIÁRIO DE FÁBIO

 

O nome dela é Antônia.

Chegou ao meu consultório com um histórico de desejo exacerbado. Não lhe basta o sexo conjugal. Ela fantasia fazer sexo com outros homens. 

Me parece que há até um relacionamento paralelo, um amante mais estável que a acompanha já faz um tempo. Mas, além disso, há outras fantasias que ela alimenta. Quando transa com o marido, imagina-se no corpo de outro. Abre as pernas para o marido penetrá-la, mas na mente dela conserva a ideia de que é o corpo do amante. Cavalga no pau do marido, mas imagina que cavalga no pau do amante. Fiz umas anotações sobre isso. Trata-se de transferência de desejo. Ainda terei de aprofundar com ela esses sentimentos para compreender melhor o processo. 

Mas devo confessar que, durante a sessão, enquanto ela falava, fiquei excitado. Senti a minha vara crescendo debaixo da calça, a ponto de ter de camuflar o volume que se formava sob o tecido.

Aquela mulher ali na minha frente... Seios fartos, quadril arredondado, coxas roliças. Meu Deus, que coxas eram aquelas... Carnudas. Depois, quando ela se levantou e caminhou em direção à porta para sair, prestei atenção nas nádegas, carnudas também, formando um conjunto impecável, digno de uma escultura. Caralho, que mulher gostosa.

E aquela boca falando comigo? Enquanto ela falava, expondo seus sentimentos, eu fiquei olhando a boca se mexendo, o movimento dos lábios, e logo imaginei aquela boca se abrindo para abocanhar meu cacete. Sim, formou-se na minha mente a imagem da sua boca me chupando e me levando à loucura.

Sei que o relacionamento entre terapeuta e paciente é complicado. Sei que o terapeuta deve ser imparcial, não pode se apaixonar, não deve alimentar fantasias sobre suas pacientes. Sei de tudo isso. Mas diante daquela mulher foi muito difícil me manter isento, me manter neutro. Alguma coisa nela mexia comigo, me arrebatava. Sim, essa é a expressão: me arrebatava. Era um arrebatamento. Me levava às alturas, me fazia levitar, flutuar, sobrevoar o mundo.

Ela vai voltar num outro dia, na próxima sessão. Estou aguardando ansioso.

Antônia é o nome dela.

Venha, Antônia. Eu espero por você. 

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