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Discursos-->RESPOSTA ao TEMPO PERDIDO -- 09/04/2005 - 13:19 (André da Silva Galvão) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Tenho de ti a lembrança das horas macabras,
Da intempestiva psicopatia,
Que abria profundo a ferida existencial,
Forçando-me a solidão e ao pensamento profundo,
Da materialidade do momento filosófico,
Do êxtase e do meu próprio apocalipse.
Como quem se atirava, ou se retraia eternamente na ironia.
Sim, da verdade final que é a morte procurava eu em vão.
Mas que desvendaria a vida como num sopro e diria é tudo o que ofereço...
Num grão de areia tu te escondia e ocupava todo o meu pensamento,
Que desvendado seria pequeno como o líquem, que é alga e é fungo.
Mas no que descobri que no teu apogeu fosse o nada e tudo, pois seria paradoxo,
Não se definindo e sim se contrapondo, abortando o desequilíbrio que te seria fatal.
Lembro-me que te procurava nos paradoxos e encontrei a figura do homem, longe da divindade cristã. Tu és apenas o que tu és.
Esconde o que não pode ser escondido, pois não o tens a si próprio e nem o lugar para te esconder. O que existe, sou eu e o pensamento provindo de minha própria existência.
Que fui alga e fungo, grão de areia e água do mar.
Diz-me abandone em fim o sentimento,
A filosofia filha da fraqueza,
Que mais nada eu pense e ou diga sobre as coisas incontextuais,
Que apenas eu crave as unhas na existência,
Mas tu que isso dizes é a própria que tu condenas,
Pois porque te alimento se meu alimento és tu.
Vivemos no que se chama gozo, alternando ausência e marcante presença.
Quando dizes vai me esperas no trajeto,
Quando dizes fica me abandonas,
Porque tu és o que no homem constrói a sociedade,
O que destrói a sociedade,
Tu és o físico e a alma,
As idéias.
Produto da mente, condena os corpos e escraviza as almas de milhões.
És o que muitos chamam Deus, mas tu és apenas o dinheiro,
Que é o poder que a todos seduz.
Tu és realmente Deus, que elimina a necessidade do dinheiro e cria o perdão,
Mas que seduz as almas que anseiam pelo poder, que se contrapõe criando a espiral que já foi por mim citado. Que esticada é uma reta, que esmagada vira um ponto, que é o concreto, que é a verdade e o começo de tudo e também o fim porque tudo se toca, tudo é a mesma coisa e a mesma essência. O ponto.
O ponto final da alma humana e do começo da lógica e da vida sóbria.
Que é o que busca ao dizer ponto,
Aquele que aponta, que da final e que resume todas as respostas.
Aquele que é sóbrio e pragmático.
O ponto final.
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