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Crônicas-->2021 - Tá on -- 31/03/2021 - 13:39 (Jairo de A. Costa Jr.) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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2.021 – Tá on

Tempos estranhos, sim e que modificam o linguajar, sem ao menos percebermos; vamos utilizando conforme vem sendo apresentado e encaixando em qualquer lugar de nossas conversas, ou escritos. Outro dia vi uma foto de uma modelo que se apresentava plena, conforme legenda da revista.

Plena, que vem de cheia, completa, repleta, ou no auge. Foi a primeira vez que eu vi escrito, descrevendo alguém numa fotografia e não vejo necessidade, pois alguém exposta numa foto já está completa, mas vai continuar em evolução e podemos dizer que nunca estaremos plenos, sempre em mudanças.

Outra palavra em uso indiscriminado: Empatia. – “Você precisa ser mais empático; precisa ter empatia; sujeito sem empatia; ou até: “O Bolso não tem empatia...”. E assim por diante, vejo em diferentes colocações e sempre nada a ver, apenas uma repetição. Lembro-me de antigamente explicando que empatia era você se colocar no lugar do outro e não tinha nada a ver com simpatia, ou antipatia. Poucas pessoas precisavam ficar falando empatia a torto e direito; hoje, é empatia pra cá e pra lá.

Ai que saudade de obrigado, obrigada, muito obrigado, ou Deus lhe pague. Um agradecimento sempre de coração e simples, porém pleno, utilizando a palavra acima (rs), mas não me canso de ver a palavra gratidão em substituição. Eu prefiro essa definição de gratidão: “É quando a gente abraça Deus em oração, agradecendo por todas as bênçãos dadas por Ele. É fácil reclamar, mas é lindo saber agradecer.”. Tem mais definições, porém de sentido mais amplo de agradecimento; eu prefiro no dia a dia agradecer dizendo obrigado, ou muito obrigado!

“O pai tá on”. Neymar usou e pronto viralizou. Ele quis dizer que estava ligado na partida; virou meme e ficou popular entre os famosos e anônimos de plantão. Bora escrever, ou falar tá on. Serve também para dizer que você está online, pronto para receber mensagens e no WhatsApp quando aparece o azulzinho a mensagem foi lida. Uns antipáticos bloqueiam esse sinal e nunca sabemos se estão on... Que falta de empatia (rs).

Olham só, viram que utilizei no parágrafo acima três novidades: viralizou, bora e meme. Nem pestanejei, fui logo escrevendo, se encaixaram, né. Viralizar é tornar viral, muito visto ou compartilhado por muitas pessoas, efeito das redes sociais. Antes, alguma palavra era difundida pela televisão, ou boca a boca mesmo. O Faustão com dignidade e ô loko meu, na Jovem Guarda, ô bicho. Qualquer um era bicho, vindo de calouro na faculdade.

Bora, mais usada para indicar que alguém vai sair, está de saída, indo embora, forma reduzida de embora. Sinônimo de simbora e você pode se utilizar até do vambora, mas bora é que está viralizado (rs).

Para meme vou caprichar: - “A expressão meme de Internet é usada para descrever um conceito de imagemvídeosGIFs e/ou relacionados ao humor, que se espalha via Internet. O termo é uma referência ao conceito de memes, que se refere a uma teoria ampla de informações culturais, criada por Richard Dawkins em seu best-seller de 1976, o livro O Gene Egoísta.". Pronto, tirei do Wikipédia.

Quero dizer ao coronavírus que já estou on para receber a vacina e que não tenho nenhuma empatia com eles, por mais viralizados que estejam e plenos para nos atacarem. Bora nos livrar deles, sem dizer um obrigado sequer e muito menos expressar gratidão alguma; um dos memes mais sem graça já aparecido na face da terra.

E protocolizar que aparece de vez em quando, dito por algum político quando quer afirmar que deu entrada num projeto, na seção de protocolo. Seria mais fácil dizer que protocolou, porém lhe parece que protocolizar é mais chique. Neste trinta e um de três de vinte e um, posso dizer que tanto faz o uso de um, ou de outro, mas eu sinto que protocolizar é mais enganoso que simplesmente protocolar.

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