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Cronicas-->Acaiaca -- 12/12/2022 - 19:14 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

 

 

 

 

  1. Textos
  2. Crônicas

Acaiaca

A revista mensal mineira Acaiaca, publicada em Belo Horizonte, que circulou nos anos quarenta e cinquenta, dedicou uma edição sua de 1955 quase que inteiramente à cidade de Pitangui, em homenagem ao mais antigo núcleo populacional do Oeste Mineiro que, fundado em 1709, completava, então o seu primeiro centenário de emancipação municipal.

 

Acaiaca, um dos mais emblemáticos e temáticos edifícios de Belo Horizonte, e talvez, ainda a mais elevada construção da cidade, com seus 29 andares, é imediatamente notado por apresentar dois rostos de índios esculpidos em seu frontispício. O vocábulo, que seria de origem aruaque ou caribe nomeia também uma cidade da Zona da Mata mineira, cuja população atual, de quase 4.000 habitantes bem caberia no espaço interno do referido prédio.

 

História, economia, sociedade, religião, um rol de variedades, enfim, tudo se condensa ali na exaltação dos feitos desta serrana e sobranceira cidade que, nascida sob a égide do ciclo do ouro, cresceu vertiginosamente, conheceu seu fausto para logo cair na estagnação, da qual as forças vivas da urbe tem buscado ardorosamente sair, sem que ainda se produzam resultados amplamente satisfatórios, sobretudo se se comparam os graus de desenvolvimento de municípios circunvizinhos, como é o caso - para citar alguns apenas - das progressistas cidades de Divinópolis, Pará de Minas, Nova Serrana, Itaúna, Bom Despacho, Pompéu...e até mesmo, Belo Horizonte, que acaba de completar 120 anos de sua criação.

 

Na galeria de eminentes personalidades apresentadas em suas páginas surgem figuras históricas, marcantes, como por exemplo, o então Prefeito José Morato, o Dr Onofre Mendes Júnior, Procurador-Geral do Estado, Miguel Sabino de Freitas, farmacêutico, Francisco Saldanha, diretor da escola normal estadual, Eugênio Morato, poeta e cronista, José Lima Guimarães, César Gonçalves de Souza, Antônio Lopes Cançado, e José Augusto de Mascarenhas, industrialistas e comerciantes, Esperidião Cecin e Antônio Bejjani, destacados representantes da comunidade sírio-libanesa local, Dr Hélio Campos, Gabriel Ribeiro da Silveira, industrialista e político, e outros tantos mais...

 

Fraterna saudação à vizinha Pitangui ficou por conta de Cândido Reis, filho da terra e então Prefeito de Papagaios, berço de um dos maiores escritores do Estado de Minas, Bartolomeu Campos Queirós...

 

Excelentes artigos sobre a formação histórica de Pitangui são encontrados na publicação em tela. Até paisagens simbólicas da cidade, como o solitário Coqueiro do Lavrado, ou as esguias palmeiras da praça São José, entronizam-se em suas páginas, sem mencionar que à capa da revista, surge majestosa, a matriz municipal, que honra a Padroeira, Nossa Senhora do Pilar, moderno templo, que, inaugurado em 1921, substituiu a famosa igreja colonial consumida pelo fogo em 1914.

 

Entre os reclames, de saudosa memória, cabe citar, sem pretensão de esgotar o manancial de presenças, a casa Irmãos Campos, que então já completava meio século ..."servindo bem ao povo de Pitangui, O Bar e Sorveteria Elite, a Manteiga Cacique, a Casa Xavier, a Casa do Romualdinho, a Loja Serrrana, as Farmácias Nova, e do Povo, a Casa Nossa Senhora Aparecida, o Bar e Restaurante Brasil, a Casa Centenário...e até a Central do Brasil, anunciado as confortáveis viagens de sonho, de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro a bordo de seu inigualável "Vera Cruz"...

 

Crônicas, histórias e poesias, há-as, em profusão e até a então jovem inspirada Maria Nazaré Lemos, a sedutora Lelé, de quem eu viria a ser aluno ginasiano na disciplina Geografia, brindava o ávido leitor com um par de poemas de sua autoria...

 

Mas o mais felliniano memento desse Amarcord caboclo, é encontrável na página das beldades locais em que despontava Nilza Morais, da Casa Morais, de variedades domésticas, de enfeitiçado olhar que fazia tanto rapazinho sonhar, mesmo sem ter o que e com que comprar...

 

Minha gratidão ao conterrâneo José Epiphânio Camillo dos Santos, zeloso e entusiástico mantenedor das tradições da terra serrana que, generosamente, emprestou-me essa preciosa coletânea de registros históricos da cidade que nos honra pertencer. Além de homem de letras, realizado na vida profissional, Epiphânio, economista de truz, guarda também a distinção de ter sido sineiro da capelinha do Bom Jesus...

 

 

Paulo Miranda
Enviado por Paulo Miranda em 13/12/2017
Código do texto: T6198318
Classificação de conteúdo: seguro

Comentários

1
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Paulo Miranda
 
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Dartagnan Ferraz há 4 anos

Paulinho você nunca pnsou em editar um livro com suas crônicas e reminiscências? Seria best seller. Abraço
Comentarios
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