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Cartas-->Desabafo -- 17/01/2016 - 23:02 (A Sabiá Que Não Sabia Voar) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos





Desabafo



Morri de amores outras vezes, sei que vai passar... mas te multiplicar vai fazer me reencontrar...

Cansei de segurar o celular... esperando por uma mensagem, um oi... um como você está... preciso colocar isso para fora, para que possa assim suavizar...

Quando te conheci, tinha acabado de renascer... ano de dois mil e um... pouquinho do dois... mas os outros foram inteiros... mundos distantes... diferentes... Rio de Janeiro x Santa Catarina...

Ainda me lembro do dia que perguntei seu nome, e você desconversou, eu disse pode deixar, vou descobrir... e foi assim que sonhei com seu nome, nome do meu anjo da guarda... dia seguinte soube como te chamar...

E passaram dias... noites... madrugadas... um belo dia me diz, como quem não quer nada, “oh, não vá se apaixonar por mim”, lembro que eu ri daquela menina tão segura... e me apaixonei...

Você tinha uma segurança, um quê de paraíso, que simplesmente não conseguia me manter distante... e foi assim que compartilhamos nossas vidas... você e seus amores... eu e os meus... e nos misturamos sem perceber...

Por quatro anos vivi apaixonadamente com você de amiga, até que um dia, para minha sorte, você não conseguia mais me “ver” com alguém... e nos juntamos distraídos...

Mudei de planos, de Estado, de emprego... uma, duas, três, quatro e quantas mais fossem preciso... até que Santa Catarina ficasse embaixo dos meus pés...

Vivi com você o melhor casamento de todos... o meu único... o amor transbordava diariamente... nos bastava... era o melhor alimento para nossa alma...

Nosso casamento não foi perfeito, tivemos muitas dificuldades, mas o amor foi o melhor... largamos tudo, recomeçamos... paramos no tempo... nos machucamos várias vezes pelo caminho... falamos algumas, e noutras guardamos... e essas noutras começaram a se redimensionar dentro da gente... e sem perceber, tudo foi pesando... mas o amor era tamanho, que estar ali, era tudo...

Não posso me arrepender pelas coisas que fiz, de alguma maneira elas tiveram de acontecer... não quero, e nem posso viver do “e se”... mas tudo ainda sangra em mim... dói muito...

Minha alma se sente bem de ver sua vida reconstruída... mas meu lado humana, derrama cólera sobre mim...

Tenho inveja do sorriso que brota no teu rosto por saber que não sou eu parte desta motivação... mas não tem como ser diferente... você é linda... interior e exterior... é uma bola de luz, o bem com a graça de Deus te cerca e te protege... e que assim seja sempre...

Hoje estou aos poucos tratando a cegueira e a surdez... passo a passo, reaprendo a andar... sem você do meu lado...

Muitos me dizem, acalma teu coração, ninguém sabe o amanhã... mas não quero alimentar... eu tento não alimentar... mas acordar sem você do lado é devastador...

Estou na minha fisioterapia mental, espiritual, corporal... de voltar a existir sem você... sei que vou conseguir, já morri outras vezes... mas ainda não me reconheço no espelho...

Obrigada pelo teu amor, companhia, lucidez, loucura, força, vitalidade, sorrisos, seus “oi”, a melhor namorada, a melhor companheira, a melhor amiga, a família que escolhi para ser minha.


Obrigada pela parceria, pelas declarações, reclamações, brigas, bocas e pernas.


Obrigada pelas experiências de vida, pela troca, por estar, e se fazer presente.
 


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