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Contos-->Um homem ambicioso -- 13/01/2002 - 22:54 (Adelio Rosa) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Um homem ambicioso


João Francisco, um rico e ganancioso fazendeiro, decidiu que tinha que comprar as terras próximas do rio que cortava a mata, onde teria boas condições de solo e clima para aumentar o pasto de seu já imenso rebanho. Durante vários anos tentou adquirir aquelas terras, mas encontrou na resistência de um velho, tido como sábio, o obstáculo para enriquecer ainda mais. João Francisco sabia que o velho era muito famoso por sua sabedoria. O fazendeiro percebeu então, uma oportunidade para fazer com que Mahatma deixasse o lugar. Pensou que, se desmascarasse o sábio, transformando-o num enganador e charlatão, jogaria o povo contra ele, obrigando-o a procurar outra região para exercer o que o fazendeiro classificava de feitiçaria. Ele nunca acreditou nesse tipo de coisa e pensava que seria fácil provar que o Mestre era um falsário.
Colocando seu plano em prática, reuniu um grupo de empregados e foi ter com o Mestre. Saiu pela manhã e disse a sua mulher que voltaria no final da tarde, trazendo-lhe um presente. O filho do fazendeiro, um garoto de 7 anos, chorou ao pai que o levasse. O homem olhou para a criança e disse:
- Fique aqui, meu filho. Você será a chave para seu pai conseguir as terras que eu quero.
A criança ficou chorando e o homem foi-se.
Chegou ao casebre ainda pela manhã e disse ao Mestre:
- Disseram-me que você é sábio e eu não acredito. Por isso, venho lhe fazer um desafio. Se você é sábio saberá me dizer como morreu o meu único filho. Se você não souber, meus empregados vão espalhar por toda a região que você é um falsário, um enganador.
Mahatma, sentado à sombra da grande árvore, olhou no fundo nos olhos de João Francisco e disse:
- Seu filho morreu no chifre do animal que você mais ama.
O rico fazendeiro deu uma profunda gargalhada e, virando para seus empregados, disse:
- Não disse? Este homem é um enganador. Espalhem pela região que o tal Mestre não passa de um falsário, um feiticeiro charlatão.
E olhando para o Mestre, disse:
- Pois saiba que meu único filho, de 7 anos, ainda vive e está em casa, com a mãe.
O homem e seu grupo deixaram o casebre. Por onde passavam falavam a todos sobre o falso profeta e vangloriavam da esperteza de João Francisco.
- Não disse a vocês que esse homem é um enganador. Todos vocês sabem que meu filho goza de plena saúde e viverá por muito tempo.
Passaram pela cidade e contaram toda a história para o povo. João Francisco era um homem de prestígio e todos acreditavam nele. Tanto fez João Francisco, que os homens do lugar decidiram expulsar o falso profeta. Estavam reunidos na praça, quando um homem a cavalo chegou a todo galope. Era um dos empregados da fazenda de João Francisco. Após descer do cavalo, ainda afobado, o homem correu na direção do fazendeiro:
- Senhor, tenho o procurado desde que saiu da fazenda, disse ofegante.
- O que aconteceu, homem?
- Logo que o senhor deixou a fazenda, seu filho tentou acompanhá-lo. Seguiu-o até a virada da estrada e depois se perdeu. Tentamos encontrá-lo. Só o achamos no pasto da vaca Nina. E a Nina, como o senhor sabe vive separada de todos os outros animais por causa de sua ferocidade. O menino não sabia e foi atacado pela vaca que o senhor mais gostava. Ela matou o seu filho.
Na mata, próximo à cachoeira, Mahatma colhia flores para levar ao enterro de um garoto que, de chave de um grande negócio, passou a ser o retrato do preço alto da ganância.
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