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Artigos-->O titereiro e a democracia -- 01/07/2008 - 20:32 (Alan Rodrigo Marinho Gualberto) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A profissão de titereiro é relativa ao profissional que manipula títeres. Também conhecido por fantoche (tem alguma semelhança com ventríloquo) e na língua das crianças bonequinho que sabe falar. Quem nunca viu uma apresentação de títeres não sabe o que está perdendo.

É realmente uma arte entreter o público com um boneco que pede vida emprestada ao seu manipulador. Os seus movimentos são mecanicamente calculados, sua voz é ligeiramente artificial, senão não convenceria as crianças de sua veracidade. O sapateado alegre não é fruto de sua criação, que pena! Até parece que é.

Na vida real existem pessoas, infelizmente, que são objetos de trabalho dos titereiros. Geralmente, são pessoas alegres, extrovertidas e de um enorme coração. Na verdade, acreditam que são autônomos e,

às vezes, passam todo o decurso da vida sem descobrir que são títeres. Já o titereiro que manuseia tal brinquedinho sente-se altamente superior e, em alguns momentos, com os próprios amigos do títere revela vaidosamente os seus feitos, gabando-se da sua habilidade no processo da manipulação.

O titereiro de pessoas usa sempre uma moeda infalível, ou pelo menos quase sempre. O titereiro sempre mostra o lado da moeda que lhe interessa, escondendo o lado que tiraria o seu poder.

Imaginem só se o titereiro mostrasse os dois lados da moeda, o que aconteceria? Acredito que naquele ambiente nasceria a democracia, o que torna ultrapassada a profissão de titereiro. Em Atenas, na Grécia antiga, surgiu uma forma rudimentar de democracia que, quase dois milênios e meio depois, não conseguiu tornar obsoleta a profissão de titereiro.

Nós brasileiros fomos títeres do Reinado de Portugal de 1500 até 1815, quando foi criado o Reino Unido aos de Portugal e Algarves que durou até 1822 (período áureo da manipulação popular). Com a proclamação da independência do Brasil, por um português, tornamo-nos títeres de nós mesmos, os brasileiros.

Em 1889 acreditamos que a República democrática do Marechal Deodoro exterminaria todos os títeres, no entanto, nasceu ali a oligarquia Café-com-Leite. As massas populares continuavam brinquedinhos até que o salvador (só promessas) Getúlio Vargas, no dia 24 de Outubro (rua famosa em nossa cidade), tomou o poder através de um golpe de Estado e nos manipulou alegremente por 15 anos.

Como tenho bom senso, prefiro não chegar aos dias atuais.

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