Usina de Letras
Usina de Letras
12 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 62476 )
Cartas ( 21336)
Contos (13274)
Cordel (10453)
Crônicas (22547)
Discursos (3241)
Ensaios - (10470)
Erótico (13578)
Frases (50863)
Humor (20083)
Infantil (5499)
Infanto Juvenil (4821)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1377)
Poesias (140908)
Redação (3323)
Roteiro de Filme ou Novela (1064)
Teses / Monologos (2437)
Textos Jurídicos (1962)
Textos Religiosos/Sermões (6251)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Artigos-->NOSSO CREPÚSCULO -- 16/08/2008 - 19:23 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Eu queria entender o mundo e a lógica dos homens. A Terra, como sabemos, tem determinada capacidade para suporta seres humanos e outros animais sobre elas. A raça humana expande-se sem o menor controle. As fontes naturais de alimentos e água escasseiam-se a cada dia. E a cada dia inventamos novas necessidades por conta do capitalismo desenfreado que nos domina, ou fabricamos e fabricamos mais utensílios para nosso bem estar. Coisas muitas vezes sem a menor necessidade, apenas para satisfazer os lucros do capital e a insaciável insatisfação humana.

Muito em breve chegaremos a 10 bilhões de habitantes. Os governos não se preocupam em controlar a natalidade e a expectativa de vida aumenta a cada dia, tanto aqui como algures. A igreja com suas aberrações e sua idiotice impede que se crie leis sobre aborto, como se houvesse um deus para nascer. Quando nem deus existe, pois se existisse não permitiria que nosso planeta fosse o que é.

A fome campeia nos quatro cantos do planeta, embora ache que não haja quatro cantos na Terra, por ser ela redonda, mas muito mais. Em muitas partes da Terra não existe água, que também vai escasseado a olhos vistos. É triste, por não ter palavra mais dura, ver as condições sub-humanas de muita gente, quando se destrói esta mesma Terra em nome de guerras por dinheiro, por mercados, onde se deve explorar mais ainda.

A Amazônia está sendo destruída. O aquecimento global faz suas vítimas em todas as partes do globo. Aqui no Nordeste já se prevê uma acentuada diminuição na produtividade da região. Gastam-se, só para se ter idéia, 16 mil litros de água para se colocar um boi em condições de abate. Agora, calcule o rebanho bovino, somente bovino mesmo, no mundo e multiplique por 16 mil e teremos a quantidade de água gasta somente com ele. E de onde iremos tirar essa água em breve? E como alimentar tanta gente? São perguntas que os governantes nem fazem, pois tenho certeza absoluta que Bush e outros líderes mundiais de expressão não têm a menor preocupação com isso. Eles se preocupam tão-somente com dinheiro. O amanhã não importa.

A Terra chora e clama urgentemente por ajuda. Mas, nós mesmo o povo não temos qualquer consciência desta necessidade. Veja que por exemplo a falta de consciência dos casais sempre tendo filhos e filhos, principalmente nas classes mais pobres. Hoje já não há alimentos nem condições de vida imagine amanhã.

Entendo que todos nós queremos perpetuar nossa espécie. Mas tendo filhos hoje, não estamos perpetuando nada e sim contribuído decisivamente para a destruição mais rápida do planeta. Claro que tudo tem fim e não será diferente com a Terra, porém esse fim não precisaria ser tão rápido e urgente como queremos.

Os meios de comunicações, baluarte do capital, têm papel decisivo nesse processo, pois a propaganda faz com que precisemos mais e mais de coisas sem necessidade. Criam, em nós, expectativas do ter. E isso faz nos sentirmos poderosos e importantes. Veja por exemplo, a indústria eletrônica, celulares, rádios, televisões. A indústria da beleza, onde se torra dinheiro e mais dinheiro com o aperfeiçoamento do corpo. A indústria automobilística e petrolífera não para de crescer. A todo momento, inventam-se novos modelos de carro e a frota aumenta de forma desenfreada, poluindo e devastando o pouco que resta do meio ambiente.

Falamos de indústria, mas a da construção civil talvez seja uma das piores, pois a quantidade de gente no planeta nos leva a ter que construir e construir mais e mais residências, afora a construção somente por construir para se dar aos ricos mais conforto.

Muitas vezes fico imaginando. Nós apreciamos a natureza. Achamos bela. Lugares maravilhosos contemplamos e até visitamos em passeios turísticos. Daí a pouco vem um empreendimento imobiliário para construir em tais locais. A beleza de muitos locais é a natureza e concordamos com sua destruição comprando imóveis ali. Depois tudo está poluído: água e ar. Mas concordamos.

Se não fosse nossa inconsciência e nossa idiotice tudo isso não existiria e viveríamos muito, muito melhor. Porque as pessoas não teriam essas necessidades desnecessárias que gera a destruição, e, conseqüentemente, a violência.

Todo na vida é um conjunto. Nada existe sozinho. Nosso corpo necessita da cabeça, das pernas, dos braços, do cérebro e por aí vai. Assim são as cidades, são as pessoas se relacionando entre si. Nada é individual. E uma dessa coisa que me chama mais a atenção, e não é posição machista, mas é o trabalho feminino.

As mulheres querem se firmar na sociedade buscando empregos que colocam acima de tudo. Da própria vida. Quando casadas largam a casa para se dedicarem a um emprego. Com isso, mais gente entra no mercado de trabalho, na busca por emprego, concorrendo entre si. Isso, no meu entendimento, gera violência porque tira dos homens muitas vagas de trabalho, levando-os à marginalidade. Uma mulher desempregada, quando casada, ou mesmo solteira, e normalmente não tem obrigação no sustento da família, e suas necessidades quase sempre são supridas pelos pais ou por um companheiro, enquanto que o homem tem sempre alguém necessitando dele. Se ele não tiver trabalho, na ociosidade vai buscar outras formas de conseguir seu sustento, e assim cai na marginalidade.

Por outro lado, o capital, inescrupulosamente, incentiva isso, pois a mão de obra feminina é sempre mais barata. E tudo nos leva ao estado que chegamos. Ou seja, a destruição do planeta. As catástrofes estão ainda e nós ainda criamos mais, pois destruímos a Terra para construir objetos de destruição: canhões, bombas, tanques, aviões de guerra.

Nosso fim está próximo. Não desejo ter netos, pois estes, se os tiver, não terão um futuro promissor. As dificuldades serão muito maiores que as atuais, com todas suas implicações. Vamos chegar ao ponto de termos que nos matar para sobreviver. Não falo em guerras contra nações, mas de matar amigos vizinhos.

Portanto, nós que temos um pouco de consciência devíamos nos abster de certas coisas para dar uma chance à Terra e tentar dar às pessoas uma consciência maior sobre a responsabilidade de cada um.

Mas, ironicamente, as guerras que tanto destroem nos mantém vivos. Se milhões e milhões de homens não tivessem morrido nas guerras, possivelmente, o número de gente sobre a Terra estaria triplicado, e assim não haveria mais condições de vida sobre ela.

Acredite, mas o crepúsculo da Terra chegou ao fim, o entardecer já se avizinha rápido, mas tão rápido que talvez não tenhamos tempo de contemplar nosso ocaso.



HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO

AGOSTO, 2008

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 197Exibido 1301 vezesFale com o autor