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Contos-->Asas Quebradas - sexta parte -- 23/07/2002 - 14:10 (Alexandre da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Eu nunca desejei a escuridão. Juro, falo isso do fundo do meu coração. Sei que errei e que escolhi caminhos que me desviaram do objetivo principal. Sinceramente, porém, nunca entendi qual era esse objetivo. Para o quê eu havia sido designado? O quê, de fato, esperavam de mim???? Por isso, como aconteceu com aquele anti-herói do cinema (o tal do Darth alguma coisa), eu provei do lado mais fácil. Mas antes disso acontecer, eu tentei ser algo de bom. Juro, eu tentei...Afinal, eu tinha sido o escolhido de Deus..eu era especial.
O tempo passou e percebi que já não sabia e entendia o significado de nada. Como mortal, levantar da cama era um tormento e resumia a minha existência. E não era por preguiça. Simplesmente, eu não tinha força para encarar o mundo. A tarefa a mim concedida escorria dos meus dedos como a areia dos desertos de Neil Gaiman. E a ampulheta fazia seu serviço e eu não fazia mais nada. E não ouvia mais nada. E não via mais nada. Deus me esquecera.
Demorei para perceber que eu não era especial como achava. Demorei muito tempo. E quando caiu a ficha, não tinha mais forças para reagir, para ser alguém, para mudar o resultado do jogo. Perambulava pelas ruas como um fantasma sem ser incomodado por ninguém. Meu Deus, como eu queria ser notado por alguém!!!!!!
Agora, nesse depósito, eu ainda tento entender e não acho respostas. Enlouqueci mesmo??? Eu tinha uma missão importante??? Assim como Sansão, eu era como Sansão??? Tantas perguntas, tanta febre e meu corpo padecia de vida, de carinho, da palavra que nunca foi dita e que, por tabela, jamais será ouvida. Eu queria ter sido especial e tudo que errei, que destruí, não foi por maldade. Os clichês resumiam a minha vida, mostrando o quanto comum eu era. Nada além de mais um na fila...
Os sonhos não surgem mais na madrugada. Até aquele olhar que me acalentava e me denunciava desapareceu. Minha cabeça explode procurando uma saída e nada da dor acabar.
Sansão morreu nesta manhã, em silêncio.
Minha alma chora como naquela tarde de abril....
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