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Artigos-->2020: o Admirável Mundo Novo? -- 06/01/2002 - 22:33 (Aryon de Souza Lobo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
As leituras hoje estão sempre desatualizadas. O fato acaba de ocorrer e quem estiver plugado na Internet terá a primazia de saber da nova cambalhota que esta aldeia global acaba de realizar, ou melhor de terem realizado nela.

Os novos conceitos de vida e de sociedade, foram radicalmente modificados.

As novas formas de trabalho foram simplificadas. A sociedade do trabalho braçal foi substituída pela do intelecto. Robôs fazem o serviço, antes executado pelo homem, com maior perfeição. A robótica avança célere, extinguindo postos de trabalho nos pátios das indústrias, aumentando a demanda de cérebros para a criação e aperfeiçoamento de novas maquinas para substituírem os homens.

O aumento demográfico aliado ao aumento da vida útil do homem, vem provocando alarmantes índices de desemprego.

O setor primário se mecanizou, ocupando operários especializados para a operação de seu parque mecânico. O setor secundário, vem substituindo homens por robôs. Novas plantas industriais se instalam ou são reformuladas, com a demanda cada vez menor de mão de obra. O setor terciário vem selecionando e sobrecarregando cada vez mais, a mão de obra empregada, forçando-a ao acompanhamento do crescimento da empresa sem o correspondente aumento de funcionários. E o quarto setor, com a difusão das técnicas de comunicação, com o uso de satélites, internet, e outros meios, vem captando no mercado, atualmente, o maior número de empregados, desde que possuam um diferencial qualitativo: o domínio das técnicas de comunicação e de línguas estrangeiras.

O mundo vem se tornando cada dia mais complexo, pois as variáveis são novas, não conhecemos os seus reflexos e tampouco os seus efeitos. Os notáveis avanços da genética, nos lança a uma nova aventura a cada nova Dolly.

A globalização já trouxe transformações vitais, na sociedade global, eliminando seculares fronteiras geográficas, agrupando grupos étnicos dispares, recriando moeda única, um banco central para diversos paises, remodelando modelos econômicos, sociais e culturais.

É um mundo em evolução, veloz como a notícia instantânea dos meios de comunicação de massa, diverso como as novas armas inventadas diariamente pelos novos intelectos, interativo como uma grande e coesa família, e caseiro como os problemas familiares. Hoje o que acontece no Paquistão e que acompanhamos “on line”, passa a fazer parte de nosso cotidiano. Os fenômenos sociais, econômicos ou políticos de cada país passam a fazer parte do nosso diário, tanto em nossas bolsas de valores quanto nas decisões pessoais de cada um, do Banco Central às nossas reservas pessoais.

Quando esta semana se decidia o futuro político da Argentina, com certeza as comunicações interna e externa, se mesclaram em um intenso trabalho de fim de ano, onde se pesaram todos os interesses em cena, os interesses econômicos certamente foram mas importantes que os sociais quando se delineou a linha mestra do futuro governo, continuando assim esta nova frente de transformações na América do Sul.

Talvez quem menos tenha participado destas decisões tenha sido o Presidente ungido.

Aliada a estes fatos acrescente-se as enormes distorções econômicas e como conseqüência social. Os seis homens mais ricos do mundo possuem dez por cento do PIB global, ou seja o que eles ganham em um dia é o equivalente ao trabalho de seiscentas milhões de pessoas.

Os interesses das diversas cadeias produtivas, tais como as de armamentos, transportes, automobilística e outras, encontram-se ramificadas como em uma imensa teia global, organizadas e dirigidas pelos conglomerados bancários.

Toda e qualquer ação relevante que um País propugne, será tutorada e direcionada de forma a não causar entraves aos objetivos definidos por estes interesses.

Se o curso da História se repetir, 2020, será uma grande incógnita.

Se estes interesses conseguirem driblar este curso repetitivo do mundo, teremos um campo de concentração global, com direitos privilegiados de acesso aos bens de consumo, orientados pela mídia.

Rendo minha homenagem ao historiador Aldous Husley, que na década de 1930, preconizava este Admirável Mundo Novo.

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