Usina de Letras
Usina de Letras
69 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 59543 )

Cartas ( 21247)

Contos (13274)

Cordel (10314)

Crônicas (22226)

Discursos (3166)

Ensaios - (9515)

Erótico (13500)

Frases (47092)

Humor (19386)

Infantil (4575)

Infanto Juvenil (3875)

Letras de Música (5497)

Peça de Teatro (1340)

Poesias (138606)

Redação (3078)

Roteiro de Filme ou Novela (1060)

Teses / Monologos (2430)

Textos Jurídicos (1946)

Textos Religiosos/Sermões (5632)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Infantil-->Os sapatinhos de Chica Lage -- 07/10/2013 - 05:00 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
As crianças quando tinham que passar em frente aonde morava Chica

Lage faziam-no no maior cuidado, evitando, buscando o outro lado

da rua e com o passo mais apertado. Principalmente se estivessem

sozinhas. Na companhia de adultos ainda dava pra passar mais pro meio

da rua, nua, sem calçada, naquele pedregulho danado.

Mas o que nenhuma criança resistia era prender a respiração e, ainda

que com o rabo dos olhos, espiar na soleira da porta, ou da janela,

quase sempre fechadas, se estavam ali os sapatinhos de folhas que

Chica Lage mesma fazia, e ali expunha.

Ela não era certa da cabeça, isso todo mundo sabia, até gente que

nunca a via. Contudo, uma coisa estranha eram aqueles sapatinhos, tão

bem-feitinhos que não iam durar mais que um dia inteirinho, pois logo a

folha secava. O que era certo, entretanto, é que no dia seguinte, aquele

mostruário logo se renovava. E parecia que outra coisa a Chica não

obrava. Ninguém a via trabalhar, juntar as folhas com tamanho cuidado,

unindo cabedal, corpo, bico e solado e eis o sapatinho apresentado.

Os mais antigos tampouco sabiam muito mais da vida de Chica Lage,

a não ser que tinha um irmão, o João que muito trabalhava e pouco

conversava.

Diziam que sua loucura fora praga que um padre rogara. Os pais teriam

feito alguma maldade ou uma blasfêmia, e o padre, agravado, teria pego

um punhado de poeira, jogado pro ar e lançado a terrível praga. Que só

pegara na menina, poupando-lhe o irmão João.

Será isso coisa de religião? Se fô, num vô querê não.
Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 24Exibido 120 vezesFale com o autor