Usina de Letras
Usina de Letras
48 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 59569 )

Cartas ( 21248)

Contos (13281)

Cordel (10315)

Crônicas (22226)

Discursos (3166)

Ensaios - (9519)

Erótico (13500)

Frases (47113)

Humor (19395)

Infantil (4586)

Infanto Juvenil (3883)

Letras de Música (5497)

Peça de Teatro (1340)

Poesias (138630)

Redação (3078)

Roteiro de Filme ou Novela (1061)

Teses / Monologos (2431)

Textos Jurídicos (1946)

Textos Religiosos/Sermões (5637)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Infantil-->O sonho de comerciar... -- 13/10/2013 - 10:43 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Custódio passara um tempão tocando tear na fábrica de tecidos. Aposentara-se na

semi-invalidez. E aquela pensão miserave. Tudo depois de ter acumulado algodão nos

pulmões e aquela ojeriza de ter que fazer o que não lhe apetecia a vontade.

Seu sonho fôra sempre o comércio. E bem que sonhara, babara, delirara com um lugar

no armazém do Natércio. Pena que não dava pra escrita, sina maldita. Mal rabiscava

o nome. E o diacho é que nos números era bamba. Tinha nascido com aquela

predisposição, tava tudo organizadim na cachola. Punha, tirava, repartia, ajuntava e

no final a conta sempre dava.

E com tanta hora agora pra encher o dia, deu de ir pra praça da redoviária. Vê o

movimento, sentado no banco de cimento. Mas se enfastiou de tanto olhar pras

pessoas, sentiu-se um traste, bicho a toa.

Criou coragem e duma hora pra outra meteu-se a vender fósforos. Óia o fosque, que

vem do bosque, acende e alumia. Era o que dizia. E não lhe faltava freguesia, todo o

estoque saia, mas a renda, a renda, dessa venda, essa é que não aparecia.

Até que um dia, um amigo, o Girimia, depois de muito observar, dele se acercou e, na

bucha, o apertou: Ma` que isso Custode, assim ocê se… nem pode, afinal cê compra o

maço de dez caixa a cinquenta cruzero, revende cada uma a cinco, onde é que espera

fazê dinhero?

E pra quê vou lá me incomodá, meu negócio é o prazê de cumerciá…Um dia o sonho

tinha que se realizá.
Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 24Exibido 142 vezesFale com o autor