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cronicas-->cronica enquanto ando pela cidade -- 11/08/2002 - 14:46 (Alceu Silva Santinho) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
cronicas enquanto ando pela cidade.

Eis tudo: a psiquiatria não cura; muitas vezes atenua a dor que é somente sua. Você vai Ter que suportar tudo isso ou estourar seus miolos. Oscilar entre esses dois pólos, super-hiper-ação (quase-mania) vérsus introspecção (depressão/reflexão) é sua sina. Observador de si.
Sol de quase dezembro, fim de primavera, calor de quase verão, só faz é rachar mamonas, estalar vitrais e esquadrias metálicas. O dia é mais longo, a noite mais curta é convite para a preguiça e sexo. Passear sem rumo pela cidade observando os besouros caírem feito tontos em volta das làmpadas de néon. Eu sou daqueles que preferem estar sempre em outro lugar. O sol de lá é mais quente do que o sol daqui. Lá a cerveja é mais gelada. Sei lá, mas não era bem isso que eu imaginava como seria aqui.
Eu sou o palhaço da corte. Vivo de roubar mulheres e idéias de outros poetas. Adoro Adelaide, carrego um bonde por Adalgisa, talvez estude tupi.
Há os que amam o feio. É que o belo talvez lhes pareça enjoado demais. Muito comportado, terno e gravata, taier. Que venha o tempo que é sempre agora. O resto é matemática. Ë como um rio, a água passada não move moinhos.
Eu só andava a pé, quase meio-dia minha guaraná, feijoada laranja-baiana. O aragonês hablava fetcho matcho, tchê. Soldado do arrebol, cabeça de prego, tampa de urinol.
Dioxina, talidomida, cocaína, bomba de nêutrons também são tecnologia. Eu disse tecno-logia.
Desprezo. Desprezo essa perfumaria, esse verniz, esses engravatados. Fora com esses biltres, pavõezinhos, lixo humano com brilhantina nos cabelos e um certo brilho nos olhos.
O 7230 veio rápido hoje. Rapaz, como tem putas na Rua Augusta a essa hora da noite.
Minha cabeça, minha oficina. Da minha lavra brota a palavra com que construo o poema. São idéias mais trabalho. Ação. Elaboração. Laboratório. Atenção... A boca é a primeira que apanha.
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