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Artigos-->Canibalismo Moderno -- 22/05/2011 - 14:50 (Arlindo de Melo Freire) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Canibalismo Moderno&
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Arlindo Freire*



Mais uma prova moderna e antiga – de que os indígenas até o século 21 continuam sendo esquecidos e abandonados, oprimidos e marginalizados, perseguidos e, lentamente dizimados no Brasil e demais países sulamericanos, a exemplo do que se faz com os animais e as coisas, mediante a decisão dos civilizados Brancos que se dizem conscientes e responsáveis, sem a lembrança da coerência humana.

- Porque esta afirmação agressiva e sem fundamento?

Nada de agressividade, tampouco de motivos falsos, segundo a realidade em que vivemos no mundo atual, sob a predominância do poder econômico, mercenário, racista e capitalista organizado pela vontade política dos governantes e lideranças, além da minoria social que “comem no mesmo prato” ou determinam o que deve ser feito em função dos interesses pessoais e grupais, visando à manutenção dos seus caprichos e interesses.

No Sangue Yanomami coletado no Amazonas, em nome da ciência – para efeito de pesquisa, reside o fundamento deste juizo decorrente do absolutismo e prepotência norte-americana, através do geneticista James Niel, ao fazer em 1966-70, a coleta de 12 mil amostras de sangue em 3 mil indígenas Yanomami – para estudo dos efeitos da radioatividade expelida pelas bombas de Nagasaki e Hiroshima, no Japão.

Esta questão – vem rolando pelo mundo, sem haver solução, menos o atendimento das tribos Yanomami – para que os resultados dessa pesquisa sejam conhecidos e o sangue devolvido ao Brasil, em atendimento aos direitos indígenas, apesar dos 44 anos passados das providências esperadas e comprometidas entre Brasil-Estados Unidos, em termos da cooperação internacional científica.

Os governantes brasileiros desse período pouco têm feito com o fim de recuperar o sangue congelado em laboratórios norte-americanos ou a sua devolução ao patrimônio nacional, mediante a resistência dos cientistas norte-americanos no sentido de que esse material seja mantido e preservado em condições de garantia para o meio científico interessado na pesquisa da substância que tem sido ou será aproveitada, conforme as decisões de geneticistas dos Estados Unidos.

Na configuração desse quadro encontramos a perspectiva sociológica com profunda dimensão, partindo da base que poderia ser comparada ao filho que não sabe, nem procura defender as suas raizes, ou seja que se nega, voluntariamente ou não, em fazer o reconhecimento de suas ramificações psicossociais geradoras da vida que se prolonga em carne, sangue e osso até o final dos tempos.

Os filhos que negam o amor e fidelidade aos pais – estão sem a condição humana, perderam o sentido da vida, são uma porção de matéria animal destituida de sentimento, emoção, racionalidade e sensibilidade que descaracterizam, também a sua constituição biológica, ao contrário do que se verifica, inclusive e certamente, com os indígenas que lutam pela recuperação do sangue que lhes pertence.

A nova versão do canibalismo moderno – está patente ou materializada no recolhimento do sangue Yanomami, pelo grupo de cientistas da investigação feita no Amazonas, mediante o apoio de universidades americanas com diversos propósitos para maiores conhecimentos sobre a genética e outras ciências em desenvolvimento, feitos em avançados laboratórios daquele país.

Em face dessa ocorrência – o mundo inteiro e, principalmente o latino-americano, assim como o brasileiro poderiam viver gritando, protestando, reivindicando e manifestando a sua absoluta insatisfação pela defesa do Sangue Yanomami, através de todos os meios da Comunicação Social, bem como dos parlamentos, dos governos constituidos, das instituições culturais e cientificas, das reuniões em ruas e praças, além dos blogues e demais dispositivos da Internet.

Assim, não vem sendo efetuado – porque os filhos se recusam à defesa dos seus país, a solidariedade humana é uma teoria sem prática, os casais têm medo do amor legítimo e verdadeiro, a irmandade está “capenga”, a fidelidade é um sonho fora da realidade, mulher e homem não se completam, “o mundo não é de ninguém”, a mentira vem superando a verdade, a vida é a bonita imagem da fantasia gerada pela mídia, o silêncio da alienação ocupa o espaço da palavra – daí vindo a predominância da acomodação, igual à Mula sem Cabeça da antiga mitologia.

Os jornalistas brasileiros poderiam, em pouco tempo, encontrar as soluções para resolver esse problema – se tivessem o propósito de fazer com que os meios de comunicação, onde trabalham e vivem, fizessem a divulgação constante do Sangue Yanomami levado para os USA, onde está congelado, sob a revolta desses índios que constituem a maior parte da orígem brasileira, agora frustrada e descaracterizada pelos chamados “gringos” do país mais poderoso do mundo.

Nesta pequena cidade – Natal-RN sabemos que somos um “píngo dágua no oceano”, mas, o que importa é o infinito cultural, antropológico, sociológico, político, econômico,

genético e biológico dos indígenas em fase de extinção desde 1500, sendo que no caso do RN – mais de 12 tribos foram dizimadas até 1825, pelos civilizados Brancos da burguesia colonialista.

Se os jornalistas “mergulhassem” fundo neste assunto desafiador – o Congresso Nacional poderia “abrir os olhos” e fazer o que deve – pelo Sangue Yanomami, assim como pelos demais indígenas que sobrevivem nas matas, serras e sertões do território em que vivemos – sob a exploração, abandono e todo tipo, de desgaste humano – sempre caminhando em direção ao extermínio dos povos que fizeram a nossa orígem.

Os homens responsáveis pela elaboração da Justiça – também poderiam olhar-fazer o reconhecimento dos direitos naturais dos Yanomami, à semelhança do que tem sido efetuado com outros, de modo independente ou sem compromissos específicos, em se tratando de necessidades novas causadas pelos costumes da circunstancia atual, mais ainda, no tocante aos Direitos Humanos inerentes aos povos indígenas que vivem na marginalidade social, política e Jurídica.

Por sua vez, a presidente Dilma Roussef – teria oportunidade, de forma coerente, silenciosa e decidida, para fazer a recuperação do Sangue Yanomami retirado desde o Amazonas, em atendimento à expectativa indígena Nacional – como fator de admiração, respeito, defesa, consciência e legitimidade sobre os valores deste país.

ESPERAMOS que tais providências venham ser realizadas de modo efetivo, concreto e no menor espaço de tempo, antes que seja tarde demais. *Jornalista e sociólogo.



















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