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Cordel-->CORDEL EM BAIXA NA USINA -- 22/10/2003 - 17:01 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. CORDEL EM BAIXA NA USINA

O cordel está em baixa,
Alguém assim disse um dia,
Hoje sou eu quem o digo
Com grande melancolia
E, aproveitando o ensejo,
Falo da Usina que vejo
Com saudades da que eu via.

Houve muitas injustiças,
Outras ainda ocorrem,
O cerco vai se fechando
E sonhos tão belos morrem,
Aumentam-se as feridas
E lágrimas doloridas
Em nossas faces escorrem.

Não podemos mais falar
Sequer com nossos leitores,
Aqueles que junto a pedras
Sempre nos atiram flores,
Ouvi-los é o que queremos,
E eles desejam, sabemos,
Conversar com seus autores.

Na Usina, tenho notado,
Ao vagar nos labirintos,
Que intrigas tem havido
Entre colegas distintos,
Com isso temos sofrido
E sem querer ingerido
O amargor dos absintos.

Ficando só no cordel,
Tem-se muito o quer dizer
Desta arte secular
Que a todos faz entreter,
Mas na Usina, estou vendo,
Vai aos poucos fenecendo
O que devia florescer.

Eu vou citar alguns nomes,
Perdoem-me se eu errar,
Pois a minha intenção
Jamais é discriminar,
Não é uma lista exaustiva,
É apenas ilustrativa,
Só para exemplificar.

Sei que há muitos cordelistas
Que guardamos na memória,
Na Usina marcaram época
E fizeram sua história,
Mas há tempo estão ausentes,
Falo então dos mais recentes,
Do atual momento de glória.

Glória essa que se esvai,
É com pena que eu digo,
Sinto a ausência dos mestres
Que estiveram comigo,
Se de algum deles nem tanto,
Da maioria, entretanto,
Eu fiquei bastante amigo.

Daniel Fiúza despediu-se,
Manezinho foi embora,
Anda sumido Almir Alves,
Talvez volte a qualquer hora,
Milene ninguém esquece,
Lumonê pouco aparece
E Jorge Sales demora.

Mestre Egídio afastou-se
E Piolho Chato também,
Géber Romano está noutra;
Aqui faz tempo não vem
Antonio Albino Pereira,
Sem falar em Zé Limeira,
Que já mora no além.

Quadinho Feito Nascoxas
Voltou e sumiu outra vez,
O Suco deixou saudade,
Tanto em mim como em vocês,
Sem o Rubenio Marcelo,
O cordel não é tão belo
Como era há um mês.

Falando agora dos outros
Que continuam atuantes,
Estes só dão alegria,
Tanto como deram antes,
De platina ou de ouro,
Suas obras são um tesouro,
Seus versos são de diamantes.

O Vinícius Guimarães
Bom cordel vem publicando,
Tem João Afonso Carvalho,
Mas noto que está faltando
O grande Olavo Bilac
E outro não menos craque,
O Airam Ribeiro, rimando.

Nem é preciso dizer
Que o Dantas é talentoso,
Os seus versos têm o brilho
De um belo rubi valioso,
Escrever é sua sina
E o cordel que faz na Usina
É por demais primoroso.

O Domingos de Oliveira
Escreve diuturnamente,
Sobre os problemas sociais
Faz crítica inteligente,
Analisa e vai além
E, com a cultura que tem,
O que diz ninguém desmente.

Antonio Torre da Guia,
Mestre que muito aparece,
Suas obras primorosas
A Usina não merece,
Com arte e sabedoria,
Ele escreve todo dia
E as letras enaltece.

O Elpídio de Toledo
É um vate singular,
Pelos assuntos que aborda
Parece até um avatar,
O que publica é profundo,
Transcende o nosso mundo
E nos leva a meditar.

A Socorro Xavier
Aprecio e não me privo
De sempre ler o que escreve
Num estilo criativo,
É escritora consagrada,
Mereceu ser sorteada
Para publicar seu livro.

Falo agora de um outro
Que aparece bastante,
De Adelmario Sampaio,
Acho muito interessante
Tudo quanto ele escreve,
Dizendo aquilo que deve
No seu estilo galante.

O Jota B. Xavier
E também Medeiros Braga,
Com José Kappel ao lado,
A luz deles não se apaga;
Georgina e o Athos ainda,
Com Clésio a lista se finda,
Deixando sempre uma vaga.

Na Usina de tantas cores,
De matizes tão celestes,
Generoso, como sou,
Sigo fazendo meus testes,
Então vou permanecer,
Continuando a escrever,
Mas quero de volta os mestres.

Sem essas feras eu vejo
O cordel prejudicado,
Por isso em tom de protesto
Faço um apelo ousado
Ao diretor que admiro:
Salve o cordel, Waldomiro,
Ou deixe o Site fechado!

BENEDITO GENEROSO DA COSTA










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