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Ensaios-->Estrada da Cocaína -- 27/09/2011 - 22:20 (Arlindo de Melo Freire) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Estrada da Cocaína


                                                                                                                                                                               Arlindo Freire*
O fogo da exploração em prejuízo dos indígenas – está avançando na fronteira do Acre com a Bolívia, desde agosto de 2009, sem haver sinal de que se pretende jogar água nas chamas que estão subindo, apesar da existência de muita água e mato verde, bem como o protesto dos habitantes que vivem naquela região.
O incêndio em questão está nas linhas da Internet – para todo mundo saber de forma objetiva e concreta, ao contrário do que ocorria nos períodos anteriores, com as inúmeras devastações da Mata Atlântica – desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grane do Sul, a partir da época de exploração do Páu-Brasil.
Perdão sobre os prejuízos aos índios: nada disso, apenas – agora, os efeitos negativos dessa ocorrência – recaem nas populações do mundo inteiro, especialmente do continente Americano, seguindo pelos demais, deixando não somente a devastação, mas os seus efeitos físico-químicos
para todo o planeta Terra, com os animais, vegetais e minerais.
= Na realidade, do que se trata?
Os governos da Bolívia e Brasil – estão iniciando a construção de uma estrada de 306km. entre Cochabamba e Santa Cruz, com orçamento de 415 milhões de dólares, dos quais 322 milhões de Reais serão do BNDES, segundo o acordo firmado em agosto de 2009, entre os presidentes Evo Morales e Luís Inácio da Silva com essa finalidade.
Em decorrência da rodovia – são previstas diversas ameaças socioeconômicas, entre as quais a ocupação parcial do Parque Nacional Isidoro, naquela área, bem como de território indígena com 1,091 mil hectares onde vivem cerca de 12 mil nativos em 64 comunidades, sem considerar outros que permanecem isolados dos demais.
Nas suas reclamações me torno desse projeto – as lideranças indígenas assinalam que existe a possibilidade para que as doenças e perseguições dos Homens Brancos, venham causar outras maiores dificuldades, como a perseguição, conflitos e mortes dos naturais, a exemplo do que sempre tem acontecido quando o território começa a ser explorado.
O projeto que foi concebido pelo presidente Evo Morales, da Bolívia – poderá, além do mais, resultar na expulsão de 3 mil brasileiros que residem naquele país, com suas atividades de produção normais ou como meio de sobrevivência, conforme providências legais adotadas anteriormente.
As estimativas resultantes desse projeto – são de que a estrada venha se tornar, em futuro próximo, uma via de exportação da produção de cocaína para outras cidades e países, depois que houver o aumento da colheita nas terras amazônicas – o que poderá ocorrer nos próximos anos, mediante o incentivo dos traficantes e produtores com resultados financeiros maiores do que os atuais.
Até mesmo os índios – muito têm questionado e previsto os efeitos econômicos daquela obra de engenharia como um dos maiores incentivos dos cocaleiros bolivianos para a expansão do tráfico de tóxicos e, sem dúvidas, o aumento dos negócios que servem de estímulo aos vícios e crimes, resultantes das drogas.
Entre os indígenas e civilizados envolvidos, caracteriza-se o profundo choque cultural – o mesmo que se vem arrastando desde o início da colonização americana, sempre com o objetivo da extinção dos povos nativos com perseguição e morte, de modos variados, a exemplo do nazi-fascismo em circunstâncias que lembram o Império Romano.
Nos comentários em torno deste assunto – as opiniões são de que os dois presidentes Evo Morales e Lula podem ser apontados como os maiores responsáveis ou culpados pela execução da obra e suas consequências de graves complicações para as duas populações desses países, assim como de outros, mormente os destacados no mundo de consumo das drogas.
Os setores mais esclarecidos adiantam que dessa forma, os presidentes de pretensa posição avançada ou da esquerda -= estão negando, de modo bastante incoerente e desequilibrado, os seus ideais ou convicções político-ideológicas – quando se unem para a construção de uma estrada na região amazônica, deixando à margem outros fatores indispensáveis ao funcionamento da mesma.
= E o que tem a ver essa iniciativa com alguém do pequeno RN?
A resposta se repete com o espírito da história em que o RN tornou-se, ao lado do Piauí, as únicas unidades da Federação em que os índios foram extintos, sem haver mais descendentes diretos, pelos motivos em que a exploração da terra – foi a principal causa da extinção radical.
Andar pelo mesmo caminho, agora em dimensão de estrada, não tem sentido, tampouco razão de ser, depois de tudo e de todos, em que a pessoa humana dos povos humildes, simples e pobres – índios ou civilizados – são tratados como bichos do mato pelos governantes e políticos, exceto apenas quando precisam dos seus votos.
A negação maior consiste no fato de que os indígenas e demais comunidades civilizadas não têm a devida consideração dos governantes quando se manifestam contrárias à execução da estrada, o mesmo quanto aos seus resultados para a natureza vegetal, animal e social daquela área
de importância universal para o clima.
Recorde-se que durante o governo militar foi iniciada a execução da rodovia Transamazônica que ficou sem a necessária conclusão, tornando-se desse modo – o chamado “elefante verde”, em abandono quase completo e sem utilidade ou função prevista, pelo que houve elevados prejuízos do governo Federal.
Diante dos problemas mencionados, o mais certo, adequado e oportuno seria fazer com que tanto as Nações Unidas, quanto a OEA, além de outras instituições nacionais e internacionais – examinassem e tomassem as decisões acerca da viabilidade técnica, social, política e econômica da “rodovia dos cocaleiros” ainda na sua fase inicial.
Se não houver uma providência assim – certamente os governantes, as organizações políticas e seus representantes maiores – deputados e senadores – darão mais um passo de firmeza para a expansão dos tóxicos como fatores de doenças e crimes contra a humanidade.*Jornalista e Sociólogo-UFRN.

 

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